Paradigma
O prefeito de São Luís mudou a lógica e rompeu com a forma tradicional de fazer política na Capital. Braide quebrou o padrão ao dar um bypass em líderes políticos, dialogando direto com o eleitor. Não precisou dos vereadores, nem da imprensa, nem da “tradicional classe política” para vencer a eleição com mais de 70% dos votos. Braide mostrou que é possível sobrepujar o modo fisiológico, de toma-lá-dá-cá, costumeiramente presente nas relações político-eleitorais. Nem Flávio Dino conseguiu escapar disso, pois se rendeu ao sistema e se aliou a tudo que condenara, tanto para governar quanto para continuar vencendo eleição. Eduardo Braide suplantou o ex-governador. Se o feito alcançado foi planejado ou é resultado apenas de egolatria, arrogância ou prepotência não importa. Braide quebrou um importante paradigma político.

Deserto
O modo Braide de se relacionar com os vereadores durante o mandato foi de torneira fechada e porta cerrada. Nem mesmo aqueles que o ajudaram na campanha de 2020 tiveram vida fácil ou acesso à benesses. O prefeito não dá sequer um cargo de zelador para vereadores fazerem política. Para se ter uma ideia, nem mesmo emendas parlamentares de janeiro de 2024 foram pagas até o momento. Com Braide, vereadores e lideranças políticas nos bairros perderam a importância, deixaram de ser ponte entre o Executivo Municipal e as demandas das comunidades. Quem também tentou fazer isso no governo do estado foi Flávio Dino, ao eliminar prefeitos como atravessadores de obras no interior. Em seguida, Dino se rendeu. Braide, não. Braide superou Dino.

Isolado
Vereador mais votado de São Luís, o jornalista Douglas Pinto até o momento não pisou na Câmara, não buscou diálogo com ninguém, enquanto outros vereadores e vereadoras eleitos já procuraram se enturmar imediatamente após o resultado da eleição. Em contato com o titular desta coluna, um experiente vereador disse que “ali é uma panela, e ele [Douglas], como marinheiro de primeira viagem, precisa se atentar para não ficar isolado no mandato”.

Malas prontas
O jornalista Marcial lima, que não conseguiu renovar o mandato de vereador, teria ficado tão envergonhado com a votação que até cogita ir embora do Maranhão. Segundo a fonte, Lima estaria planejando mudar para a Paraíba. O maior impacto para o quase ex-vereador foi a votação aquém do esperado. “Ele nem sofreria tanto se não tivesse sido reeleito, mas, tivesse saído com uma boa votação”. Após o resultado, Marcial ficou recluso, abatido e nem queria aparecer em público.

Conta furada
Os custos das campanhas para a Câmara de São Luis variaram entre R$ 3 milhões e R$ 6 milhões de reais, diferente das prestações de contas oficiais. Uma ou outra até mais que isso. O assunto é tratado com naturalidade na classe política. A compra direta de votos também é um assunto banal na boca de qualquer um dentro da política. O problema é que a conta não fecha quando se sabe que quem gastou milhões em campanha não tem como “pegar de volta” o dinheiro durante o mandato considerando o salário de 4 anos. Então, o que explica tamanho esforço financeiro? De onde vem tanto dinheiro? O que um vereador eleito desse modo tem a oferecer no mandato? O que será capaz de fazer para recuperar o “investimento” para comprar o mandato?

Último a rir
O ex-vereador Domingos Paz, cassado pouco antes da eleição pelos seus pares face acusações de assédio sexual, está a rir de alguns de seus algozes que não conseguiram renovar mandato. Quase ex-vereadores, Chico Carvalho, Fátima Araújo, Pavão Filho, Marcial Lima, Silvana Noely, todos partiram para o embate contra Domingos Paz acreditando que isso daria voto. Não conseguiram, como esperavam, angariar soldo eleitoral, perderam a eleição.
Enquanto isso…
A esposa de Domingos Paz, colocada por ele para disputar a eleição em seu lugar, pode vir a conquistar uma vaga na Câmara em face de possível fraude eleitoral cometida pelo partido Podemos, com flagrantes indícios de fraude à cota de gênero. Desse modo, o DC, comandado por Paz, que não alcançou o quociente eleitoral, poderia, numa eventual recontagem de votos e redistribuição de cadeiras, ficar com uma das vagas conquistadas pelo Podemos em caso de cassação da chapa. É aguardar pra ver. Pode sentar, viu.

