Malandragem
A menos de dois meses para encerrar o ano, finamente a Prefeitura de São Luís disponibilizou o IPTU 2024. Mas por que somente agora? Certamente para evitar qualquer impacto na campanha de reeleição do prefeito Eduardo Braide, já que a gestão municipal resolveu recalcular o imposto e aplicar uma nova tabela que elevou, em alguns casos, o valor do IPTU em quase 5 vezes. Já pensou se em meio à campanha eleitoral o eleitor descobre que o prefeito Eduardo Braide tava com a mão grande? Braide esperou o fim da eleição para arregaçar o bolso do contribuinte com o IPTU mais caro.

Muita malandragem
Pra se ter uma ideia, há casos em que, além de cobrar o ano atual com base no novo cálculo, a Prefeitura também está recalculando anos anteriores e aplicando uma cobrança retroativa baseada na tabela atual do IPTU, jogando muitos contribuintes como devedores de enormes diferenças de impostos já devidamente pagos. Uma desagradável surpresa e uma grande insegurança jurídica. Você paga hoje, e não sabe se no futuro a prefeitura vai alegar que não te cobrou o valor certo e você vai precisar pagar um pouco mais.
Rei da multa
Para além do IPTU, a sanha arrecadatória da Prefeitura de Eduardo Braide não tem freios. Na própria campanha eleitoral, o candidato Wellington do Curso denunciou que nunca se multou tanto no trânsito da capital. Há cruzamentos, como o Forquilha, onde é possível contar quase 20 câmeras, posicionadas para fiscalizar e aplicar penalidades, e, com o fim da eleição, viaturas da SMTT intensificaram as ações de reboques de veículos. As avenidas de São Luís nunca estiveram tão vigiadas, não com intuito de tornar o trânsito mais seguro, mas, para multar o condutor. Assim, sem foco na preservação de vidas, e sim na penalização pecuniária, se transforma em “indústria da multa”.

O monstro
Após ser reeleito, o prefeito de São Luís se transformou num gigante da política local. Braide entra para o seleto de grupo de apenas 3 prefeitos eleitos em primeiro turno, ao lado de Jackson Lago e Tadeu Palácio. E o único com mais de 70% dos votos. Antes de se reeleito, o prefeito de São Luís enfrentou denúncias de corrupção em sua gestão; foi acusado de invadir terrenos particulares para fazer obras do Trânsito Livre; foi apontado como o prefeito das multas de trânsito. Apesar de tudo isso, houve o endosso do eleitor ludovicense para um novo mandato, e Braide está agora mais seguro e à vontade para fazer tudo que bem entender.
E fora!
Passada a eleição, imediatamente começou um festival de demissões na gestão municipal em São Luís. A “caça às bruxas” inclui servidores que não contribuíram com a campanha do prefeito, outros que são parentes de alguém que trabalhou para os adversários, e, principalmente, remanescentes da gestão do ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr.. Houve um acordo tácito de cavalheiros entre Holandinha e Braide em 2020 que garantiu a permanência de muita gente ligada ao ex-prefeito empregada no governo Braide. O atual prefeito considera que é hora de botar o que ainda resta dessa gente pra fora, e já começou.

Definhou
Faltou saúde para a candidatura “bancada” pela Saúde do governo do estado; não faltou saúde para a candidatura “bancada” pela Saúde da prefeitura de São Luís. Mesmo com o uso acintoso da secretaria de Saúde do governo Brandão pelo titular da pasta em favor de determinada candidatura para a Câmara municipal, o resultado foi pífio. Por outro lado, na Saúde do município deu certo e o secretário da pasta passa a ocupar uma cadeira na Casa Legislativa Municipal na próxima legislatura. Ao menos foi mais competente no uso da estrutura pública em favor pessoal o secretário de Braide, ao contrário do Secretário de Brandão.

