O senador Weverton Rocha (PDT-MA) comandou nesta quarta-feira (20) a audiência pública da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para debater a PEC 28/2023, que altera o artigo 132 da Constituição Federal para incluir os procuradores dos municípios entre as carreiras que compõem a advocacia pública. Weverton é relator da proposta e foi autor do requerimento para o debate.
“Com base nessa decisão, a PEC busca organizar as procuradorias municipais em carreira […] Propomos a audiência para instruir a proposição e construir, junto à sociedade civil, a garantia da simetria entre municípios, estados e o Distrito Federal”, justifica o parlamentar.
Weverton considera necessário discutir o tema argumentando que, em 2019, o Supremo Tribunal Federal (STF), ao julgar o Recurso Extraordinário (RE) 663.696/MG, decidiu que os procuradores municipais integram a advocacia pública.
“É um passo importante para melhorar a qualidade da administração pública. Estamos construindo a possibilidade de termos um texto que atenda a maioria dos interessados no tema”, afirmou o senador.
Entre os convidados para a audiência estão o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), José Alberto Ribeiro Simonetti Cabral; o advogado-geral da União, Jorge Rodrigo Araújo Messias; o consultor jurídico da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Mártin Haeberlin, e a presidente da Associação Nacional das Procuradoras e dos Procuradores Municipais (ANPM), Lilian Oliveira de Azevedo Almeida.
O vereador de São Luís, Daniel Oliveira (PSD), acompanhado pelo deputado estadual Fernando Braide (PSD), vistoriou o andamento da reforma da quadra do Jairzão, no Coroadinho. A obra, executada pela Prefeitura de São Luís, inclui a instalação de uma cobertura e de um piso moderno e adequado, proporcionando um espaço de lazer seguro e de qualidade para toda a população.
Para Fernando Braide, a qualidade dos investimentos realizados pela prefeitura é um incentivo para a prática de atividades. “A reforma da quadra do Jairzão é um exemplo de como a gestão municipal e o vereador Daniel Oliveira estão comprometidos em oferecer estruturas de qualidade para a população. Esse novo espaço, completamente reformado, trará mais segurança e conforto para os moradores. É gratificante ver que, tanto o Coroadinho como diversos outros bairros da cidade, estão sendo beneficiados com a instalação de equipamentos como esse, incentivando a prática esportiva em nossas comunidades”, afirmou o deputado.
Os serviços que estão sendo realizados visam transformar a quadra em um espaço multifuncional, onde a comunidade poderá praticar esportes e participar de atividades recreativas em um ambiente seguro e moderno. A reforma inclui, além da cobertura e do novo piso, melhorias na iluminação e de toda a estrutura da quadra, atendendo a uma demanda antiga dos moradores do Coroadinho.
O vereador Daniel Oliveira enalteceu os investimentos que a Prefeitura de São Luís está fazendo em todo o Polo Coroadinho. “Essas melhorias são resultado de um trabalho contínuo e dedicado para garantir que os moradores tenham acesso a espaços públicos de qualidade. A reforma da quadra do Jairzão é apenas uma das várias iniciativas que estão em andamento na nossa região. Estamos empenhados em proporcionar mais lazer, esporte e bem-estar para a nossa comunidade”, concluiu o vereador.
Vai varrendo
Depois de empregar familiares como primeira ação ao assumir, o prefeito interino de Paço do Lumiar foi “fazer cena” varrendo a cidade. Inaldo Pereira, eleito vice na chapa de Paula Azevedo, assumiu o executivo com o afastamento da prefeita investigada por suspeita de corrupção. Inaldo aderiu rapidamente ao hypocrisis modus operandi que, em geral, atinge em cheio cidadãos e eleitores incautos. Só existe malandro se dando bem na política porque tem otário disposto a ser enganado.

Falando nisso
Paula Azevedo, também conhecida como Paula da Pindoba, foi afastada primeiramente por 50 dias e, logo em seguida, outra decisão de 1ª instância a afastou por 180 dias. No entanto, uma decisão da desembargadora Márcia Chaves reverteu o afastamento de 180 dias. Por enquanto, o vice permanece no exercício de prefeito.

Curiosidade
Paula é oriunda da comunidade da Pindoba, em Paço do Lumiar, de onde se origina seu apelido “Paula da Pindoba”. A prefeita passou a demonstrar incômodo com o apelido e prefere ser tratada pelo nome de batismo. Na imprensa, é comum ver os dois nomes, e, às vezes, a escolha do jornalista/portal pelo apelido é pra provocar mesmo, causar incômodo à prefeita, o que não tem problema algum. O problema é que tem órgão de imprensa que enquanto recebia verba publicitária da prefeitura de Paço, só tratava Paula como Azevedo; dinheiro deixou de cair, prefeita virou “da Pindoba”. Nesta coluna, Paula é Azevedo e é da Pindoba. Tanto faz.