Que show da Xuxa é esse?
Cenas patéticas foram registradas envolvendo vereadores não reeleitos em São Luís, apesar dos milhões envolvidos na campanha. Além dos chiliques com gritos em plena tribuna da Casa Legislativa, teve vereador que imediatamente cancelou “projeto social” que desempenhava havia anos. Noutro caso, um vereador quase foi expulso do seu próprio gabinete tendo ainda mais de dois meses de mandato pela frente. O show de horrores também contou com reclamação contra o prefeito, com desabafo contra eleitores e, pra completar, mesmo reeleito teve vereador lavando roupa suja com “bucha de canhão” que ele sustentou, mas, que lhe deu poucos votos na nominata. Absurdos ridículos tratados com normalidade.

Payback
Findada a eleição em São Luís, o deputado Duarte Jr., candidato derrotado em primeiro turno, pode ter sinalizado de que lado deve estar nas eleições de 2026. Os stories em fotos com a presidente da Assembleia e em apoio ao sobrinho do governador, todos como figuras postas para a sucessão estadual, foi interpretada por leitores do cenário político como um recado – ou o troco – ao vice-governador Felipe Camarão, que vestiu a camisa no palanque de Duarte, mas, não “vestiu a camisa” da campanha de Duarte. Só que ausência por ausência nem Iracema Vale nem Orleans Brandão estiveram na campanha. No entanto, Duarte não é bobo. Camarão está à deriva, abandonado por Brandão e, mais que isso, sendo fritado e descascado no grupo governista. Se é pra escolher, é conveniente que Duarte não escolha Felipe. E terá a desculpa perfeita: Camarão não esteve ao seu lado em 2024.

Família real
O sobrinho do governador Carlos Brandão, preferido na família para ser candidato à sucessão do tio em 2026, declarou que pretende ser candidato, sim, mas, a deputado federal. Em verdade, qualquer um em meio ao cenário político sabe que o desejo da família Brandão é que Orleans seja o próximo governador. O mágico, no entanto, nunca chama atenção para a mão onde a mágica acontece, senão, não tem mágica. É verdade também que há muito a ser equalizado até 2026, num cenário complexo, de aparas de arestas para que o desejo principal seja realizado. Então, deve-se ter outras cartas na manga. E eles as têm para o caso de inviabilidade do príncipe Orleans herdar o trono do rei Brandão.

Jogo
Dentro do jogo da sucessão estadual, lançaram uma carta esta semana: a informação de que o vice-governador, sucessor “natural”, teria conversado com o governador para acertar uma candidatura à Câmara Federal. Diversas arestas seria aparadas de uma vez só. Com Camarão fora do jogo sucessório, Brandão deixaria o governo nas mãos da presidente da Assembleia, sairia para o Senado, e resolveria a eleição estadual sem sacrifício. O movimento, entretanto, foi negado pelo vice-governador. Camarão quer ser governador e se Brandão quiser se desincompatibilizar para ser candidato a senador vai precisar deixar Felipe sentar na cadeira número 1 do Palácio em abril de 2026. E isso derrubaria os planos da família real.

Pra finalizar
Depois de lançar o IPTU com aumentos absurdos somente após a eleição, o prefeito Eduardo Braide presenteia a população com um reajuste de 11% na taxa de iluminação pública.

Conforme previsto por esta coluna, a maquiagem feita pelo governo Brandão para disfarçar a feiúra do elevado Bacabeirinha começou a “derreter”. Grama seca, palmeiras morrendo; mato alto e luzes apagadas.
Alô Braide! O Diário Oficial de 19/06/2020 trouxe a publicação do Decreto N° 55.234 de 19 de Junho 2020, decreto subsidiado pelo processo administrativo N° 22.842 de 19 de Junho de 2020, que trata da promoção de servidores por merecimento. De la pra cá, servidores da Saúde aguardam a publicação de uma nova lista.
O deputado estadual Fernando Braide é o campeão de recursos destinados para a Segurança Pública. Já foram quase R$ 700 mil em emendas parlamentares para a área. Nesta segunda-feira, Fernando deve se reunir com o Comando da PM, em São Luís.