Falando nisso
Vários auxiliares do governador Brandão se movimentam em eventos do governo pelo interior e estão transformando isso em postagens patrocinadas em rede social. Por que será, hein? Ah, já sabemos. Estão de olho em 2026. Há um movimento cíclico na política que produz uma dança de cadeiras em cargos eletivos, levando pessoas ligadas ao governo estadual a conquistar vagas no legislativo, enquanto outros, eleitos por essa mesma força e agora sem ela, ficam sem mandato. Se não fosse a ligação com o poder leonino jamais teríamos a presença de alguns políticos no Palácio Manuel Beckman.
Pinto entra
Falando em dança das cadeiras, a partir de 2025, o jornalista Douglas Pinto passa a ocupar uma cadeira na Câmara, ao passo que outro jornalista, Marcial Lima, deixa o parlamento. O que muita gente não se deu conta é do dedo do prefeito nessa história. Sem nenhum demérito ao colega, Pinto foi uma “invenção” de Braide, que pegou o jornalista pelo braço pra tirar uma onda. Carismático, amado pelo seu trabalho como repórter, sem nunca nem ter disputado uma eleição, Douglas seria uma ótima figura para receber um empurrãozinho e deixar um recado para a política tradicional. Deu certo. Ao mesmo tempo, Braide se vinga se Marcial, que até foi seu líder de governo na Câmara, mas, pegou o caminho do antagonismo. Para azar de Lima, Pinto entrou duro e foi eleito como o vereador mais votado e Lima azedou.

Casta
A eleição para a Câmara Municipal de São Luís serviu para reforçar um pouco mais o caracter familiaresco da política maranhense, em que políticos se perpetuam em muitos cargos e múltiplos mandatos através de parentes. Em 2025, a Câmara terá filhos de deputados e esposas de deputados, quem têm como maior “habilidade” eleitoral serem parentes de quem são.
Sozinho
O deputado federal Duarte Jr. terminou a eleição de 2024 numericamente menor, com 130 mil votos, ante 2020, quando obteve mais de 200 mil. Há, no entanto que se falar: Duarte foi maior que em 2020. Enfrentou a campanha de 2024 praticamente sozinho, abandonado pelo governador e seu grupo, abandonado pelos seus companheiros comunistas remanescentes do governo dinista. Duarte tem todos os defeitos possíveis, mas não se pode negar sua altivez, coragem e disciplina para seguir adiante mesmo largado pelo meio do caminho. Ninguém mais tem mérito pelo resultado alcançado senão ele próprio.

Nunca será?
Duarte Jr. um dia terá as condições políticas/eleitorais para ganhar uma eleição de prefeito em São Luís? O Cappêta acha que talvez não. Em sua segunda disputa pela majoritária da capital maranhense, Duarte parece mostrar um teto eleitoral que é até alto, capaz de fazê-lo sempre um deputado dos mais votados, mas, incapaz de fazê-lo ganhar a Prefeitura. Ao disputar em 2028 conseguirá reunir a mesma quantidade de partidos? Terá o mesmo tempo de TV? Terá um partido forte com muito dinheiro do fundo? Terá a máquina do estado em seu favor? Se com tudo isso não conseguiu furar o teto, poderá, sem isso, alçar um resultado melhor? Duarte pode se transformar no eterno deputado federal que usa a eleição municipal como trampolim.

Pra finalizar
Na próxima eleição estadual, em 2026, veremos o senador Weverton Rocha compondo a chapa do governador Carlos Brandão. Anote. Rocha é um político habilidoso, pragmático, fisiológico e, sem isso, jamais estaria onde está. Entende do jogo político e já articula há tempos sua reeleição para o Senado de modo que sua candidatura seja inevitável. Ele também sabe que tradicionalmente senadores sempre foram eleitos na barra da candidatura vencedora ao governo. O lugar mais confortável eleitoralmente é na chapa de Brandão em 2028, seja ela qual for. O Cappêta voltará ao tema.

Braide vence eleição em 1º turno
Com alguma variação, essa deve ser a machete de blogs e jornais ao fim da apuração neste domingo, a não ser que todas as pesquisas estejam contaminados com algum vício grave de metodologia e não tenham conseguido aferir, de fato, a intenção do eleitorado ludovicense, ou que tenha havido alguma mágica na madrugada para mudar radicalmente o cenário eleitoral. Mesmo com apontamento de queda de intenção de voto do prefeito e a subida de alguns concorrentes na última pesquisa divulgada, a eleição parece que se resolverá em um turno.

Salto alto
Desde antes de a campanha iniciar, era comum ver e ler gente ligada a Duarte dizendo que iria desbancar Eduardo Braide. Não se sabe de onde tiraram tanta confiança, mas, a coordenação de campanha arrotava que não haveria chance de perder. Neste domingo, amanheceram pedindo a Deus, de joelhos, rezando e orando para que haja segundo turno. A jornada de Duarte iniciou eliminando todos os possíveis candidatos alinhados ao governo para sobrar somente o garoto Procon e transformar o pleito num plebiscito, mas chega ao fim torcendo para que outros candidatos da disputa subissem na intenção de votos para proporcionar um segundo turno. Alguns diziam, em relação a Braide, que a soberba precede a queda. Enxergaram a soberba do adversário, ignoraram sua própria soberba. Chegou a hora da queda.