Corrupção
O nepobaby da política maranhense, herdeiro da oligarquia da cidade de Vitorino Freire, interior do Maranhão, deputado federal Juscelino filho, foi indiciado pela Polícia Federal. Ministro das Comunicações, ele figura como suspeito de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa num caso já denunciado pela imprensa há muito tempo, envolvendo desvio de emendas parlamentares que foram parar em estradas na cidade onde sua irmã é prefeita – e já chegou a ser afastada pela Justiça – e, pasme, beneficiou propriedades dele e da própria família. O caso envolve ainda uma construtora cujo sócio oculto é Eduardo DP, o “Imperador”, que tem 3 CPF’s e é muito conhecido no meio político como sendo agiota.

Inocente?
Em geral, pessoas inocentes se apressam em esclarecer os fatos, ao passo que culpados tentam escondê-los. Não pega bem para um inocente fazer o que fez Juscelino, que entrou com um pedido no STF para freiar o inquérito que o investiga por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Já diz o velho adágio popular: “aquele que não deve não teme”. O que teme Juscelino se é inocente? No pedido para trancar o inquérito, os advogados do nepobaby alegam que “os apontamentos feitos pela autoridade policial nada mais são do que um emaranhado de ilações sem qualquer respaldo probatório e que acabaram misturando fatos alheios à investigação para tentar incriminar o peticionário”. Pois é, basicamente, os advogados estão a dizer que mesmo que tenha orelha de porco, rabo de porco, pé de porco, focinho de porco e ronque como um porco, se trata de um pato. Ah, essa Polícia Federal encrenca com qualquer coisinha. Não pode ver um bicho que parece porco que já acha que é um porco.

Pano passado
Apesar da gravidade de toda a situação, o presidente Lula mantém Juscelino como Ministro. Enquanto isso, outro ministro, o das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, já disse que a decisão de deixar ou não o cargo é do nepobaby investigado por corrupção. Como de costume nos governos ocupados por Lula na presidência, quem é acusado de corrupção recebe apoio. Foi o que disse Padilha: “O ministro Juscelino conta, não só comigo, mas certamente com o presidente Lula”. Claro que a presunção de inocência é princípio basilar no ordenamento jurídico, no entanto, o que se espera em casos como esse é que haja um afastamento do cargo para preservar a imagem institucional do governo e permitir que o acusado possa se defender sem utilizar prestígio de ministro e estrutura pública para coagir, esconder provas, fazer lobby etc. O que faz o governo Lula é passar pano mesmo, basta um olhar para o recente passado.

Suspeito?
O caso de Juscelino foi parar nas mãos do ministro Flávio Dino, no STF, em fevereiro de 2024, assim que assumiu cadeira na Suprema Corte. Dino e Juscelino foram colegas de primeiro escalão no governo Lula; Dino e Juscelino são do Maranhão; Dino e Juscelino foram aliados políticos; Dino e Juscelino estiveram no mesmo palanque eleitoral em 2018 para a reeleição de Dino governador. Apesar do histórico, o ministro Flávio Dino preferiu seguir como relator do caso de Juscelino sem se declarar suspeito.

Suspeição e impedimento
Auxiliares próximos do ministro Flávio Dino dizem que não há razão objetiva de impedimento para sua atuação como relator do caso envolvendo o ex-aliado e ex-colega de Esplanada. É verdade. As regras de impedimento estão expressas de forma objetiva em lei. Por exemplo, é proibido que um juiz atue em ação que tenha tido a participação do seu cônjuge. No entanto, de modo distinto, a suspeição tem caráter subjetivo, por razões de foro íntimo a ser alegada pelo próprio ministro, que tem o direito de nem detalhar. Mas pra quem tá de fora fica bem esquisito saber das relações entre os dois e ver que Dino optou por não se declarar suspeito. É um deus.

