Boiada
Tá na moda falar mal do “São João da Thay”. E todo mundo jogando hate porque “o evento não valoriza a cultura maranhense” e pi-pi-pi-pó-pó-pó. Mas como esta coluna não é piolho pra andar pela cabeça alheia, vai colocar as coisas fora da perspectiva “maria-vai-com-as-outras”. Mesmo porque o SJT sempre foi alvo de críticas, sempre. Algumas muito justas, outras nem tanto. Mas há que se considerar um mínimo de pensamento lógico e razoabilidade para não ser empurrada junto com a boiada.

Público ou privado
O “São João da Thay” é uma festa privada, logo, não tem obrigação alguma de cumprir com qualquer função pública. Meio óbvio, né? Mas parece que estão esquecendo isso. Não é o “São João do Maranhão” é “da Thay”, e ela faz o que quiser com o evento dela. “Ah, editor, mas tem dinheiro público”. Calma, falaremos sobre isso. Por enquanto entenda que a influenciadora maranhense não está obrigada a nada. É um evento privado e, de novo, ela faz o que bem entender, e coloca as atrações que achar melhor. Aliás, se ela nem quiser fazer mais o evento, não faz. Pronto.

Responsabilidade
Quem tem obrigação de cumprir papel público no São João ou em qualquer festa do calendário anual são os entes públicos, Prefeitura e Governo. De novo, uma obviedade. Entre as responsabilidades públicas está a valorização da Cultura, priorizar artistas e manifestações culturais em sua programação. Inclusive pagando o cachê justo, que, destaque-se, nem pagar paga, imagina ser justo no valor. Mas… não. Querem jogar a responsabilidade para Thaynada OG. Coitada da piquena. Enquanto isso, a Prefeitura e o Governo entopem o c* de artistas “de fora” até com cachês superfaturados e tá tudo bem, né? Querem culpar Tahynara pela falta de incentivo público à cultura local? Elejam-na prefeita ou governadora. Enquanto não, vão encher o saco de Brandão e Braide.
Hipocrisia
Uma coisa é certa. Seja evento público ou privado, experimenta colocar num show como atrações somente artistas locais, atrações culturais locais, de cabo a rabo, todos os dias. Depois vai lá e me diz o público que deu. Os mesmos que reclamam, seja da Thay, da Prefeitura ou do Governo, por trazer artistas de fora, serão os mesmo a reclamar a ausência deles. Serão os mesmos ausentes caso haja apenas atrações locais. Tá em tempo de fazer a comparação entre os dias em que há atrações nacionais no São João e os dias em que não tem. Coloque sua hipocrisia no bolso e exercite seu cérebro indolente.

Ignorância
Nunca faltaram atrações e artistas locais no “São João da Thay”, nunca. Podem até não ter o mesmo tempo, o mesmo tratamento, e isso, sim, qualquer um pode criticar. O que a produção fez, por exemplo, com o Boi da Maioba, que em 2022 teve apenas 3 minutos reservados para se apresentar, foi vacilo enorme, desrespeito gigante com o Boi. Se é pra ser assim, melhor nem convidar, afinal é um evento privado e, lembre-se, a dona faz o que bem entender. No entanto, nem que seja apenas pra cumprir tabela, sempre teve atrações da cultura local no evento da Thay. Qualquer afirmação fora disso é ignorância ou ma fé.
Recurso Público
A crítica mais acertada é sobre uso de dinheiro público em evento privado. Mesmo assim, depende. No caso do “São João da Thay”, o evento foi autorizado pelo governo do Maranhão, através de Lei de Incentivo à Cultura, a captar R$ 1 milhão. O problema é a quem fazer a crítica. O problema não é de quem recebe, mas, de quem concede. Se há de ser feita alguma insurgência, deve ser contra o governo do estado, é o ente público que deve ser questionado. O evento foi lá, apresentou o projeto e suas justificativas pra acessar o recurso, cabe a quem concede avaliar se é justo ou não. Então, não mire sua bazuca pro alvo errado.
Flopou
E tem gente dizendo que o “São João da Thay” foi um fracasso de público. Não. Não foi. Não deu pra lotar o espaço, é verdade. Pode ter ficado aquém do esperado, é verdade. Mas há tantas razões para isto, no entanto, mentes limitadas atribuem o suposto fracasso ao formato do evento e suas atrações. Tsc, tsc, tsc. Bobagem de mentes simplistas sem capacidade cognitiva de problematizar questões complexas que envolvem tantos outros fatores. Atendo apenas ao fato, é verdade que o evento não “bombou”, mas é pura implicância dizer que flopou.
Erro bobo
Na visão desta Coluna, o grande erro do “São João da Thay” é a pretensão de se vender como o suprassumo da cultura local e o grande vendedor do Maranhão para o Brasil nesta época. Não é a primeira coisa, mas é, de verdade, o único que faz a segunda. O SJT é só um festival de música, como tantos outros pelo Brasil, e que acontece no Maranhão e no São João. E, sim, tá tudo bem. Aliás, tá ótimo que sirva para dar visibilidade ao estado, inserindo nesse festival de música um pouco de nossa cultura. Tá achando ruim? Aponta outro aí que tenha tido cobertura da Globo em tempo real, ao vivo.

