• Jeisael
  • 12 de julho de 2023

Quem é Fernando Braide em 6 meses de legislatura na Assembleia

Para quem imaginava que o irmão do prefeito de São Luís fosse ser apenas mais um sobrenome de político na Assembleia Legislativa, Fernando Braide (PSD) tem se mostrado um deputado atuante e presente.

Em seu primeiro mandato, o caçula dos Braide já conseguiu emplacar iniciativas importantes na Casa Legislativa, entre elas duas Leis se destacam: a que trata de Liberdade Econômica e Regulamentação de esportes Eletrônicos.

Fernando também mantém uma boa rotina de subidas à tribuna, incomum para principiantes. Outro fato é que o deputado constrói sua história sem ficar à sombra do irmão, como muito se especulou que ocorreria.

Nas vezes em que foi provocado a entrar em bolas divididas com outros deputados que teimam em transformar a Assembleia em palanque municipal, Fernando teve equilíbrio para fazer contrapontos necessários, sem no entanto, se transformar em “soldadinho” do prefeito. Sagaz, não aceitou ser puxado para essas armadilhas e até mesmo expôs contradições e incoerências dos interlocutores quando o assunto foi a gestão municipal.

Tendo demonstrado, logo nos primeiros embates, que não seria fácil de ser batido, fez os provocadores recuarem. Mais habilidoso que o próprio irmão prefeito, Fernando mantém diálogo e relacionamento respeitoso com todos os pares apesar dos enfrentamentos necessários.

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  • 8 de julho de 2023

UQ! Colunaço 09/07

Favorável

Cenário para o vereador Paulo Victor, pré-candidato a prefeito de São Luís, vai ficando cada vez mais favorável. Impetuoso, o presidente da Câmara de São Luís já errou muito no intuito de firmar seu projeto. Entretanto, tem acertado mais nos últimos dias, inclusive na comunicação.

Errou feio

Um dos erros mais bestas de PV foi encher a cidade com a hashtag #vaidarcerto, que não leva a nexo nenhum com o vereador por parte da população, pelo simples fato de que Paulo Victor sequer tem sua figura conhecida – segundo pesquisas -, imagina se haveria de alguém fazer o link da hashtag com a imagem ou nome do vereador. Mas, enfim, a equipe do vereador pode estar enxergando de modo diferente desta coluna. Quem sabe.

Acertou bonito

Agora, o que se vê são diversas placas de outdoor com a imagem do presidente da Câmara da Capital e os feitos da Casa Legislativa sob seu comando. Aí, sim, um acerto pontual. As pessoas que olharem a publicidade passam a conhecer a imagem do rosto ligada ao nome do ser e suas realizações. Ao passo que a memória faz o link instantâneo com aquele pré-candidato. Tudo isso sem o risco de incorrer em ilegalidade eleitoral pois há, na Lei, a previsão de que o parlamentar tem o direito de prestar contas de seus atos junto ao eleitor. Essa brecha permitiu que, mesmo durante a campanha de 2022, inúmeros deputados permanecessem, mesmo durante o período eleitoral, com placas de outdoor sendo expostas. Desse jeito #vaidarcerto. A coluna já havia alertado.

Agora vai – #vaidarcerto

Agora vai?

Relembrando o slogan da campanha do prefeito João Castelo em 2008, o Colunaço reflete sobre a saída do vereador Paulo Victor do PCdoB. Com destino ao PSDB, PV pode concorrer em 2024 com plumas de Tucano e número do único prefeito que não se reelegeu na história da Capital Maranhense. Castelo deixou como legado, entre outras mazelas, o atraso de salários dos servidores e a falta de comida nos hospitais municipais.

360 graus

De comunista a coxinha. Não tem como não imaginar que sair do PCdoB para o PSDB é um cavalo de pau medonho. Mas isso não teria, em tese, muita relevância numa disputa eleitoral local. Em tese. Porque, para aqueles ranzinzas ideológicos, seria inaceitável, uma traição. Entretanto, no balaio de gatos que é a política maranhense, que mistura Sarney e Flávio Dino, PMDB e PSB, PT e PV, REDE e PSL, já ficou provado que partido é como cueca, pode ser trocada a cada banho. Quem não se lembra do comunista Duarte Jr. que, para concorrer a prefeito, foi parar no berço do partido dos filhos de Bolsonaro? E depois virou socialista para se eleger federal. Pois é, a massa mesmo tá se lixando para ninho partidário.