Quêde ou cadê?
Onde estavam os apoiadores de Duarte Jr. durante toda a campanha? Nem mesmo o principal fiador da candidatura de Duarte esteve presente. O governador Brandão participou de inúmeras carreatas de seus candidatos no interior do estado; há diversas postagens em suas redes sociais de atos em apoio a outros candidatos; só não há sobre Duarte. Com todos e sem ninguém, Duarte não esmoreceu, mas, o que fizeram com ele foi covardia. Nem mesmo os remanescentes do grupo esfacelado de Flávio Dino encamparam a luta do garoto Procon. Não adiantou ter 13 partidos, o maior tempo de TV, “apoio” de uma senadora, do governador, dos presidentes de poderes legislativos estadual e municipal. Apenas vereadores a soldo fizeram movimentos na campanha. Duarte esteve sozinho e tem todo o mérito do resultado que obtém neste domingo.

Concorrência e deslealdade
Há uma explicação para que Duarte Jr. tenha sido abandonado pelos seus “amigos”, companheiros do ex-governo comunista. O caminho político natural de Duarte é sua reeleição como deputado federal em 2026. Para alem de não suportarem o garoto Procon, os “descendentes” do dinismo temem por suas próprias barrigas. Duarte é um concorrente muito forte em 2026 e ninguém pensa em alimentar cobra pra ser comido por ela. Sem a máquina governista, disputar a eleição e/ou tentar renovar mandato em 2026 sem os cofres e o poderio estatal não vai ser tão fácil como em 2018 e 2022. Duarte já demonstrou que tem vida própria na política, apesar de usar reiteradas vezes em seu favor o quinhão que Flávio Dino lhe deu de presente e foi mantido por Brandão no governo do estado. Votos oriundos da estrutura Viva/Procon são limitados, Duarte tem vida política para além. Eles, não. Não têm mais nem espaços no governo nem votos orgânicos. Por isso, foram desleais e abandonaram Duarte. Desertores.

Credor e devedor
De modo sútil, porém, perceptível aos mais atentos, Duarte deixou transparecer como anda seu sentimento em relação à Brandão. No último debate televisivo, o governador e seu governo foram criticados, de modo duro e intenso algumas vezes, sem que o candidato do PSB esboçasse qualquer reação de defesa. E isso já havia ocorrido noutras ocasiões, sendo solenemente ignoradas por Duarte. É verdade que na relação Brandão/Duarte o deputado é devedor ao governador, mas, parece que a cota de gratidão foi exaurida à medida em que um foi abandonado pelo outro à própria sorte na campanha.

Compra de voto
Em 21 de julho de 2024 o Colunaço avisou: as consultas oftalmológicas realizadas com emendas parlamentares de Duarte Jr. estavam sendo usadas como ferramenta de promoção do candidato a prefeito. O Colunaço avisou: os óculos seriam entregues na semana da eleição para “comprar” o voto do eleitor. Não deu outra. Neste sábado, véspera de eleição, veio à tona a informação de que havia filas no Procon, órgão comando pela advogada Karen Barros – esposa de Duarte -, para recebimento dos óculos. Ação eleitoreira, com viés de captação de sufrágio através de vantagem para o eleitor, só que com uma pelicula de legalidade, mas, sim, compra de voto se enxergada pela luz da legislação eleitoral. Quem recebeu os óculos reclamou da péssima qualidade do produto. Reveja abaixo a postagem do Cappêta:

Corrupção
Um áudio que rola em grupos de zap dá uma ideia de como tem sido a eleição de vereador em São Luís a cada pleito. No arquivo, uma voz masculina informa que o vereador Marquinhos estaria oferecendo R$ 150,00 por voto. De acordo com o áudio, é possível perceber que o homem estaria ainda negociando: “[queria] saber se dá pra você firmar com essa quantia ou [fazer] uma proposta aí”. Comprando cada eleitor a R$ 150,00 seria necessário um montante de R$ 750 mil para obter 5 mil votos. É mais do que o salário de um vereador durante todo o mandato.

Máquina
É hoje o dia. Vamos descobrir como está a saúde de alguns candidatos a vereador bancados com estruturas públicas da Saúde, tanto estadual quanto municipal. As duas secretarias, já usadas no passado, mais uma vez têm candidatos da saúde na disputa pelo voto. O curioso é que sempre falta saúde a estes quando mudam os governos. Não raro, as campanhas são regadas a assédio eleitoral nessas secretarias.