Imagem da semana

Tudo em dia
A cidade de São Luís está perfeita. Tá tudo bem. Escolas funcionando com maestria; não faltam creches; trânsito e transporte público como das melhores cidades da Europa; ninguém mais precisa de plano de saúde, porque o atendimento público é notável; não há alagamentos, nem pessoas em situação de rua; o Centro Histórico vive em plenitude de cultura e segurança; não há corrupção nem suspeitas na administração municipal; Câmara de Vereadores e Prefeitura dialogam com civilidade em prol da capital; feiras e mercados são de dar inveja; São Luís é uma cidade que alcançou tamanha resolução de seus problemas mais básicos que está na hora avançarmos. Precisamos do Dia Nacional do Fusca, mais uma proposição fantástica entre as sugestões de datas comemorativas feitas por nossos vereadores. Sim. Já que não há nada mais importante para se preocupar, é disso que precisamos agora. Aliás, está na hora de também criar o Dia Municipal da Vergonha na Cara do Parlamenta. Urge que tenhamos primeiro vergonha na cara.

Falando nisso
Vergonha alheia a proposição do deputado estadual Juscelino Marreca para transformar o “São João da Thay” em Patrimônio Cultural Imaterial do Maranhão. É nisso que dá eleger nepobabys de políticos. O cara não sabe nem os critérios para que algo seja declarado Patrimônio Cultural. E não tem nem assessoria jurídica pra avaliar um negócio desses, não? A ignorância é tamanha que falta até vergonha de expor assim, mesmo porque quem é ignorante a esse ponto nem sabe que é e, por isso, expõe a ignorância sem nenhuma vergonha. O “São João da Thay” tem sua importância, mas, tá longe de cumprir os requisitos para que um deputado tenha a imprudência de levar uma proposição dessa para a Assembleia.

Voz solitária
Com a ausência do deputado Fernando Braide, licenciado do cargo, e com o foco do deputado Wellington do Curso na eleição para prefeito, a Assembleia Legislativa tem contado com uma voz praticamente solitária na oposição ao governo do estado. O deputado estadual Othelino Neto tem sido um guerreiro como única voz ativa de oposição nas últimas semanas, e tem conseguido, inclusive, que o governo Brandão se mexa para resolver questões levantadas pelo deputado. O protagonismo de Othelino tem incomodado tanto o governador e a própria base na Assmbleia, que na última semana teve fila de deputados para se contrapor às palavra do opositor na tribuna. O papel que cumpre o deputado é saudável e fundamental numa democracia. Um governo sem oposição é um caminho para o autoritarismo.

Irresponsáveis
A empresa Edeconsil foi flagrada realizando manutenção na MA 204, na Grande Ilha de São Luís, a serviço da Sinfra, colocando o trânsito em perigo. Com uma das pistas interditada por um trecho, os carros tinham que revezar a vez de passar em apenas uma das mãos por contra própria. Não havia sinalização adequada nem o comando de PARE/SIGA obrigatório e necessário para a segurança dos trabalhadores e dos veículos. Em vários momentos, os carros ficaram de frente um para o outro, tendo que um dar a ré para o outro passar.

Pega na mentira
Com o Centro Histórico Abandonado, sem as tradicionais bandeirinhas e sem arraial, o governador Carlos Brandão tem sido cobrado nas redes sociais. Questionado sobre a ausência de movimentação na região, o próprio Carlos Brandão respondeu a um internauta que nada foi feito pelo governo porque o Iphan não autorizou. Veja:

Acontece que o próprio Iphan tratou de desmentir o governador em Nota, esclarecendo que a responsabilidade para autorizar o uso do espaço é da prefeitura, cabendo ao Iphan somente analisar os impactos ao Patrimônio Cultural. E, mesmo assim, sequer recebeu qualquer projeto para a realização de arraial do governo no local. Eita!
Aprovado
Levantamento do AtlasIntel em parceira com a CNN para avaliar a percepção da população sobre governo Lula mostra que a maior aprovação está no Nordeste com 66,3%, seguido do Norte com 58,5%. O Sudeste e o Centro-Oeste são as regiões onde o índice de desaprovação é maior, com 70,7% e 60,8% respectivamente. Foram ouvidas 3.601 pessoas entre 7 e 11 de junho. Intervalo de confiança de 95%.

Pra encerrar
A “luta” entre o deputado Yglesio Moisés e o empresário Alexandre Martins aconteceu na última sexta-feira. Parecia mais uma briga de bêbado, com Alessandro Martins, mais desconfiado do que Noé quando botou um casal de cupim na arca, tomando uma chibatada de Yglésio. Engraçada e hypada em rede social, a luta foi parte de um evento que arrecadou recursos para vítimas de enchentes no Rio Grande e para pessoas no Maranhão. Quem levantou a voz para criticar a iniciativa, não entendeu nada do evento, que não girou apenas em torno da disputa besta entre Yglésio e Alessandro, e serviu para promover o esporte de luta e vários atletas no card da noite. Mas, não. Os donos da verdade, principalmente os esquerdistas soberbos e pseudo intelectuais superiores aos seres comuns, acham que arrasam por levantar a voz contra a inciativa só por envolver um deputado bolsonarista. Tá bom, seres iluminados e superiores.