Malandragem
A menos de dois meses para encerrar o ano, finamente a Prefeitura de São Luís disponibilizou o IPTU 2024. Mas por que somente agora? Certamente para evitar qualquer impacto na campanha de reeleição do prefeito Eduardo Braide, já que a gestão municipal resolveu recalcular o imposto e aplicar uma nova tabela que elevou, em alguns casos, o valor do IPTU em quase 5 vezes. Já pensou se em meio à campanha eleitoral o eleitor descobre que o prefeito Eduardo Braide tava com a mão grande? Braide esperou o fim da eleição para arregaçar o bolso do contribuinte com o IPTU mais caro.

Muita malandragem
Pra se ter uma ideia, há casos em que, além de cobrar o ano atual com base no novo cálculo, a Prefeitura também está recalculando anos anteriores e aplicando uma cobrança retroativa baseada na tabela atual do IPTU, jogando muitos contribuintes como devedores de enormes diferenças de impostos já devidamente pagos. Uma desagradável surpresa e uma grande insegurança jurídica. Você paga hoje, e não sabe se no futuro a prefeitura vai alegar que não te cobrou o valor certo e você vai precisar pagar um pouco mais.
Rei da multa
Para além do IPTU, a sanha arrecadatória da Prefeitura de Eduardo Braide não tem freios. Na própria campanha eleitoral, o candidato Wellington do Curso denunciou que nunca se multou tanto no trânsito da capital. Há cruzamentos, como o Forquilha, onde é possível contar quase 20 câmeras, posicionadas para fiscalizar e aplicar penalidades, e, com o fim da eleição, viaturas da SMTT intensificaram as ações de reboques de veículos. As avenidas de São Luís nunca estiveram tão vigiadas, não com intuito de tornar o trânsito mais seguro, mas, para multar o condutor. Assim, sem foco na preservação de vidas, e sim na penalização pecuniária, se transforma em “indústria da multa”.

O monstro
Após ser reeleito, o prefeito de São Luís se transformou num gigante da política local. Braide entra para o seleto de grupo de apenas 3 prefeitos eleitos em primeiro turno, ao lado de Jackson Lago e Tadeu Palácio. E o único com mais de 70% dos votos. Antes de se reeleito, o prefeito de São Luís enfrentou denúncias de corrupção em sua gestão; foi acusado de invadir terrenos particulares para fazer obras do Trânsito Livre; foi apontado como o prefeito das multas de trânsito. Apesar de tudo isso, houve o endosso do eleitor ludovicense para um novo mandato, e Braide está agora mais seguro e à vontade para fazer tudo que bem entender.
E fora!
Passada a eleição, imediatamente começou um festival de demissões na gestão municipal em São Luís. A “caça às bruxas” inclui servidores que não contribuíram com a campanha do prefeito, outros que são parentes de alguém que trabalhou para os adversários, e, principalmente, remanescentes da gestão do ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr.. Houve um acordo tácito de cavalheiros entre Holandinha e Braide em 2020 que garantiu a permanência de muita gente ligada ao ex-prefeito empregada no governo Braide. O atual prefeito considera que é hora de botar o que ainda resta dessa gente pra fora, e já começou.

Definhou
Faltou saúde para a candidatura “bancada” pela Saúde do governo do estado; não faltou saúde para a candidatura “bancada” pela Saúde da prefeitura de São Luís. Mesmo com o uso acintoso da secretaria de Saúde do governo Brandão pelo titular da pasta em favor de determinada candidatura para a Câmara municipal, o resultado foi pífio. Por outro lado, na Saúde do município deu certo e o secretário da pasta passa a ocupar uma cadeira na Casa Legislativa Municipal na próxima legislatura. Ao menos foi mais competente no uso da estrutura pública em favor pessoal o secretário de Braide, ao contrário do Secretário de Brandão.

Falando nisso
Vários auxiliares do governador Brandão se movimentam em eventos do governo pelo interior e estão transformando isso em postagens patrocinadas em rede social. Por que será, hein? Ah, já sabemos. Estão de olho em 2026. Há um movimento cíclico na política que produz uma dança de cadeiras em cargos eletivos, levando pessoas ligadas ao governo estadual a conquistar vagas no legislativo, enquanto outros, eleitos por essa mesma força e agora sem ela, ficam sem mandato. Se não fosse a ligação com o poder leonino jamais teríamos a presença de alguns políticos no Palácio Manuel Beckman.
Pinto entra
Falando em dança das cadeiras, a partir de 2025, o jornalista Douglas Pinto passa a ocupar uma cadeira na Câmara, ao passo que outro jornalista, Marcial Lima, deixa o parlamento. O que muita gente não se deu conta é do dedo do prefeito nessa história. Sem nenhum demérito ao colega, Pinto foi uma “invenção” de Braide, que pegou o jornalista pelo braço pra tirar uma onda. Carismático, amado pelo seu trabalho como repórter, sem nunca nem ter disputado uma eleição, Douglas seria uma ótima figura para receber um empurrãozinho e deixar um recado para a política tradicional. Deu certo. Ao mesmo tempo, Braide se vinga se Marcial, que até foi seu líder de governo na Câmara, mas, pegou o caminho do antagonismo. Para azar de Lima, Pinto entrou duro e foi eleito como o vereador mais votado e Lima azedou.

