Os serviços que vinham sendo prestados desde 2021 foram suspensos como represália política ao prefeito da cidade.
Bem ao estilho coronel, o governador-tampão Carlos Brandão dá mais uma demonstração de que é capaz de tudo pela manutenção de poder do seu grupo político, não importando que, para isso, passe por cima de quem for preciso, até mesmo prejudicando a população de cidades onde o prefeito não lhe apoia.
Assim, demonstrou todo seu desprezo pela população do Município de Raposa, na Grande Ilha, e ainda pode ter cometido crime eleitoral, com ato administrativo de suspensão dos serviços médicos do município através da EMSERH – Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares, por pura retaliação política.
No último dia 15 de julho, o prefeito de Raposa, Eudes Barros declarou apoio à candidatura de Weverton Rocha ao governo do estado. Na segunda-feira seguinte, dia 18, o governador determinou, através da EMSERH, a retirada dos médicos do estado que atendiam o município, deixando toda a população sem as especialidades médicas que vinham sendo prestadas desde junho de 2021.
Na carta em que comunica a interrupção, o Instituto Acolher Vida, contratado para prestar os serviços, informa que a suspensão se deve ao encerramento dos contratos. No entanto, investigamos o caso, constatamos que os contratos ainda estavam válidos e que não havia razão para a interrupção, senão a questão política envolvida.

O Município ingressou com uma ação para tentar restabelecer os serviços e aguarda a manifestação do Poder Judiciário. Resta saber qual será a posição do Ministério Público Estadual e da Procuradoria Regional Eleitoral sobre essa ilegalidade que também é pode caracterizar um crime eleitoral.
Candidato a governador afirma que o que bom precisa ser colocado em prática, não importa quem tenha criado
Entre as atividades deste primeiro dia de campanha eleitoral, Weverton Rocha (PDT) conversou com a imprensa antes de seguir em uma caminhada pelo centro da cidade ao lado do prefeito Eduardo Braide, no final da tarde.
Entre os temas tratados na coletiva de imprensa, o candidato voltou a falar sobre reeditar o Programa Primeiro Emprego, criado por Roseana Sarney (MDB) e lançado em junho de 1995, ainda em seu primeiro mandato, que serviu para a inclusão de milhares de jovens no mercado de trabalho.
Weverton cita que é preciso reconhecer e dar prosseguimento a boas iniciativas, não importando quem seja o autor. E, apesar de Roseana sequer ser aliada, o senador entende a importância do Programa criado no governo dela.
Através do Primeiro Emprego, jovens sem experiência tiveram a oportunidade de serem inseridos no mercado de trabalho, por meio de um conjunto de ações realizadas pelo estado, que possibilitou a oferta de estágios conveniados com empresas privadas.
Sobre oportunidade de trabalho, Rocha também citou outra iniciativa que faz parte do seu plano de governo. A implantação do Programa Segunda Chance, que servirá para estimular vagas de emprego para mulheres acima de 40 anos.
O candidato da coligação “Juntos Pelo Trabalho” diz que adotará ações que deram certo em outras gestões, vai manter todos os programas que estão funcionando, e vai avançar naquilo que for necessário.
Para Weverton, é importante focar nas soluções para os problemas do estado, e que a política de geração de riqueza será sua principal plataforma para que os maranhenses tenham renda.
“Não vamos entrar em provocações, em briga. Queremos é solução”
Weverton Rocha
O senador, no entanto, não perdeu a oportunidade de apontar que o grupo do qual fazia parte “passou 8 anos dizendo que o grupo Sarney era o culpado de tudo e agora estão tudo agarrado um no fucinho do outro. Queremos enfrentar é com argumentos e temos ótimos argumentos”, disparou.
Presidente da Assembleia aproveitou as primeiras horas da madrugada para um adesivaço na Avenida Beira-Mar, em frente à Praça das Mercês
À meia noite e 1 minuto desta terça (16), o deputado Othelino Neto (PCdoB), deu início à primeira ação de campanha eleitoral ao lado da candidata à deputada federal, Flávia Alves Maciel.
Com o tema ‘Pra Fazer Muito Mais’, Othelino vai disputar o pleito deste ano com o mesmo número das eleições anteriores: 65065. Ele se mostrou entusiasmado com as movimentações da madrugada, disse estar pronto para percorrer o estado levando mensagem de esperança e apresentando suas propostas para continuar servindo ao povo maranhense.
“Nos próximos dias, vou estar assim, nas ruas, percorrendo os municípios para conversar com as pessoas e falar sobre as nossas propostas”
Othelino Neto
Othelino é tido como um político experiente e conciliador. Foi assim que conseguiu por duas vezes ser escolhido pelos seus pares para o comando da Assembleia Legislativa.