Em uma sessão solene marcada por emoção e reconhecimento, o jornalista e radialista bequimãoense, João Filho, foi agraciado com o título de cidadão ludovicense nesta quinta-feira (13), no Plenário Simão Estácio da Silveira, na Câmara Municipal de São Luís. Além de João Filho, o Frei Roberto Honorato também recebeu a honraria.
As homenagens foram de autoria da vereadora de São Luís, Fátima Araújo (PCdoB) e aprovadas por unanimidade pela Câmara Municipal da Capital Maranhense através dos Decretos Legislativos Nº 0109/2023, Nº 121/2023 e Nº 073/2023.
“Como vereadora, entendo que o Título de Cidadão Ludovicense é o reconhecimento daqueles que deixaram sua cidade natal e, com residência no município de São Luís, de forma comprometida, contribuem para o crescimento desta cidade e do nosso estado. Pessoas diferenciadas que empregam força, determinação, coragem e conhecimentos significativos para a realização de ações que suscitam a esperança de uma sociedade mais justa e uma população mais assistida”, afirmou Fátima Araújo ao defender a homenagem.
UMA TRAJETÓRIA DE SUPERAÇÃO
João Filho nasceu na comunidade Floresta, zona rural do município de Bequimão, na Baixada Maranhense, em junho de 1975. Filho do agricultor e pescador Benedito Pereira (Bitão) e da agricultora e servidora pública aposentada Joana Pereira, o agora Cidadão Ludovicense enfrentou diversas dificuldades típicas da vida no interior do Maranhão.
“Eu percorria quilômetros de estrada de barro a pé e atravessava rios cheios no período de inverno para chegar à escola mais próxima, Atanásio Martins, localizada no povoado Barroso, que fica a três quilômetros da comunidade onde morava. A minha vida nunca foi tarefa fácil, sempre foi de luta, de batalhas, incentivado por poucos e desmotivado por muitos”, relembrou João Filho ao citar três amigos que muito lhe ajudaram: Juca Martins, Padre Paulo e João Ribeiro (Janico).
Após concluir o segundo grau em 1995, João Filho deixou sua família em Bequimão e partiu para São Paulo em busca de trabalho. Após três meses, retornou ao Maranhão e passou a morar com parentes no bairro Liberdade, em São Luís. Em sua chegada, começou a trabalhar na obra do elevado do Calhau e, posteriormente, seguiu para trabalhar em Belém-PA e Macapá-AP, convidado pelo mestre de obra Zé Macapá.
Em 1998, de volta a São Luís, João Filho trabalhou como zelador do hospital Centro Médico. Apesar de fazer cursos na área de saúde, seu grande sonho sempre foi ser jornalista. “Cheguei a me interessar pela enfermagem e radiologia. Inclusive, fiz o curso de técnico em enfermagem, mas o sangue que pulsava em minhas veias era radialismo e jornalismo”, contou João Filho.
Cinco anos depois, João Filho foi demitido do hospital, mas encontrou uma nova oportunidade. Em 2003, começou a trabalhar na rádio Cultura FM do Maiobão aos domingos, onde conheceu Stênio Kawasaki, que lhe deu sua primeira chance de falar em uma rádio FM.
ASCENSÃO NO MUNDO DA COMUNICAÇÃO
Em 2005, João Filho mudou-se para o Rio de Janeiro, onde trabalhou nas rádios Carioca AM 710, Livre 1440 AM, Fluminense AM 540 e Opção News FM 106,3. Antes disso, passou pelas rádios comunitárias Ilha do Amor FM e Bequimão FM. No Rio de Janeiro, iniciou o curso de jornalismo na Unicarioca.
De volta ao Maranhão em 2012, a convite do empresário e radialista Léo Felipe, João Filho passou a trabalhar na Mais FM. Em 2015, concluiu sua formação superior em jornalismo na Faculdade Estácio, em São Luís.
Em São Luís, João Filho trabalhou nas rádios Mais FM 99,9 MHz, Cidade FM 99,1 MHz, Nova FM 93,1 MHz, Maracú FM 93,9 MHz de Viana-MA, Educadora AM 560 kHz, Difusora AM 680 kHz, Timbira AM 1290 kHz e Capital AM 1180 kHz. Atualmente, é editor do Portal G7 (www.g7ma.com) e mantém o blog (www.joaofilho.com) desde 2013.
SOLENIDADE
A cerimônia foi presenciada por autoridades, amigos, parentes dos homenageados e foi transmitida ao vivo no YouTube da Câmara de Vereadores.
Além de Fátima Araújo, autora dos decretos, participaram os vereadores Tiririca do Maranhão, Chico Carvalho, Sá Marques e Jearlyson Moreira, além de jornalistas, blogueiros e radialistas.
Boiada
Tá na moda falar mal do “São João da Thay”. E todo mundo jogando hate porque “o evento não valoriza a cultura maranhense” e pi-pi-pi-pó-pó-pó. Mas como esta coluna não é piolho pra andar pela cabeça alheia, vai colocar as coisas fora da perspectiva “maria-vai-com-as-outras”. Mesmo porque o SJT sempre foi alvo de críticas, sempre. Algumas muito justas, outras nem tanto. Mas há que se considerar um mínimo de pensamento lógico e razoabilidade para não ser empurrada junto com a boiada.