Casta
A eleição para a Câmara Municipal de São Luís serviu para reforçar um pouco mais o caracter familiaresco da política maranhense, em que políticos se perpetuam em muitos cargos e múltiplos mandatos através de parentes. Em 2025, a Câmara terá filhos de deputados e esposas de deputados, quem têm como maior “habilidade” eleitoral serem parentes de quem são.
Sozinho
O deputado federal Duarte Jr. terminou a eleição de 2024 numericamente menor, com 130 mil votos, ante 2020, quando obteve mais de 200 mil. Há, no entanto que se falar: Duarte foi maior que em 2020. Enfrentou a campanha de 2024 praticamente sozinho, abandonado pelo governador e seu grupo, abandonado pelos seus companheiros comunistas remanescentes do governo dinista. Duarte tem todos os defeitos possíveis, mas não se pode negar sua altivez, coragem e disciplina para seguir adiante mesmo largado pelo meio do caminho. Ninguém mais tem mérito pelo resultado alcançado senão ele próprio.

Nunca será?
Duarte Jr. um dia terá as condições políticas/eleitorais para ganhar uma eleição de prefeito em São Luís? O Cappêta acha que talvez não. Em sua segunda disputa pela majoritária da capital maranhense, Duarte parece mostrar um teto eleitoral que é até alto, capaz de fazê-lo sempre um deputado dos mais votados, mas, incapaz de fazê-lo ganhar a Prefeitura. Ao disputar em 2028 conseguirá reunir a mesma quantidade de partidos? Terá o mesmo tempo de TV? Terá um partido forte com muito dinheiro do fundo? Terá a máquina do estado em seu favor? Se com tudo isso não conseguiu furar o teto, poderá, sem isso, alçar um resultado melhor? Duarte pode se transformar no eterno deputado federal que usa a eleição municipal como trampolim.

Pra finalizar
Na próxima eleição estadual, em 2026, veremos o senador Weverton Rocha compondo a chapa do governador Carlos Brandão. Anote. Rocha é um político habilidoso, pragmático, fisiológico e, sem isso, jamais estaria onde está. Entende do jogo político e já articula há tempos sua reeleição para o Senado de modo que sua candidatura seja inevitável. Ele também sabe que tradicionalmente senadores sempre foram eleitos na barra da candidatura vencedora ao governo. O lugar mais confortável eleitoralmente é na chapa de Brandão em 2028, seja ela qual for. O Cappêta voltará ao tema.

Braide vence eleição em 1º turno
Com alguma variação, essa deve ser a machete de blogs e jornais ao fim da apuração neste domingo, a não ser que todas as pesquisas estejam contaminados com algum vício grave de metodologia e não tenham conseguido aferir, de fato, a intenção do eleitorado ludovicense, ou que tenha havido alguma mágica na madrugada para mudar radicalmente o cenário eleitoral. Mesmo com apontamento de queda de intenção de voto do prefeito e a subida de alguns concorrentes na última pesquisa divulgada, a eleição parece que se resolverá em um turno.

Salto alto
Desde antes de a campanha iniciar, era comum ver e ler gente ligada a Duarte dizendo que iria desbancar Eduardo Braide. Não se sabe de onde tiraram tanta confiança, mas, a coordenação de campanha arrotava que não haveria chance de perder. Neste domingo, amanheceram pedindo a Deus, de joelhos, rezando e orando para que haja segundo turno. A jornada de Duarte iniciou eliminando todos os possíveis candidatos alinhados ao governo para sobrar somente o garoto Procon e transformar o pleito num plebiscito, mas chega ao fim torcendo para que outros candidatos da disputa subissem na intenção de votos para proporcionar um segundo turno. Alguns diziam, em relação a Braide, que a soberba precede a queda. Enxergaram a soberba do adversário, ignoraram sua própria soberba. Chegou a hora da queda.

