Raposas
A grande discussão do momento é o fim da escala de trabalho de 6 dias por 1 dia de folga. A decisão sobre o tema cabe ao Congresso, composto por deputados e senadores TQQ, que têm escala de trabalho 3×4 em Brasília, trabalhando 3 dias – Terça, Quarta e Quinta -, com “folga” de 4 dias. A decisão cabe à deputados e senadores que, em sua grande maioria, também são empresários ou têm ligações estreitas com empresários, que lhes financiam e fazem parte de seu círculo íntimo familiar ou de amizade. São raposas tomando conta do galinheiro. Não dá pra esperar que esses senhores e senhoras tenham a intenção de ficar do lado do trabalhador, pois esse não é o lado deles. Então, há apenas um modo de fazer com que deputados e senadores aprovem o fim da escala 6×1: pressão popular.
Ops!
Sabe quem mudou de posição depois que sofreu pressão nas redes? O deputado federal Duarte Jr., do PSB. Com a desculpa de que ainda não tinha tido tempo de ler, Duarte não havia assinado em favor da Proposta de Emenda à Constituição. Foi só ver a onda de cobranças que rapidinho o deputado arranjou tempo de ler e assinar. Por um triz.
Baratas
Impressionante mesmo é ver que tem oprimido repetindo o discurso de opressores na discussão do fim da escala 6×1. Pois é, “trabalhadores” que repetem os tolos discursos meramente escravocratas de parlamentares-empresários-que-nunca-trabalharam-de-carteira-assinada para justificar a continuidade de um regime de trabalho que, de verdade, mantém trabalhadores como cidadãos forçadamente alienados pela simples ausência do necessário de tempo livre para o lazer, a leitura, o consumo de cultura, a formação de pensamento crítico. Trabalhadores cansados, exaustos, que dedicam tempo apenas para o labor. Por isso que tem essas baratas correndo em direção ao baygon. Gente tão afetada pela falta de tempo para desenvolver pensamento crítico. Vale lembrar que todas as vezes que houve mudança da Lei em favor do trabalhador, apregoaram que seria ruim para o país, para a economia, bla bla bla.

Juiz político juiz
A tristeza de Flávio Dino ao ser enviado por Lula para o exílio no STF ganhou destaque na imprensa brasileira em fevereiro de 2024. Dino, todos sabem, é apaixonado pela política, e foi para a suprema corte alimentando o sonho de um dia voltar a disputar eleições. Há alguns movimentos do maranhense na suprema corte vistos como “contaminados” pelo germe da política no sangue do ex-governador do Maranhão. Em matéria publicada esta semana, a Revista Veja destaca que Dino mantém o “perfil político” no STF desde que vestiu a toga. Na Câmara Federal, interesses de Dino seriam alcançados via deputados eleitos pelo seu grupo no Maranhão, como Rubens Jr. e Duarte Jr., amigos íntimos do ministro. Leia aqui.

Água mole
O vice-governador Felipe Camarão ajustou o discurso de maneira inteligente com vista às eleições de 2026. Deixado na frigideira junto com seus aliados “comunistas” pelo governador, Camarão é o sucessor natural da cadeira número 1 dos Leões, mas, pra isso, Brandão teria que deixar o assento em abril de 2026 para concorrer como senador. Não seria nada auspicioso um tom belicoso com o governador. Só que isso, ainda que de maneira velada, estava acontecendo. Só que, por enquanto, Felipe é prego e Brandão é martelo. Camarão tem dito que quer ser o candidato de Brandão, e que Brandão será seu candidato para ser o senador mais votado da história. Tá certo Felipe em tentar captar o desejo de Brandão para seu próprio proveito.