Atos, falas e fatos
O plenário do TJMA virou palco de manifestação dos desembargadores contra uma fala do governador do Maranhão. Carlos Brandão disse em discurso que tem apoio do Tribunal, como se este não fosse outro poder de estado, que deveria ser independente. O teatro contou com a fala de Paulo Velten, paramentado em sua toga como figurino, classificando a fala de Brandão como “incabível”, ao mesmo tempo em que passou pano de leve afirmando não acreditar em ação dolosa de Brandão. Velten é aquele que, em 2022, no período pré-eleitoral, virou governador e cumpriu agenda do Palácio dos Leões com entregas de peixes congelados e cestas básicas em eventos considerados eleitoreiros que serviram para alavancar a candidatura de Brandão.

Caloteiro
A Justiça determinou bloqueio de dinheiro na conta do prefeito a pedido da TV Mirante. Eduardo Braide foi condenado na 1ª Vara Cível por dar calote de mais de 100 mil reais na afiliada da Globo no Maranhão. Foram 9 contratos de publicidade devidamente executados pela emissora, de acordo com o processo, e que deixaram de ser pagos pelo réu. Cobrado reiteradas vezes, Braide ignorou a dívida, que atualmente passa dos R$ 130 mil. Apesar desse montante, ao cumprir a ordem de bloqueio somente pouco mais de 11 mil foram realmente bloqueados na conta no dia 05 de setembro.

Fãs ou haters
O Colunaço tem questionado o apoio da classe política ao candidato a prefeito Duarte Jr., que só funciona em foto e no gogó. O Clã Brandão reagiu e promoveu um rega-bofe no Palácio para reforçar apoio a Duarte, com as presenças de políticos que nunca foram vistos efetivamente na campanha do deputado. O evento é mais um equívoco. É hora de candidato na rua, etapa de articulação e festas com políticos ficou pra trás. Enquanto Duarte e seus “apoiadores” se esbaldavam em canapés e bebidas caras no Palácio, Braide almoçava na calçada de um bairro qualquer e Wellington comia um prato de feira.
Assertô miserávi
Justo nos últimos 10 dias de campanha, finalmente começaram a aparecer as melhores peças publicitárias de Duarte Jr., com o contraponto necessário à gestão Braide. A imagem de bom gestor do prefeito é frágil, no entanto, mais frágil ainda foi a forma como decidiram enfrentar isso na campanha de Duarte. Deixaram de lado o racional, afunilaram a visão e erraram ao não desconstruir a gestão do prefeito com os argumentos certos. Acabaram blindando o prefeito, que virou “vítima de ataques”, “vítima da polícia de Brandão”, e como o povo latino adora uma “vítima”, ficou do lado do “agredido”. Braide não deveria ter sido “atacado”, os problemas da gestão, sim. Bairro a bairro como resolveram fazer somente agora. Tarde, viu?

Eu avisei
É chato querer ter razão o tempo todo, né? Então, bora ser chato. A uma semana da eleição, o cenário permanece inalterado. Pesquisa eleitoral aponta que Braide pode ganhar no primeiro turno e presença de Lula e Bolsonaro nem fede nem cheira. O Colunaço avisou. Duarte, com o apoio do presidente, não cresceu nada, nem 1 ponto percentual de uma pesquisa pra outra; Yglesio, com toda zoada de Bolsonaro em São Luís, não saiu dos 2%. O Colunaço avisou. A não ser que haja algo extremante incomum, fora do normal, o cenário vai se manter até domingo que vem. É esperar o carrasco soltar a corda, a guilhotina descer e as cabeças rolarem. Nem que Braide perdesse 1 ponto percentual por dia até domingo, a eleição iria para o 2º turno.
Pedra
Tem um debate no meio do caminho; no meio do caminho tem um debate. O Colunaço não acredita que o único debate com a participação de Braide, último antes da votação, seja capaz de alterar o cenário de forma negativa para o prefeito. Malandro, Eduardo Braide deixou de ir em todos os debates, mas, certamente, analisou o comportamento de todos os candidatos e se preparou para eles. No entanto, nenhum deles sabe como poderá ser o comportamento de Braide. A vantagem é dele.
Um e outro
O deputado Fernando Braide é facilmente confundido com seu irmão prefeito em suas andanças pela capital. Tanto Fernando quando Eduardo podem tirar proveito disso. Agora mesmo, há dezenas de ônibus circulando pela cidade com publicidade institucional de Fernando Braide deputado. De algum modo, isso beneficia indiretamente Eduardo candidato a reeleição de prefeito. Fernando também mantém rotina de campanha municipal ao lado de vários candidatos a vereador, marcando presença com mais de um Braide nas comunidades. Ao mesmo tempo, Fernando pavimenta estrada para a eleição de deputado federal em 2026, quando também deve se valer da imagem do irmão, desde já, para obter êxito eleitoral.