Público ou privado
O “São João da Thay” é uma festa privada, logo, não tem obrigação alguma de cumprir com qualquer função pública. Meio óbvio, né? Mas parece que estão esquecendo isso. Não é o “São João do Maranhão” é “da Thay”, e ela faz o que quiser com o evento dela. “Ah, editor, mas tem dinheiro público”. Calma, falaremos sobre isso. Por enquanto entenda que a influenciadora maranhense não está obrigada a nada. É um evento privado e, de novo, ela faz o que bem entender, e coloca as atrações que achar melhor. Aliás, se ela nem quiser fazer mais o evento, não faz. Pronto.

Responsabilidade
Quem tem obrigação de cumprir papel público no São João ou em qualquer festa do calendário anual são os entes públicos, Prefeitura e Governo. De novo, uma obviedade. Entre as responsabilidades públicas está a valorização da Cultura, priorizar artistas e manifestações culturais em sua programação. Inclusive pagando o cachê justo, que, destaque-se, nem pagar paga, imagina ser justo no valor. Mas… não. Querem jogar a responsabilidade para Thaynada OG. Coitada da piquena. Enquanto isso, a Prefeitura e o Governo entopem o c* de artistas “de fora” até com cachês superfaturados e tá tudo bem, né? Querem culpar Tahynara pela falta de incentivo público à cultura local? Elejam-na prefeita ou governadora. Enquanto não, vão encher o saco de Brandão e Braide.
Hipocrisia
Uma coisa é certa. Seja evento público ou privado, experimenta colocar num show como atrações somente artistas locais, atrações culturais locais, de cabo a rabo, todos os dias. Depois vai lá e me diz o público que deu. Os mesmos que reclamam, seja da Thay, da Prefeitura ou do Governo, por trazer artistas de fora, serão os mesmo a reclamar a ausência deles. Serão os mesmos ausentes caso haja apenas atrações locais. Tá em tempo de fazer a comparação entre os dias em que há atrações nacionais no São João e os dias em que não tem. Coloque sua hipocrisia no bolso e exercite seu cérebro indolente.