Braide no governo Brandão
Há um pensamento que diz que na política nada é desprezível. Às vezes, o que parece menos provável é o que acontece. Há coisas, entretanto, que nem são tão improváveis assim. Com a reforma administrativa prevista para o início do ano, o governador Carlos Brandão deve contemplar o PSD com espaços no governo. O PSD é o partido do prefeito de São Luís, da senadora Eliziane Gama e do ex-deputado Edilázio jr.. Já se fala que Eduardo Braide seria um dos contemplados pelo governo Brandão para que faça indicação de um nome para ocupar uma secretaria no governo do estado. E tem que gente que se pergunta “que show da Xuxa é esse?” Em política, a comunhão de ódios é quase sempre a base das amizades.

Falando nisso…
O Colunaço do Cappêta terá a petulância de vaticinar algo sem medo de quebrar a cara e morder a língua: Eduardo Braide não disputará o governo do estado em 2026. É ousada demais uma previsão desse tipo com tanta antecedência, quando muita coisa ainda vai acontecer, tendo o prefeito da capital saído da recente reeleição com uma votação espetacular e tal. Mas, é isso. Faça o Print desta Nota, guarde e esfregue na cara do editor deste espaço quando acontecer em 2026 diferente do previsto aqui. Ah, só pra lembrar que esta coluna foi a primeira a dizer que Neto evangelista não seria candidato e prefeito em 2024, quando todos o tratavam como se fosse. Ah, a mesma coisa com Roseana. Então, bora ver.

Só quer ser
A TV Difusora/SBT lançou uma campanha para comemorar crescimento no Ibope que a consolida como vice-líder absoluta. A emissora está tão bem posicionada que se juntar a audiência da Tv Cidade/Record, Band MA e TV São Luís/Rede TV não chega nem perto da audiência da emissora da Camboa. No último ano, a Difusora saiu do terceiro lugar para alcançar quase 8 vezes a audiência da atual terceira colocada. Após ter lançado campanha comemorando o feito, a TV Mirante/Globo reagiu e lançou uma campanha muito parecida para comemorar o óbvio: o 1º lugar que sempre foi da Globo. Só que a reação da TV dos Sarney serviu apenas para mostrar que, mesmo distante no segundo lugar, a TV Difusora mexeu com o mercado e gerou incômodo.

Só negão
O Jornal Folha de São Paulo destacou que as eleições de 2024 elegeram 6 prefeitos negros entre os eleitos em capitais. Veja a imagem abaixo sabendo que pelos critérios adotados pelo IBGE e de acordo com o Estatuto da Igualdade Racial pardos e pretos são considerados Negros. Em São Luís, um negro, Duarte Jr., ficou em segundo lugar.

Só negão II
Lembrando que em 2022 o Maranhão elegeu 11 negros para a Câmara Federal. Reveja:

Denúncia
Um caminhão particular tem sido usado para despejar esgoto diretamente na rede da Caema no bairro Recanto dos Vinhais. De placas GQI-8F18, o veículo mantinha rotina diária de descarte in natura de água de bosta na tubulação da Companhia de Saneamento Ambiental. Ao ser abordado, o motorista mentiu sobre ser um caminhão de apoio da Caema e que ligaria diretamente para o presidente da Companhia. A Coluna confirmou que não se trata um carro a serviço da Caema. Depois desse episódio, o veículo não mais foi visto no local.

Para encerrar
Uma notinha enviada por um leitor deste espaço. Sem edição, sem interferência da Coluna.
A família Murad é trabalhadora, hein?! Depois do petista ‘raiz’ Felipe Camarão, agora é a vez da também ‘raiz’ Tatiana Murad em Coroatá e Chiquinho FC em Codó. É o Lula ‘fazendo escola’ por todo o Maranhão.