Rapidinhas
Começa a circular nos bastidores a informação de que o Governo do Estado através da SES vai licitar a Gestão do Hospital da Ilha para uma OSCIP. Única forma de destituir a Diretora “conja” de um assessor fiel, e, de quebra, tirar a cooperativa de médicos pertencente a um certo candidato nas eleições de São Luís.
Por que o candidato a prefeito Yglésio ataca Duarte jr., metralha todo mundo de comunista e esquerdista e poupa o governador Brandão? O partido é o mesmo, o PSB; Duarte é o candidato de Brandão; aliás, o mandato de Yglésio foi conquistado no PSB. Pelo jeito, a coragem de “enfrentar o sistema” tem limite.
Quem é o ministro de Lula visto na sala de embarque do aeroporto de Imperatriz, sentado sozinho, assistindo vídeo no celular, mas, quando alguém sentou ao seu lado ele levantou e foi procurar outro local? Aversão a pobre. Deus me livre.
Por acaso a cidade de Imperatriz ficou sem prefeito nos últimos anos? A cidade tá acabada. Ruas mal iluminadas, avenidas cheias de remendo, asfalto craquelado, meios-fios quebrados, lixo espalhado nas sarjetas, mato alto. Que horror.
Só um doido para não reconhecer o quanto São Luís mudou muito nos últimos 12 anos. Ainda pecando em problemas básicos como transporte, saúde e educação, ao menos a capital tem uma aparência melhor, com mudanças nas avenidas, na iluminação, novas praças etc.
Zé Rico
Sabe aquele vereador que aumentou em 20 vezes o patrimônio declarado à Justiça Eleitoral este ano? O mesmo que comprou uma fazenda no Litoral Ocidental e declarou como se fosse um terreninho merreca. Sabe o que ele não declarou? Outra propriedade adquirida de um colega vereador às margens da BR 402. De porteira fechada, o imóvel foi negociado numa cifra de R$ 3 milhões, e já está passando por obras que incluem um novíssimo posto de combustível. Só nesse negócio, o montante envolvido já é 30 vezes maior do que o patrimônio que o vereador declarou em 2020.
E Milionário
O político também adquiriu duas pousadas na cidade de Morros, em uma negociação que girou em torno de R$ 4 milhões. Essas também não declaradas à Justiça Eleitoral. Somadas, as novas aquisições foram negociadas por aproximadamente o equivalente aos salários de 40 anos como vereador. Ou seja, precisaria ser vereador por 10 mandatos sem gastar um tostão nem com passagem de ônibus. Pra ver como são coisas. Em um mandato o homem disparou, disparou, disparou.
Loucura
Exceto a bolha de seguidores de Dr. Yglésio, ninguém mais consegue aplaudir o papel vexatório que o candidato a prefeito escolheu fazer nesta campanha. Apelidado de “Marçal da Shopee”, o deputado tenta imitar o candidato a prefeito de São Paulo até na roupa que compareceu ao debate. Sem nenhum contexto, ao embater com o candidato Saulo Arcangeli (PSTU), Yglésio imitou o gesto de “cheirador” que Marçal faz para insinuar que Boulos usa cocaína.

Loucura, loucura
Yglésio achou que fosse sambar em cima dos adversários no debate, mas, encontrou páreo duro em Franklin Douglas do Psol, um Wellington do Curso (NOVO) mais preparado, um Duarte (PSB) sereno, e não conseguiu ser o protagonista da noite, a não ser como destaque negativo na avaliação de observadores da cena política.