Ignorância
Nunca faltaram atrações e artistas locais no “São João da Thay”, nunca. Podem até não ter o mesmo tempo, o mesmo tratamento, e isso, sim, qualquer um pode criticar. O que a produção fez, por exemplo, com o Boi da Maioba, que em 2022 teve apenas 3 minutos reservados para se apresentar, foi vacilo enorme, desrespeito gigante com o Boi. Se é pra ser assim, melhor nem convidar, afinal é um evento privado e, lembre-se, a dona faz o que bem entender. No entanto, nem que seja apenas pra cumprir tabela, sempre teve atrações da cultura local no evento da Thay. Qualquer afirmação fora disso é ignorância ou ma fé.
Recurso Público
A crítica mais acertada é sobre uso de dinheiro público em evento privado. Mesmo assim, depende. No caso do “São João da Thay”, o evento foi autorizado pelo governo do Maranhão, através de Lei de Incentivo à Cultura, a captar R$ 1 milhão. O problema é a quem fazer a crítica. O problema não é de quem recebe, mas, de quem concede. Se há de ser feita alguma insurgência, deve ser contra o governo do estado, é o ente público que deve ser questionado. O evento foi lá, apresentou o projeto e suas justificativas pra acessar o recurso, cabe a quem concede avaliar se é justo ou não. Então, não mire sua bazuca pro alvo errado.
Flopou
E tem gente dizendo que o “São João da Thay” foi um fracasso de público. Não. Não foi. Não deu pra lotar o espaço, é verdade. Pode ter ficado aquém do esperado, é verdade. Mas há tantas razões para isto, no entanto, mentes limitadas atribuem o suposto fracasso ao formato do evento e suas atrações. Tsc, tsc, tsc. Bobagem de mentes simplistas sem capacidade cognitiva de problematizar questões complexas que envolvem tantos outros fatores. Atendo apenas ao fato, é verdade que o evento não “bombou”, mas é pura implicância dizer que flopou.
Erro bobo
Na visão desta Coluna, o grande erro do “São João da Thay” é a pretensão de se vender como o suprassumo da cultura local e o grande vendedor do Maranhão para o Brasil nesta época. Não é a primeira coisa, mas é, de verdade, o único que faz a segunda. O SJT é só um festival de música, como tantos outros pelo Brasil, e que acontece no Maranhão e no São João. E, sim, tá tudo bem. Aliás, tá ótimo que sirva para dar visibilidade ao estado, inserindo nesse festival de música um pouco de nossa cultura. Tá achando ruim? Aponta outro aí que tenha tido cobertura da Globo em tempo real, ao vivo.

De olho no futuro
O governador Carlos Brandão deu as caras no SJT ao lado de sua esposa, Larissa. Devidamente instalado em um dos camarotes, o casal posou para o click do titular desta coluna e o governador falou ao pé do ouvido deste titular que já está é pensando na próxima eleição. Sem poder concorrer novamente ao cargo de governador, Brandão deve seguir para o Senado em 2026.

Comunistas
Quem também foi visto na área Vip do São João da Thay foi o nepobaby da polícia maranhense Rubens Pereira Jr, deputado pestista. O herdeiro político da oligarquia da cidade de Matões estava acompanhado de outros “comunistas”, inclusive Dino Debochado, ao redor de uma pequena mesa com uísque e alguns canapés, porque nenhum comunista é de ferro, né?

Falando nisso
Quem é o advogado, ex-membro do governo Dino, quem já estava mais pra lá do que pra cá no “São João da Thay”?. O cabra já tava olhando dobrado depois de uma boas doses de uísque. Nada demais em se divertir um pouco, mas que foi um pouco cômico vê-lo cambaleante, ah foi. O cabra é gente boa.
Me paga, sacana
Continua a saga de atrações culturais pelo recebimento do pagamentos de cachês de apresentações. O calote do governo do estado, que ainda não pagou cachês de 2023, tem atrapalhado e criado dificuldades para várias brincadeiras em 2024. O Boi de Guimarães, por exemplo, emitiu Nota numa cobrança à Secretaria de Cultura. Veja:

Briga e bogue
Ta chegando a hora da luta mais aguardada do século. Kkkkk. Vem aí a luta entre o deputado Yglésio Moisés e o empresário Alessandro Martins. Vai ser uma loucura. Yglesio já mudou muito desde que decidiu cair na porrada com Martins. O deputado bolsonarista entrou em dieta e já até perdeu protuberância abdominal. Uma mudança que fez questão de compartilhar.

Falando nisso
Yglesio é craque em mudanças. uma das mais radicais foi o duplo twiste carpado ideológico. Um publicação da época da pandemia em comparação com a nova posição política do Dr. revela grande capacidade de adaptação. Veja:

Na taca
O presidente da Câmara Municipal de São Luís está debaixo de chibata. Paulo Victor tem recebido críticas em razão de contratos firmados pela Câmara com empresas de diversas áreas que soam como suspeitos em ano eleitoral. Por coincidência, os serviços previstos nas contratações são também os tipos de serviços que candidatos costumar utilizar em campanhas eleitorais, como realização de eventos. Há inúmeras matérias apontando valores e fatos que geram desconfiança, como relações anteriores do presidente e donos de empresas ganhadoras de contratos. Já de olho nas eleições estaduais de 2026, PV trabalha para ser o vereador mais votado nas eleições deste ano em São Luís.