PV recebe anuência para deixar PCdoB

360 graus 2

Cavalo de pau mesmo é o de Holandinha. Chamado de bolsoanrista por Márcio Jerry quando era conveniente, o ex-prefeito de São Luís, que estava em partidos do seio bolsoanrista, agora tem como destino a federação comunista de Márcio Jerry, que tem PT e PV juntos. É, siô, o problema não é a política; são os políticos. Alguns mais sem vergonha e mais canalhas que outros.

Aduladores

Foi só o ex-prefeito de São Luís aparecer bem posicionado na primeira pesquisa de intenção de votos para prefeito da capital que os antigos “amigos” de Edivaldo Jr. reapareceram. Largado no esquecimento desde que não seguiu o que queria o “rei Dino” em 2020, Holandinha ficou sem grupo, sem partido, sem apoio, e, em 2022, concorreu isolado para governador e definhou sob desdém de gente como Márcio Jerry, que agora o “abraça” novamente e lhe deseja “vida longa”.

“Na política não há amigos, apenas conspiradores que se unem.”
– Victor Lasky

Antigos “amigos” se aproximam de Holandinha

Abra o olhos

“Muitos adulam o governante,
e todos são amigos de quem dá presentes.”

Provérbios 19:6

Amigos de verdade?

A relação entre o governador Carlos Brandão e o Vereador Paulo Victor já rendeu frutos políticos para ambos e pode ser um grande trunfo para as eleições de 2024. PV precisa de Brandão para alavancar seu projeto de concorrer ao cargo de prefeito da Capital; Brandão sabe que seria o melhor cenário tê-lo no comando da prefeitura. Se juntar a fome com a vontade de comer, vai dar banquete. A questão é somente se essa amizade resiste ao pragmatismo político e à fisiologia que poderá levar Brandão a ter de se juntar a outro nome, como Eduardo Braide, para garantir que não perca a eleição em São Luís para o pupilo de Flávio Dino. O tempo dirá.

Brandão e PV, amigos que colhem frutos na política.

Isolado

Em meio às frenéticas movimentações de pré-candidatos a prefeito de São Luís, o “favorito” a enfrentar o prefeito Braide no intento de reeleição está relegado ao seu micro círculo político. Fechado numa bolha cada vez mais difícil de sair, Duarte Jr. sente o peso da rejeição política que ele mesmo plantou, por suas vaidades, prepotência e narcisismo. Se goza de alguma predileção do eleitorado, o qual é craque em ludibriar, no meio político Duarte é enojado. Cercado apenas dos caloteiros, e, igualmente, vaidosos, prepotentes e narcisistas, Ricardo Cappeli e Flávio Dino, o “garoto Procon” tenta manter-se relevante. Talvez não tenha sequer o aval nacional do PSB para ser candidato. Lascar-se-á. De um jeito ou de outro. Tome nota.

Duarte sente o peso de seu comportamento

Isolado também

Cadê o vice-governador Felipe Camarão? Sumiu. Cadê o secretário de educação? Ninguém sabe, ninguém viu. Claro que isso é uma auxese para chamar atenção ao fato de que o ex-todo-poderoso secretário do governo Dino foi relegado no governo Brandão. O protagonismo de Camarão sumiu. Nem mesmo na SEDUC o titular dá as cartas. É de tamanha desimportância no cargo que passa mais tempo em viagens “representando o estado” do que despachando na secretaria. Viajando, aliás, em voos de carreira.

Camarão passa frio no governo Brandão

Simetria

O termo “falsa simetria” é como doce na boca de petista para defender que Lula não é a mesma coisa que Bolsonaro. Ok. Realmente, não. Não é a mesma coisa. Não são gêmeos univitelinos. Definitivamente, não. Mas são quase gêmeos bivitelinos, no mínimo irmãos. Irmãos briguentos, mas irmãos, com comportamentos iguais, filhos da mesma política patrimonialista, fisiológica e populista. Pode se rasgar de raiva da coluna, mas não pode se contrapor a fatos: aliados do centrão, compradores de apoio, mamateiros de cartão corporativo, emendeiros secretos, vendidos aos banqueiros, alimentadores de ódio ideológico besta. Agora se rasguem em contorcionismo retórico para defendê-los.

Centrão com Bolsonaro
Centrão com Lula

Imagem da semana

Tarcísio Comunista

Poço de contradição

Vieram à tona diversos vídeos do ministro da Justiça, Flávio Dino (PSB), detonando o sistema eleitoral e colocando dúvidas nas urnas eletrônicas, com os mesmos argumentos usados por Bolsonaro e sua trupe. Mas esse é Flávio Dino. O discurso muda de acordo com a conveniência. A merda é que, com o advento da internet, o “print” é eterno, o vídeo fica salvo etc. Diante do fato, Dino silenciou.