Respeitado por sua atuação, o deputado conseguiu agregar em torno de si uma importante base de apoio de lideranças, prefeitos e ex-prefeitos por todo o Maranhão.
Principais nomes na disputa para o governo do estado pedetista e socialista escolheram dar o pontapé inicial de campanha fora da Capital
O candidato a governador do Maranhão pela coligação “Juntos pelo trabalho”, senador Weverton Rocha (PDT) fez uma caminhada na cidade de Imperatriz às 9h da manhã, e, na parte da tarde, outra caminhada consta na agenda para a capital, São Luís.
Já o candidato pela coligação “Para o bem do Maranhão”, governador-tampão Carlos Brandão (PSB) agendou caminhada para a tarde desta terça-feira (16) na segunda maior cidade do estado. Segundo informações da agenda do candidato, Brandão também passou pela cidade de Amarante, às 8h, onde realizou carreata.
Lahesio Bonfim (PSC), da coligação “Coragem pra mudar o Maranhão”, marcou encontro com jovens em São Luís durante a manhã, das 8h às 11h.
A distribuição e colagens de adesivos em veículos foi a primeira ação escolhida por diversos candidatos
Na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa do Maranhão, o candidato Fernando Braide (PSC) deu o pontapé inicial de campanha ainda nos primeiros minutos desta terça-feira (16).
A madrugada começou com um adesivaço em seu comitê, localizado na Avenida dos Holandeses, no bairro Quintas do Calhau, em frente ao Villa Reale Buffet, onde compareceram dezenas de apoiadores.
Segundo a coordenação de campanha, a adesivação de veículos continuará durante todo o período de campanha, das 8h às 20h, assim como o comitê estará de portas abertas para receber todos os apoiadores de Fernando Braide.
O candidato diz que seu comitê será um ponto de encontro para extensão do diálogo que vem sendo mantido desde antes da pré-campanha, pois seu “mandato será pautado nas necessidades dos maranhenses”.
Fernando Braide disse estar grato a todos os apoiadores que saíram de suas casas para estarem no local, à meia noite, no que ele chamou de “virada tão importante e que marca o início de nossa campanha rumo à Assembleia Legislativa”.
“Com muita força e fé sairemos vitoriosos e, a partir de janeiro de 2023, o povo do Maranhão terá um parceiro que lutará dia e noite por mais qualidade de vida para todos”.
Fernando Braide
MA é o 2º estado em conflitos agrários no país; comunidades quilombolas são as mais afetadas com violência no campo
Carlos Brandão parecia cansado, algo até esperado, dada a rotina de campanha enfrentada especialmente após ter passado por uma cirurgia recentemente. Mas, para além, parecia desnorteado, com fala arrastada e tropeçando na palavras mais do que o normal.
Entretanto, o que mais chamou atenção foi a fala do governador-tampão quando questionado sobre o tema Comunidades Tradicionais, e a forma como se referiu especialmente aos povos indígenas e quilombolas.
Na visão colonialista do candidato, esses povos estão “atrasados” e o governo está levando “progresso” para eles. Pensamento clássico da elite latifundiária, da qual a família Brandão faz parte no interior do estado.
O governador falou que “a gente tem que conviver com eles”, e, para completar o show de horror na fala, Brandão diz que “eles são seres humanos como a gente”.
O candidato deveria ter sido confrontado com alguns números do Maranhão durante o governo Dino/Brandão. Só em 2022, por exemplo, o estado registra quase 100 ocorrências de conflitos agrários, e as principais vítimas são exatamente os povos indígenas e quilombolas.
Agricultores familiares e comunidades tradicionais são violentadas por grileiros de terra, latifundiários e empresários do agronegócio, inclusive sob o manto protetor de licenças ambientais concedidas, sabe-se lá a que modo, pela Secretaria de Meio Ambiente do próprio Governo do Maranhão.
Mortes, invasões, ameaças, desmatamento, agressões, tentativas de homicídios, incêndios, intimidações são registros comuns que levaram o Maranhão ao patamar de 2º estado com mais conflitos de terras, atrás apenas do Pará.

Em todos os casos registrados, o silêncio de Brandão e Flávio Dino foi sepulcral. Não há uma manifestação de ambos sobre o tema em nenhum documento ou rede social.
Então, mais do que preconceituosa, a fala do governador-tampão na sabatina do imirante é uma manifestação de desconhecimento do próprio governo e das mazelas que atingem as comunidades tradicionais no Maranhão.
A não ser que seja muito pior. Que seja conivência criminosa e cumplicidade com toda a violência sofrida por esses povos.