Suspeita
E o caso das muitas licenças ambientais suspensas no Maranhão, hein? Há apontamentos de suspeitas graves. Por exemplo, por supostas licenças concedidas até para áreas que sequer existem e indícios de haver irregularidades graves em muitas documentações. Em verdade, órgãos responsáveis por licenças ambientais em todo o Brasil sempre foram antro de corrupção por parte de agentes que usam as dificuldades do sistema para vender facilidades. No Maranhão, já teve secretário que só encontrou “suce$$o” na política depois de comandar o órgão responsável por licenças ambientais. O terreno é vasto para plantação de propinas.
Tudo em casa
Após assumir a prefeitura de Paço do Lumiar, com o afastamento da prefeita Paula da Pindoba, uma das primeiras ações do vice Inaldo Pereira foi pensar na família luminense, só que apenas na família dele. Como em princípio o afastamento de Paula é por 50 dias, Inaldo não perdeu tempo. Empregou a mulher, o primo, o genro… Emprego tá garantido pra família, pelo menos nesse período.

Prioridades
Enquanto isso, na cidade de Raposa, o prefeito Eudes Barros vai gastar quase meio milhão de reais com biscoito, margarina e orégano. Segundo o edital, os produtos adquiridos via pregão que acontecerá no dia 19 servirão para atender as necessidades da Secretaria Municipal de Educação.

Apito
O ministro do STF Flávio Dino, aquele que processou o Monark por que o chamou de “gordola”, apareceu em vídeo dizendo que chamar alguém de nazista ou fascista não caracteriza crime. Ao mesmo tempo, Dino disse que ambas as coisas são “movimentos políticos” presentes na sociedade. Ora, ora, ora. As declarações de Dino funcionam como um apito de cachorro para a esquerda histérica que adora classificar todo mundo que pensa diferente como fascista e nazista. No entanto, soa esquisita considerando que a legislação brasileira classifica como crime a apologia ao nazismo. Além disso, o próprio Monark, processado por Flávio Dino, já havia defendido a mesma ideia de que nazismo é o movimento político. Como se vê, o problema não é o QUE se diz; é QUEM diz.

Canalhas
Pouco gente sabe, mas a taxação de comprinhas em sites estrangeiros foi colocada de maneira sorrateira dentro de um projeto que tratava de questões da indústria automotiva. Olha o tamanho da picaretagem. Além disso, o assunto foi fechado em comum acordo com o PT e o PL, direita e esquerda unidas pra enfiar a taboca no consumidor brasileiro sem dó nem piedade. O modo de votação não foi nominal. Para proteger os nobres parlamentares de críticas e dificultar a identificação de quem votou a favor, foi feita a votação simbólica, sem voto individual, sem nomes. Uma picaretagem do PT e PL juntos. Durma com essa.

Olho no lance
Escorraçado da Câmara de Vereadores de São Luís, o agora ex-vereador Wesley Sousa se diz vítima do “sistema”. É verdade que a política precisa de gente que pense como sempre fala Wesley. A política precisa ter mais pessoas com a origem como a dele. Mas, ele precisa lembrar que, como suplente, só assumiu o mandato porque fez acordo com o “sistema”, que é bruto e tende a aceitar apenas quem está disposto a se moldar a ele.

Rendido?
Wesley saiu do partido pelo qual concorreu em 2020 e foi para o PSB, pelo qual vai concorrer em 2024. Não há partido que mais represente o “sistema” no Maranhão atualmente. E é do partido do “sistema” o presidente da Câmara, envolvido na articulação de assunção e queda de Wesley; é do “sistema” o candidato a prefeito de São Luís que terá o apoio de Wesley; submetido ao “sistema”, a atuação de Wesley como vereador não teve olhos para os problemas de responsabilidade do seu companheiro de partido, o governador, na Capital, apenas para problemas de responsabilidade do prefeito, contra o qual Wesley já faz campanha.
Acordo descumprido?
O acordo para assumir vaga na câmara já mostra uma adequação ao “sistema”. Só que Wesley fez o acordo com o “sistema” para entrar no “sistema” e passou a criticar o “sistema” sem ser o “dono” do mandato. Em situação frágil, foi colocado pra fora pelo “sistema” do mesmo modo que foi colocado pra dentro. Wesley sabia que isso iria acontecer e já calculava usar a situação como discurso contra o “sistema”.
Chapa da morte
Filiado ao PSB, onde velhas raposas da política vão disputar cadeiras na Câmara de São Luis, as chances de ser “dono” do próprio mandato são menores para Wesley. Seria necessário um esforço descomunal e a rendição ao modo tradicional de campanha, comprando votos e usando a estrutura pública “disfarçadamente”. Mas Wesley não é desse tipo. Não o veremos distribuindo peixes e cestas básicas em troca de voto, nem esbanjando dinheiro numa campanha.
Fracasso
Passada uma década de governo Dino/Brandão, o Maranhão ainda ostenta o pior IDH do Brasil. Não é correto afirmar que, enquanto governador, Flávio Dino não tenha se esforçado, através de programas implementados em seu governo, para mudar essa realidade. Assim como também não está errado dizer que Dino falhou miseravelmente. Especialmente ao chegar ao fim de dois mandatos sem preparar um sucessor que pudesse dar real continuidade à ações que só poderiam da resultados significativos a longo prazo