De olho no futuro
O governador Carlos Brandão deu as caras no SJT ao lado de sua esposa, Larissa. Devidamente instalado em um dos camarotes, o casal posou para o click do titular desta coluna e o governador falou ao pé do ouvido deste titular que já está é pensando na próxima eleição. Sem poder concorrer novamente ao cargo de governador, Brandão deve seguir para o Senado em 2026.

Comunistas
Quem também foi visto na área Vip do São João da Thay foi o nepobaby da polícia maranhense Rubens Pereira Jr, deputado pestista. O herdeiro político da oligarquia da cidade de Matões estava acompanhado de outros “comunistas”, inclusive Dino Debochado, ao redor de uma pequena mesa com uísque e alguns canapés, porque nenhum comunista é de ferro, né?

Falando nisso
Quem é o advogado, ex-membro do governo Dino, quem já estava mais pra lá do que pra cá no “São João da Thay”?. O cabra já tava olhando dobrado depois de uma boas doses de uísque. Nada demais em se divertir um pouco, mas que foi um pouco cômico vê-lo cambaleante, ah foi. O cabra é gente boa.
Me paga, sacana
Continua a saga de atrações culturais pelo recebimento do pagamentos de cachês de apresentações. O calote do governo do estado, que ainda não pagou cachês de 2023, tem atrapalhado e criado dificuldades para várias brincadeiras em 2024. O Boi de Guimarães, por exemplo, emitiu Nota numa cobrança à Secretaria de Cultura. Veja:

Briga e bogue
Ta chegando a hora da luta mais aguardada do século. Kkkkk. Vem aí a luta entre o deputado Yglésio Moisés e o empresário Alessandro Martins. Vai ser uma loucura. Yglesio já mudou muito desde que decidiu cair na porrada com Martins. O deputado bolsonarista entrou em dieta e já até perdeu protuberância abdominal. Uma mudança que fez questão de compartilhar.

Falando nisso
Yglesio é craque em mudanças. uma das mais radicais foi o duplo twiste carpado ideológico. Um publicação da época da pandemia em comparação com a nova posição política do Dr. revela grande capacidade de adaptação. Veja:

Na taca
O presidente da Câmara Municipal de São Luís está debaixo de chibata. Paulo Victor tem recebido críticas em razão de contratos firmados pela Câmara com empresas de diversas áreas que soam como suspeitos em ano eleitoral. Por coincidência, os serviços previstos nas contratações são também os tipos de serviços que candidatos costumar utilizar em campanhas eleitorais, como realização de eventos. Há inúmeras matérias apontando valores e fatos que geram desconfiança, como relações anteriores do presidente e donos de empresas ganhadoras de contratos. Já de olho nas eleições estaduais de 2026, PV trabalha para ser o vereador mais votado nas eleições deste ano em São Luís.

Suspeita
E o caso das muitas licenças ambientais suspensas no Maranhão, hein? Há apontamentos de suspeitas graves. Por exemplo, por supostas licenças concedidas até para áreas que sequer existem e indícios de haver irregularidades graves em muitas documentações. Em verdade, órgãos responsáveis por licenças ambientais em todo o Brasil sempre foram antro de corrupção por parte de agentes que usam as dificuldades do sistema para vender facilidades. No Maranhão, já teve secretário que só encontrou “suce$$o” na política depois de comandar o órgão responsável por licenças ambientais. O terreno é vasto para plantação de propinas.
Tudo em casa
Após assumir a prefeitura de Paço do Lumiar, com o afastamento da prefeita Paula da Pindoba, uma das primeiras ações do vice Inaldo Pereira foi pensar na família luminense, só que apenas na família dele. Como em princípio o afastamento de Paula é por 50 dias, Inaldo não perdeu tempo. Empregou a mulher, o primo, o genro… Emprego tá garantido pra família, pelo menos nesse período.