Loucura, loucura, loucura
Repetindo o comportamento arrogante e prepotente de Pablo Marçal, Yglésio desceu às profundezas e jogou na cara de Wellington uma dívida pessoal antiga já sanada, além de divulgar o que seria o score de crédito do adversário, coisas que não guardam nenhuma relação com a disputa. No entanto, quando foi confrontado com a informação de que um Instituto em nome de sua mãe tem negócios com o governo, Yglesio reagiu como se isso fosse um ataque à sua família. Note: contra Wellington ele usa uma informação pessoal que não guarda relação com a coisa pública; quando Welignton coloca uma informação, que, sendo verdadeira, guarda relação com a coisa pública não importando de quem seja familiar, Yglésio solta a carta de ofensa à família. Puro mimimi vitimista.
Bonzão
Yglesio sempre destaca que é o bonzão em tudo que faz. Ninguém mais presta, somente ele. Esquece, entretanto, que há valores maiores do que ser o bonzão em tudo. Amizade, respeito, lealdade, jogar limpo. Como pode um “amigo” de Yglésio confiar-lhe segredos e confidências sabendo que isso será usado sem pudor pelo Dr. se lhe servir para alcançar um objetivo, por mais simplório que seja? No debate, antes de “bater” em Fábio Câmara primeiro falou que gostava dele. Putz. Agora, por exemplo, Yglésio passou a mirar em Wellington, seu colega de parlamento, talvez um amigo da política, porque quer ficar na frente dele na pesquisa e terminar a eleição em terceiro lugar, nem que seja por míseros centésimos de pontos percentuais. Só pra dizer “sou melhor que tu”? É preciso um amigo pra dizer: “Yglésio, para. Tá feio”. Mas ele é bonzão demais pra dar ouvidos.

Refugo
Apelando para a imagem de Bolsonaro, Yglésio espera conquistar os votos de eleitores de Direita. Mas estes estão, na verdade, com Braide. Os bolsominions que votam em Yglésio são aqueles refugos que restam na peneira, o pré-sal do bolsonarismo estólido, estroso, néscio, espurco, que se alimenta apenas de xingamentos, lacradas, baixaria, desrespeito, e acham isso um arraso vindos de qualquer histriônico que os trata como alimária usando engramas com gatilhos psicológicos. Seguidores de Bolsonaro com o mínimo de senso crítico já avisaram que “estão com o Capitão, mas, não votam em Yglesio”. Aliás, no debate, Yglesio foi exposto como candidato que se diz de Direita, mas mantém cargos no governo “comuno-socialista” de Brandão.

Tá certo
O prefeito de São Luís não tem comparecido a debates e tem faltado a algumas entrevistas e sabatinas. Liderando a corrida eleitoral, Braide optou por evitar desgastes considerados desnecessários, como ter de enfrentar debates insossos e cheios de baixaria e ataques. Como seria alvo fácil, do ponto de vista eleitoral a estratégia dele está correta. E qualquer um que atira pedras e chama o prefeito de “fujão”, faria o mesmo estando na condição de vantagem eleitoral.

Tá errado
O prefeito de São Luís não tem comparecido a debates e tem faltado a algumas entrevistas e sabatinas. Sem cumprir mais de 50% das promessas de campanha, Braide optou por não dar satisfação ao eleitor. Do ponto de vista político e democrático, a atitude está errada. E qualquer um que aponte isso como um desrespeito ao eleitor, está coberto de razão. É um dever de todos cobra-lo para discutir seu mandato atual e o que pretende fazer em um novo mandato, já que não deu conta de realizar o que prometera.

Enfadonho
Não tem discurso mais chato de ouvir do que do candidato do PDT disputando a prefeitura da capital. Fábio Câmara usa linguagem obsoleta, termos anacrônicos e não consegue gerar nenhuma empatia com o eleitor. Frases feitas retiradas de um manual de oratória dos anos 70 fazem Câmara falar como se estivéssemos ouvindo um discurso de um velho político sisudo tentando gerar empatia com o eleitor através de falas no rádio AM.