Quêde ou cadê?
Onde estavam os apoiadores de Duarte Jr. durante toda a campanha? Nem mesmo o principal fiador da candidatura de Duarte esteve presente. O governador Brandão participou de inúmeras carreatas de seus candidatos no interior do estado; há diversas postagens em suas redes sociais de atos em apoio a outros candidatos; só não há sobre Duarte. Com todos e sem ninguém, Duarte não esmoreceu, mas, o que fizeram com ele foi covardia. Nem mesmo os remanescentes do grupo esfacelado de Flávio Dino encamparam a luta do garoto Procon. Não adiantou ter 13 partidos, o maior tempo de TV, “apoio” de uma senadora, do governador, dos presidentes de poderes legislativos estadual e municipal. Apenas vereadores a soldo fizeram movimentos na campanha. Duarte esteve sozinho e tem todo o mérito do resultado que obtém neste domingo.

Concorrência e deslealdade
Há uma explicação para que Duarte Jr. tenha sido abandonado pelos seus “amigos”, companheiros do ex-governo comunista. O caminho político natural de Duarte é sua reeleição como deputado federal em 2026. Para alem de não suportarem o garoto Procon, os “descendentes” do dinismo temem por suas próprias barrigas. Duarte é um concorrente muito forte em 2026 e ninguém pensa em alimentar cobra pra ser comido por ela. Sem a máquina governista, disputar a eleição e/ou tentar renovar mandato em 2026 sem os cofres e o poderio estatal não vai ser tão fácil como em 2018 e 2022. Duarte já demonstrou que tem vida própria na política, apesar de usar reiteradas vezes em seu favor o quinhão que Flávio Dino lhe deu de presente e foi mantido por Brandão no governo do estado. Votos oriundos da estrutura Viva/Procon são limitados, Duarte tem vida política para além. Eles, não. Não têm mais nem espaços no governo nem votos orgânicos. Por isso, foram desleais e abandonaram Duarte. Desertores.

Credor e devedor
De modo sútil, porém, perceptível aos mais atentos, Duarte deixou transparecer como anda seu sentimento em relação à Brandão. No último debate televisivo, o governador e seu governo foram criticados, de modo duro e intenso algumas vezes, sem que o candidato do PSB esboçasse qualquer reação de defesa. E isso já havia ocorrido noutras ocasiões, sendo solenemente ignoradas por Duarte. É verdade que na relação Brandão/Duarte o deputado é devedor ao governador, mas, parece que a cota de gratidão foi exaurida à medida em que um foi abandonado pelo outro à própria sorte na campanha.

Compra de voto
Em 21 de julho de 2024 o Colunaço avisou: as consultas oftalmológicas realizadas com emendas parlamentares de Duarte Jr. estavam sendo usadas como ferramenta de promoção do candidato a prefeito. O Colunaço avisou: os óculos seriam entregues na semana da eleição para “comprar” o voto do eleitor. Não deu outra. Neste sábado, véspera de eleição, veio à tona a informação de que havia filas no Procon, órgão comando pela advogada Karen Barros – esposa de Duarte -, para recebimento dos óculos. Ação eleitoreira, com viés de captação de sufrágio através de vantagem para o eleitor, só que com uma pelicula de legalidade, mas, sim, compra de voto se enxergada pela luz da legislação eleitoral. Quem recebeu os óculos reclamou da péssima qualidade do produto. Reveja abaixo a postagem do Cappêta:

Corrupção
Um áudio que rola em grupos de zap dá uma ideia de como tem sido a eleição de vereador em São Luís a cada pleito. No arquivo, uma voz masculina informa que o vereador Marquinhos estaria oferecendo R$ 150,00 por voto. De acordo com o áudio, é possível perceber que o homem estaria ainda negociando: “[queria] saber se dá pra você firmar com essa quantia ou [fazer] uma proposta aí”. Comprando cada eleitor a R$ 150,00 seria necessário um montante de R$ 750 mil para obter 5 mil votos. É mais do que o salário de um vereador durante todo o mandato.

Máquina
É hoje o dia. Vamos descobrir como está a saúde de alguns candidatos a vereador bancados com estruturas públicas da Saúde, tanto estadual quanto municipal. As duas secretarias, já usadas no passado, mais uma vez têm candidatos da saúde na disputa pelo voto. O curioso é que sempre falta saúde a estes quando mudam os governos. Não raro, as campanhas são regadas a assédio eleitoral nessas secretarias.