Prioridades
Enquanto isso, na cidade de Raposa, o prefeito Eudes Barros vai gastar quase meio milhão de reais com biscoito, margarina e orégano. Segundo o edital, os produtos adquiridos via pregão que acontecerá no dia 19 servirão para atender as necessidades da Secretaria Municipal de Educação.

Apito
O ministro do STF Flávio Dino, aquele que processou o Monark por que o chamou de “gordola”, apareceu em vídeo dizendo que chamar alguém de nazista ou fascista não caracteriza crime. Ao mesmo tempo, Dino disse que ambas as coisas são “movimentos políticos” presentes na sociedade. Ora, ora, ora. As declarações de Dino funcionam como um apito de cachorro para a esquerda histérica que adora classificar todo mundo que pensa diferente como fascista e nazista. No entanto, soa esquisita considerando que a legislação brasileira classifica como crime a apologia ao nazismo. Além disso, o próprio Monark, processado por Flávio Dino, já havia defendido a mesma ideia de que nazismo é o movimento político. Como se vê, o problema não é o QUE se diz; é QUEM diz.

Canalhas
Pouco gente sabe, mas a taxação de comprinhas em sites estrangeiros foi colocada de maneira sorrateira dentro de um projeto que tratava de questões da indústria automotiva. Olha o tamanho da picaretagem. Além disso, o assunto foi fechado em comum acordo com o PT e o PL, direita e esquerda unidas pra enfiar a taboca no consumidor brasileiro sem dó nem piedade. O modo de votação não foi nominal. Para proteger os nobres parlamentares de críticas e dificultar a identificação de quem votou a favor, foi feita a votação simbólica, sem voto individual, sem nomes. Uma picaretagem do PT e PL juntos. Durma com essa.

Olho no lance
Escorraçado da Câmara de Vereadores de São Luís, o agora ex-vereador Wesley Sousa se diz vítima do “sistema”. É verdade que a política precisa de gente que pense como sempre fala Wesley. A política precisa ter mais pessoas com a origem como a dele. Mas, ele precisa lembrar que, como suplente, só assumiu o mandato porque fez acordo com o “sistema”, que é bruto e tende a aceitar apenas quem está disposto a se moldar a ele.

Rendido?
Wesley saiu do partido pelo qual concorreu em 2020 e foi para o PSB, pelo qual vai concorrer em 2024. Não há partido que mais represente o “sistema” no Maranhão atualmente. E é do partido do “sistema” o presidente da Câmara, envolvido na articulação de assunção e queda de Wesley; é do “sistema” o candidato a prefeito de São Luís que terá o apoio de Wesley; submetido ao “sistema”, a atuação de Wesley como vereador não teve olhos para os problemas de responsabilidade do seu companheiro de partido, o governador, na Capital, apenas para problemas de responsabilidade do prefeito, contra o qual Wesley já faz campanha.
Acordo descumprido?
O acordo para assumir vaga na câmara já mostra uma adequação ao “sistema”. Só que Wesley fez o acordo com o “sistema” para entrar no “sistema” e passou a criticar o “sistema” sem ser o “dono” do mandato. Em situação frágil, foi colocado pra fora pelo “sistema” do mesmo modo que foi colocado pra dentro. Wesley sabia que isso iria acontecer e já calculava usar a situação como discurso contra o “sistema”.
Chapa da morte
Filiado ao PSB, onde velhas raposas da política vão disputar cadeiras na Câmara de São Luis, as chances de ser “dono” do próprio mandato são menores para Wesley. Seria necessário um esforço descomunal e a rendição ao modo tradicional de campanha, comprando votos e usando a estrutura pública “disfarçadamente”. Mas Wesley não é desse tipo. Não o veremos distribuindo peixes e cestas básicas em troca de voto, nem esbanjando dinheiro numa campanha.
Fracasso
Passada uma década de governo Dino/Brandão, o Maranhão ainda ostenta o pior IDH do Brasil. Não é correto afirmar que, enquanto governador, Flávio Dino não tenha se esforçado, através de programas implementados em seu governo, para mudar essa realidade. Assim como também não está errado dizer que Dino falhou miseravelmente. Especialmente ao chegar ao fim de dois mandatos sem preparar um sucessor que pudesse dar real continuidade à ações que só poderiam da resultados significativos a longo prazo