Carreirista
Ao escolher Carlos Brandão como seu candidato a governador em 2022, Dino fez uma opção pessoal e egoísta, pensando unicamente em sua própria carreira, que passou a depender umbilicalmente, naquele momento, da eleição de Brandão. Dino sabia que Brandão não era a melhor opção para o Maranhão e seu povo, mas era sua única saída do labirinto político que ele próprio se meteu ao não preparar caminho para outro sucessor.

Escárnio
Enquanto o Maranhão segue na rabeta dos índices sociais, de emprego, de educação e de renda, o Tribunal de Justiça do Maranhão exibe uma frota de Hilux SW4, comprada com dinheiro do contribuinte, para servir aos deuses da corte maranhense presidida por alguém que já, inclusive, passou pelo posto de governador do estado. Não basta ser a elite do funcionalismo público, com privilégios e regalias de senhores feudais; é preciso esfregar na cara da plebe de modo a escarnecer do povo diante da miséria. Em 2023, o Poder Judiciário custou R$ 133 bilhões ao País. Com esse dinheiro, seria possível, por exemplo, construir 1 apartamento popular para cada habitante de São Luís. Cada homem, mulher, idoso e criança.

Bicho mal
Pouca gente consegue prever o impacto que uma foto de Flávio Dino e Eduardo Braide de mãos dadas pode ser capaz de causar. Mas Dino sabe. E, por isso, não fez nenhum esforço para evitar ser clicado nessa situação com o prefeito de São Luís na última quinta-feira durante missa de Corpus Christi. Flávio é o tipo de homem rancoroso que faz questão de demonstrar desafeição e, certamente, se anteciparia em providências para não ser colocado ao lado de um desafeto em um evento, a não ser que tivesse alguma intenção. Fora de contexto, a imagem abaixo circulará na campanha deste ano, com o potencial de influenciar repúdio de alguns incautos eleitores de Braide. Dino é rejeitados por muitos desses eleitores, que podem se sentir traídos por Braide com essa “aproximação”. Na camisa vestida por Braide, os dizeres “eu vos chamo amigos”.

Incompetente pinóquio
Usuários do transporte público de São Luís se sentiram traídos pelo prefeito Eduardo Braide depois da mentira sobre a extensão do prazo de validade dos créditos do cartão de transporte de 1 para 5 anos. O decreto do prefeito perdeu a validade e vários cartões foram simplesmente bloqueados. Se por ma fé ou incompetência, a prefeitura perdeu prazo de adotar as medidas necessárias e agora tenta correr atrás do prejuízo. Tarde demais, o prefeito acionou a Procuradoria do Município. Já era.

Farinha pouca…
O governador do Maranhão admitiu durante discurso em um palanque que o governo tá devendo fornecedores. Carlos Brandão fez piada com a situação dos HTO cujo contrato não está sendo honrado pelo chefe do executivo estadual. Com o credor do contrato no palco, Brandão prometeu que pagaria “nesta semana”. Ao mesmo tempo, todos os municípios do Maranhão também estão sofrendo calote. Com apoio da própria FAMEM, Brandão deixou de repassar e quer pagar parceladamente as perdas de ICMS as quais os município têm direito.
…meu pirão primeiro
Tudo acontece em meio ao aumento de salários do primeiro escalão do governo do estado. O governador aumentou seu próprio salário mais que o dobro. No mesmo barco estão vice-governador e secretários de estado, para os quais além de não ter calote tem salário dobrado.

Vaga de emprego
O ministro das Comunicações do governo Lula, o maranhense nepobaby da política Juscelino Filho, tá precisando de motorista, viu? De acordo com o edital, Juscelino é tratado como “autoridade máxima” que precisa de motoristas com “criatividade”, “altruísmo”, capacidade de “negociação”, “elaborar textos”. O titular desta coluna até se habilitaria para tentar conseguir a vaga, o problema é a exigência do traje: “paletó preto com ombreiras”. Ah, e no caso de mulher, Juscelino exige que use “meia-calça”, viu?