Rapidinhas
* Ex-governador do Maranhão, atual ministro do STF, Flávio Dino torrou R$ 3,2 milhões de dinheiro público voando nos jatinhos da FAB. Esse é tipo de coisa que antes de ser vidraça Dino tacava pedra nos outros.
* O governador Carlos Brandão usou o X Twitter ilegalmente mesmo com o aplicativo suspenso pelo STF. Isso só é possível burlando o acesso através de VPN. O desvio de conduta está sujeito à multa e investigação pela PF. Duvido acontecer com o governador.
* Vereadores que ainda se movem para fazer ações em prol da candidatura de Duarte Jr. não podem reclamar miséria. Todo mundo tá recebendo, e muito bem, pra fazer essa zoada.
* Boatos de que a tal classe política que estaria na campanha de Duarte Jr. não está apenas fazendo corpo mole, mas, agindo estrategicamente pensando na vistoria de Eduardo Braide. Uma tremenda sacanagem com o candidato do PSB. Covardia.
* Tem candidato a vereador no PSB que foi enganado pra disputar a eleição pelo partido. Chegou a assumir cadeira na Câmara e foi escorraçado em tempo recorde pra ainda virar bucha de canhão. O sistema é bruto mesmo.
* A TV Difusora inaugurou um formato de debate novo pras bandas de cá, com tempo de fala controlado pelos próprios candidatos e a participação direta de eleitores fazendo perguntas dentro do estúdio. A escolha foi um sucesso.
* A Prefeitura de São Luís tá relaxando mesmo os Ecopontos da cidade. Tá cada vez mais difícil descartar resíduos porque as “caixas” só vivem cheias. Falta logística, falta atenção. Ecopontos abandonados
Caloteiro
Quem é o candidato a prefeito de São Luís que faz campanha menor que vereador, tem conteúdo mais fraco do que caldo de piaba e tem histórico de calote na produtora que fez sua última campanha a prefeito, hein, titio? Na declaração de bens à Justiça Eleitoral afirma ter patrimônio que não dá nem pra comprar um buquê, mas já disse em entrevista ser um grande empresário gerador de emprego. É de deixar qualquer um absorto. Deve sair diminuto da disputa, apesar do partido que já foi a grande legenda das eleições da capital maranhense.
Fazendeiro
Quem é o candidato a vereador de São Luís que ficou milionário de 2020 para 2024? Saiu de casa de periferia para morar em mansão de bairro bacana e comprou fazenda em terras do litoral ocidental. Declarado à Justiça Eleitoral como se fosse apenas um terreno baratinho de interior, o local tá recebendo ferramental, máquinas agrícolas e já está cheia de gado. É impressionante como essa gente prospera de maneira estupenda quando tem mandato. “Você com um mandato na mão é bicho feroz. Sem ele, anda rebolando e até muda de voz”.
Não brilhante
Faltando 20 dias para a eleição, o candidato a prefeito de São Luís Duarte Jr. ainda está patinando no mesmo patamar nas pesquisas eleitorais. Em tese, o candidato socialista deve sair das urnas com votação idêntica ao 1º turno de 2020, quando obteve cerca de 113 mil votos, ou um pouco mais. A não ser que haja algum acontecimento descomunal até o dia da eleição é preciso parcimônia na campanha de Duarte, sob pena de sair fosco, menor do que 2020 ainda que com votação ligeiramente maior.
Derrotado
O pior cenário para Duarte Jr. seria nem haver 2º turno. Aí, sim, seria uma derrota acachapante, e, objetivamente, ele sairia de 2024 com menos votos do que 2020 considerando o resultado final da eleição, quando ao final teve mais de 200 mil votos. O cenário periclitante é sentido na campanha do PSB, mas é preciso manter a postura para não desanimar a “militância”. Mas na postura do próprio candidato, no entanto, o desespero se apresenta. Duarte tem pedido “pelo amor de Deus” que lhe ouçam e não deixem Braide vencer de novo, pede ainda publicamente que seu eleitor “conquiste mais um voto”. É o tipo de discurso próprio de candidaturas ideológicas ou sem força financeira e de grupos políticos. Não é o caso dele.

Com todos…
A candidatura de Duarte conta com mais de uma dezena de partidos agregados do Palácio dos Leões; tem apoio declarado do presidente da Câmara, da presidente da Assembleia, do governador do estado, do vice-governador e de uma senadora, além das bençãos de um ministro do STF; Duarte tem a máquina do governo arregimentando servidores para seus atos de campanha; tem a maior verba entre os candidatos e o maior tempo de TV.
…e sem ninguém
Até agora, não se vê o engajamento de nenhuma dessas figuras na campanha socialista. Pode até ser que mais à frente apareça um vídeo de Brandão e Felipe Camarão pedindo voto em Duarte, quem sabe Eliziane Gama apareça no horário eleitoral ao lado de Iracema Vale, ou ainda os deputados federais que comandam os partidos que dão apoio a Duarte. Mas até agora há apenas um apoio formal, como se apenas para “constar”. Ou nenhum deles acredita na vitória de Duarte e não quer carregar o ônus dessa derrota. Talvez depois desta nota do Colunaço as coisas mudem. Porque até o momento só alguns vereadores têm feito movimentos reais em favor da campanha. Mas parece também que é só isso. Só pra constar: “olha, eu fiz minha parte”.
Enquanto isso…
O prefeito Eduardo Braide segue fazendo campanha “sozinho”. Poucas aparições públicas, quase nenhum evento de campanha, e, quando tem, dá a impressão de pouca gente. Perder a eleição para Braide será um atestado lauto de incompetência. Um prefeito apenas medíocre, que repete o modus operandi dos ex-prefeitos, deixando para “trabalhar” no último ano de mandato visando à reeleição, não fez nada que pudesse revolucionar a cidade, não cumpriu metade do que prometeu, gestão envolta em escândalos. Como candidato, tem dois gatos pingados de partido, menor tempo de propaganda, sem apoio de vereadores.