Carreirista
Ao escolher Carlos Brandão como seu candidato a governador em 2022, Dino fez uma opção pessoal e egoísta, pensando unicamente em sua própria carreira, que passou a depender umbilicalmente, naquele momento, da eleição de Brandão. Dino sabia que Brandão não era a melhor opção para o Maranhão e seu povo, mas era sua única saída do labirinto político que ele próprio se meteu ao não preparar caminho para outro sucessor.

Escárnio
Enquanto o Maranhão segue na rabeta dos índices sociais, de emprego, de educação e de renda, o Tribunal de Justiça do Maranhão exibe uma frota de Hilux SW4, comprada com dinheiro do contribuinte, para servir aos deuses da corte maranhense presidida por alguém que já, inclusive, passou pelo posto de governador do estado. Não basta ser a elite do funcionalismo público, com privilégios e regalias de senhores feudais; é preciso esfregar na cara da plebe de modo a escarnecer do povo diante da miséria. Em 2023, o Poder Judiciário custou R$ 133 bilhões ao País. Com esse dinheiro, seria possível, por exemplo, construir 1 apartamento popular para cada habitante de São Luís. Cada homem, mulher, idoso e criança.

Bicho mal
Pouca gente consegue prever o impacto que uma foto de Flávio Dino e Eduardo Braide de mãos dadas pode ser capaz de causar. Mas Dino sabe. E, por isso, não fez nenhum esforço para evitar ser clicado nessa situação com o prefeito de São Luís na última quinta-feira durante missa de Corpus Christi. Flávio é o tipo de homem rancoroso que faz questão de demonstrar desafeição e, certamente, se anteciparia em providências para não ser colocado ao lado de um desafeto em um evento, a não ser que tivesse alguma intenção. Fora de contexto, a imagem abaixo circulará na campanha deste ano, com o potencial de influenciar repúdio de alguns incautos eleitores de Braide. Dino é rejeitados por muitos desses eleitores, que podem se sentir traídos por Braide com essa “aproximação”. Na camisa vestida por Braide, os dizeres “eu vos chamo amigos”.

Incompetente pinóquio
Usuários do transporte público de São Luís se sentiram traídos pelo prefeito Eduardo Braide depois da mentira sobre a extensão do prazo de validade dos créditos do cartão de transporte de 1 para 5 anos. O decreto do prefeito perdeu a validade e vários cartões foram simplesmente bloqueados. Se por ma fé ou incompetência, a prefeitura perdeu prazo de adotar as medidas necessárias e agora tenta correr atrás do prejuízo. Tarde demais, o prefeito acionou a Procuradoria do Município. Já era.

Farinha pouca…
O governador do Maranhão admitiu durante discurso em um palanque que o governo tá devendo fornecedores. Carlos Brandão fez piada com a situação dos HTO cujo contrato não está sendo honrado pelo chefe do executivo estadual. Com o credor do contrato no palco, Brandão prometeu que pagaria “nesta semana”. Ao mesmo tempo, todos os municípios do Maranhão também estão sofrendo calote. Com apoio da própria FAMEM, Brandão deixou de repassar e quer pagar parceladamente as perdas de ICMS as quais os município têm direito.
…meu pirão primeiro
Tudo acontece em meio ao aumento de salários do primeiro escalão do governo do estado. O governador aumentou seu próprio salário mais que o dobro. No mesmo barco estão vice-governador e secretários de estado, para os quais além de não ter calote tem salário dobrado.

Vaga de emprego
O ministro das Comunicações do governo Lula, o maranhense nepobaby da política Juscelino Filho, tá precisando de motorista, viu? De acordo com o edital, Juscelino é tratado como “autoridade máxima” que precisa de motoristas com “criatividade”, “altruísmo”, capacidade de “negociação”, “elaborar textos”. O titular desta coluna até se habilitaria para tentar conseguir a vaga, o problema é a exigência do traje: “paletó preto com ombreiras”. Ah, e no caso de mulher, Juscelino exige que use “meia-calça”, viu?