Sumiu

Aliás, é notória a sumida de Dino nas últimas semanas. Aquele aguerrido ministro, cheio de empáfia disfarçada de deboche e simpatia, sumiu. Dino andou recebendo puxão de orelhas depois de incomodar petistas de alto coturno com ações políticas de bastidores atabalhoadas, na ânsia de aparecer e se cacifar como sucessor de Lula. O sumiço de Dino significa que alguma coisa está tramando. O cabra é muito inteligente. Há algo por trás. E esta coluna já deu a senha alguns domingos atrás. Voltaremos ao tema em breve.

Sumiu 2

Dino ganhou destaque no início do governo Lula sem nenhuma ação de fato de grande relevância. Ações pequenas importantes, o surfe na onda das respostas ao 8 de janeiro, mas nada capaz de alavanca-lo a longo prazo como o sucessor de Lula, apenas coisas fáceis de serem esquecidas. Dino é assim mesmo, capaz de transformar pequenas ações concretas em grandes repercussões midiáticas. Mas isso tem limite. Sequer conseguiu cumprir com o que prometera quando assumiu o MJ de enviar ao Congresso as medidas anunciadas por ele. Muito gogó, muita mídia, nenhuma ação de grande relevância capaz de estruturar o país.

Ministro Dino

Apareceu

Quem apareceu e tá na crista da onda é o ministro da Economia, Fernando Haddad (PT), surfando no sucesso da aprovação da Reforma Tributária, essa sim capaz de alavancar o nome de Haddad como sucessor de Lula. Numa tacada de mestre, a Reforma Tributária renderá frutos políticos reais a médio e longo prazo, e, por si só, é uma grande mudança estrutural para o Brasil que fará parte do currículo de Fernando Haddad. Daqui há 20 ou 30 anos ou mais, Haddad será lembrado. Colocou seu nome na história como o ministro que conseguiu algo que estava na fila havia 30 anos. Daqui há 4 ou 8 anos, o que terá Dino como saldo de sua passagem pelo governo Lula capaz de fazer frente ao feito de Haddad? O que os brasileiros vão colher do que fez Haddad e do que fez Dino?

Ministro Haddad

Num vai, não.

Daniel Itapary Brandão, sobrinho do governador do Maranhão, foi nomeado e convocado para assumir o cargo de escrivão da Polícia Civil do Maranhão. O rapaz careca passou em último lugar no concurso de 2017, mas não assumirá o cargo. Daniel recebeu de presente do titio o cargo de conselheiro do TCE no início do ano, com salário de mais de 30 mil reais. Só se for doido em querer assumir como escrivão pra ganhar menos de 5 mil reais.

Tio e sobrinho, tudo legal.

Caloteiro e medroso

O ex-secretário de Comunicação do Maranhão, Ricardo Cappeli, deu uma de frouxo e fugiu de uma solenidade em que seria agraciado com o título de cidadão maranhense na Assembleia Legislativa. Depois de ter perseguido a imprensa que não rezava a cartilha dinista e tantos outros políticos pela mesma razão, Cappeli enfrentraria cara a cara o deputado Dr, Yglesio, desafeto do qual não poderia se proteger com seguranças, afinal Capelli estaria no território do deputado. Covarde que é, o pitbul de Flávio Dino botou o rabo entre as pernas e refugou.

Cappeli é o secretário que beneficiou o jornal do assassino do empresário João Bosco com verbas do governo.

Inelegível

O candidato bolsonarista derrotado ao governo do Maranhão em 2022, Lahesio Bonfim, andou se arvorando para concorrer ao cargo de prefeito da Capital maranhense. Acontece que o candidato que “não tem dinheiro nem pra almoçar”, mas é milionário e dono de várias fazendas, não poderá concorrer a prefeito de nenhuma cidade em 2024, por legalmente estar inelegível para esse cargo especificamente. A legislação não permite 3 eleições seguidas para o mesmo cargo executivo. Lahesio foi eleito a prefeito no interior em 2016, reeleito em 2020 e, portanto, não poderá concorrer em 2024. Fim.

Pobre Lahesio.

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  • 2 de julho de 2023

UQ! Colunaço 02 07

Só mídia

A CPMI da Câmara Federal sobre o 8 de janeiro virou um verdadeiro palco para aparições midiáticas. Os deputados, tanto de um lado quanto de outro, não estão preocupados, de verdade, com os trabalhos, quiçá com os resultados. Querem mesmo é se aparecer. Virou a CPMI da lacração.