Estólidos
Não foi falta de aviso. Duarte sempre foi o candidato perfeito. Perfeito para ser derrotado por Eduardo. Mas a arrogância e prepotência pessoal e de quem o cerca cegou a todos. O poder da máquina e do dinheiro fê-los achar que serviria para passar com o trator por cima do prefeito. “Eu não perco essa eleição em São Luís”, vociferava de modo filaucioso um coordenador de campanha antes do jogo começar. O maior problema da soberba é ser um obstáculo que impede o soberbo de reconhecer suas próprias limitações. É a soberba quem transforma um astuto numa alimária.
Insólito
Com potencial para encarnar uma terceira via, opção para a dualidade imposta entre Duarte e Eduardo, o deputado Yglésio perdeu a mão no personagem de direita bolsonarista. Com boas ideias, capaz de assimilar dados e informações, Yglesio trilhou um caminho menos instável em 2020. Nesta eleição, temos um Yglesio a cada ciclo. Houve um momento em que adotou a melhor postura, crítico, ácido, porém equilibrado e propositivo. Por último, ligou o “modo Marçal”. Quer falar como Pablo, adotou um boné como Pablo, e passou a usar termos que soam mais chulos do que passam firmeza e segurança. Destrata eleitores e internautas que lhe criticam. Já usou “meus ovos” e agora botou na boca “é o cacete”. Na salada vocabular de Yglésio não faltam “comunismo”, “ideologia de gênero”, “esquerdistas”, e “tudo isso que está aí”, falas genéricas e artificiais mesmo que entremeadas com boa ideias para a cidade. Yglesio mirou no Marçal acertou no padre Kelmon.

Me paga, sacana
Trabalhadores da empresa Maxtec procuraram o Colunaço para, mais uma vez, reclamar atraso nos pagamentos de salários. A empresa que presta serviços de higienização para órgãos públicos precisa também se limpar com quem faz a coisa acontecer: os funcionários. Quinto dia útil passou faz tempo, hein?
Ouro líquido
E a Companhia de Saneamento Ambiental – Caema que já está em clima de BRK, endividando seus clientes com elevação sistemática no valor das faturas de água? Várias famílias com débitos que já chegam à casa de dos R$ 8.000,00 por não conseguir mesmo dar conta de pagar. Tem fatura por aí saltando de R$50,00 para R$500,00. Não é exagero da coluna, não. Até agora o Procon não abriu uma torneira para aguar a plantinha de defesa dos consumidores.

Finalmente
Depois de tanto o Colunaço cobrar, a Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares enfim publicou portaria com a Comissão responsável pela elaboração do Plano de Cargos e Carreira. Ainda existe esperança para os heróis que venceram a pandemia e pagaram para ver esse dia chegar. Aguardemos!
A Companhia de Saneamento Ambiental – Caema voltou a ser alvo de cobranças por parte do deputado estadual Fernando Braide em um video publicado nas redes sociais.
Fernando aproveitou uma reportagens sobre o problema é publicou que, mesmo após um aumento de mais de 31,69% na tarifa, não houve melhorias na prestação do serviço.
A cobrança de Fernando Braide vem em no mesmo momento em que vários bairros da capital tiveram o abastecimento interrompido após uma falha no Sistema Italuís, conforme divulgou a própria Caema.
No entanto, não é a primeira vez que o parlamentar denuncia o problema. Fernando também já ter participou de reuniões com representantes da companhia e de audiência pública com a população. Além disso, a situação também foi pautada na tribuna na Assembleia Legislativa.
Fato é que o problema se tornou parte da rotina da população, como mostram os recortes de reportagens expostos por Fernando Braide que questionou, ainda, a falha do Governo do Estado na resolução da situação que afeta um direito básico da população enquanto promessas de campanha são feitas durante a eleição.
“Mesmo após um aumento exorbitante de mais de 30% na conta de água dos maranhenses, não melhorou em nada o serviço. E pior ainda é o candidato do governador prometer dar carro elétrico, apartamento com vista para o mar, creche em terminal de integração, sendo que eles, juntos, não conseguem resolver o básico, que é o problema de falta d’água aqui em São Luís”, apontou o deputado.