Selfie e pizza

Cada um, ao seu modo, às vezes de forma patética, procura um jeito de transformar cada participação num clique ou num vídeo bem editado para rede social. O modus operandi é igual para a esquerda e para a direita: só postar a parte que interessa, sem o contraditório. Ou então, só postar a parte em que o “inimigo” falou ou fez alguma merda. Sem nenhum contexto, sem nenhum efeito prático. Só lacração. Anote: vai dar em nada ou quase nada essa CPMI.

Nossa vergonha

E os soldados dinistas plantados na CPMI não estão nos deixando faltar, é claro, sua contribuição para essa vergonha. Deputados federais Duarte Jr. e Rubens Jr., filhotes da política do estado, tem sido tanto protagonistas de “vídeos lacradores” que circulam em suas bolhas como de “vídeos da vergonha” que circulam em bolhas adversárias. Estão arrasando. 😒

Trend

ANTES – Jair Bolsonaro com foro: “Alexandre de Moraes é um vagabundo que dá canetadas”

DEPOIS – Jair Bolsonaro sem foro e a um voto de ficar inelegível: “Espero que Deus toque o coração de Alexandre de Moraes no julgamento do TSE”

Xandão, tido como carrasco de Bolsonaro
Ex-presidente julgado pelo TSE e condenado a inelegibilidade por 8 anos

Pela culatra

A inelegibilidade de Jair Bolsonaro pode se transformar no pior dos mundos para a esquerda em 2026. Só tolos não enxergam que Lula se alimenta de Bolsonaro é Bolsonaro se alimenta de Lula. Sem Bolsonaro, a direita poderá emplacar um nome com menos resistência no eleitorado que “não é nem Lula e nem Bolsonaro”, mas, que decide a eleição. Olhe lá se o caminho não fica mais fácil para alguém como Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, ou Romeu Zema, de Minas.

Escute essa

De tão queimado, um tradicional instituto que faz pesquisas para o governo teve que inventar outra empresa de pesquisas pra poder entrar com uma “imagem” diferente no mercado. Acostumado a trabalhar com números arranjados, a gosto do freguês, o nome da empresa já não goza mais de tanta credibilidade, e todo mundo já sabe para quem e como trabalha. Teve que partir pra outra.

Escute essa II

As primeiras “vítimas” de pesquisas a gosto já começaram a aparecer. O presidente da Câmara de São Luís apareceu outro dia numa pesquisa em 9º lugar como “vereador mais atuante”. Tsc tsc tsc. Como é que o cara é comandante da Casa, pré-candidato a prefeito, se movimentando dia e noite, com ampla divulgação de ações, marcando colado como oposição ao prefeito, e não aparece nem entre os 3 primeiros? Alguma coisa errada aí, não acham?

Ê, pô! Tá certo não

Mais cedo, o Colunaço ficou sabendo que, na verdade, “montaram” a pesquisa com a intenção de jogar um balde de água fria no vereador. Inclusive, na hora de posiciona-lo sobre intenção de votos para eleição de prefeito do ano que vem. Cuidado com fogo amigo. Tudo bem que a eleição tá longe ainda, mas há alguns marcos que precisam ser observados. Um deles é o início das pesquisas eleitorais, que, agora, não servem em nada para moldar o pensamento eleitor, e sim para indução política.

Imagens da semana

Paulo Victor mostra força e reúne grande parte dos vereadores de São Luís com o governador Carlos Brandão
Em seguida, o governador posa para foto de mãos unidas com o prefeito da capital, Eduardo Braide, e esse outro cara aí, em um evento.
Antes inimigos ferrenhos, Adriano Sarney e Márcio Jerry agora caminham juntos na política, vestindo até a mesma cor de camisa. Entre os dois, esse outro cara aí.
Ex-filiado do PT, Deputado pelo PSB, Dr. Yglesio agora é de direita, ops, centro-direita. De modo muito conveniente, calcula poder abocanhar o voto do gado bolsonarista da Capital, o que, em tese, poderia levá-lo a um 2º turno em 2024. Resta saber se o gado será burro o suficiente pra engolir essa.

Pra finalizar

Queria apenas dizer que foi um esforço escrever o Colunaço deste domingo. Final de semana de folga, curtindo as dunas e lagoas de Tutoia. Então, não deixe de compartilhar. Também se não quiser não compartilhe. Ahhhh. É não. Brincadeira. Compartilha aí. E não esqueça de enviar também sugestões pra gente. Até domingo.

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