Paradigma
O prefeito de São Luís mudou a lógica e rompeu com a forma tradicional de fazer política na Capital. Braide quebrou o padrão ao dar um bypass em líderes políticos, dialogando direto com o eleitor. Não precisou dos vereadores, nem da imprensa, nem da “tradicional classe política” para vencer a eleição com mais de 70% dos votos. Braide mostrou que é possível sobrepujar o modo fisiológico, de toma-lá-dá-cá, costumeiramente presente nas relações político-eleitorais. Nem Flávio Dino conseguiu escapar disso, pois se rendeu ao sistema e se aliou a tudo que condenara, tanto para governar quanto para continuar vencendo eleição. Eduardo Braide suplantou o ex-governador. Se o feito alcançado foi planejado ou é resultado apenas de egolatria, arrogância ou prepotência não importa. Braide quebrou um importante paradigma político.

Deserto
O modo Braide de se relacionar com os vereadores durante o mandato foi de torneira fechada e porta cerrada. Nem mesmo aqueles que o ajudaram na campanha de 2020 tiveram vida fácil ou acesso à benesses. O prefeito não dá sequer um cargo de zelador para vereadores fazerem política. Para se ter uma ideia, nem mesmo emendas parlamentares de janeiro de 2024 foram pagas até o momento. Com Braide, vereadores e lideranças políticas nos bairros perderam a importância, deixaram de ser ponte entre o Executivo Municipal e as demandas das comunidades. Quem também tentou fazer isso no governo do estado foi Flávio Dino, ao eliminar prefeitos como atravessadores de obras no interior. Em seguida, Dino se rendeu. Braide, não. Braide superou Dino.

Isolado
Vereador mais votado de São Luís, o jornalista Douglas Pinto até o momento não pisou na Câmara, não buscou diálogo com ninguém, enquanto outros vereadores e vereadoras eleitos já procuraram se enturmar imediatamente após o resultado da eleição. Em contato com o titular desta coluna, um experiente vereador disse que “ali é uma panela, e ele [Douglas], como marinheiro de primeira viagem, precisa se atentar para não ficar isolado no mandato”.

Malas prontas
O jornalista Marcial lima, que não conseguiu renovar o mandato de vereador, teria ficado tão envergonhado com a votação que até cogita ir embora do Maranhão. Segundo a fonte, Lima estaria planejando mudar para a Paraíba. O maior impacto para o quase ex-vereador foi a votação aquém do esperado. “Ele nem sofreria tanto se não tivesse sido reeleito, mas, tivesse saído com uma boa votação”. Após o resultado, Marcial ficou recluso, abatido e nem queria aparecer em público.

Conta furada
Os custos das campanhas para a Câmara de São Luis variaram entre R$ 3 milhões e R$ 6 milhões de reais, diferente das prestações de contas oficiais. Uma ou outra até mais que isso. O assunto é tratado com naturalidade na classe política. A compra direta de votos também é um assunto banal na boca de qualquer um dentro da política. O problema é que a conta não fecha quando se sabe que quem gastou milhões em campanha não tem como “pegar de volta” o dinheiro durante o mandato considerando o salário de 4 anos. Então, o que explica tamanho esforço financeiro? De onde vem tanto dinheiro? O que um vereador eleito desse modo tem a oferecer no mandato? O que será capaz de fazer para recuperar o “investimento” para comprar o mandato?

Último a rir
O ex-vereador Domingos Paz, cassado pouco antes da eleição pelos seus pares face acusações de assédio sexual, está a rir de alguns de seus algozes que não conseguiram renovar mandato. Quase ex-vereadores, Chico Carvalho, Fátima Araújo, Pavão Filho, Marcial Lima, Silvana Noely, todos partiram para o embate contra Domingos Paz acreditando que isso daria voto. Não conseguiram, como esperavam, angariar soldo eleitoral, perderam a eleição.
Enquanto isso…
A esposa de Domingos Paz, colocada por ele para disputar a eleição em seu lugar, pode vir a conquistar uma vaga na Câmara em face de possível fraude eleitoral cometida pelo partido Podemos, com flagrantes indícios de fraude à cota de gênero. Desse modo, o DC, comandado por Paz, que não alcançou o quociente eleitoral, poderia, numa eventual recontagem de votos e redistribuição de cadeiras, ficar com uma das vagas conquistadas pelo Podemos em caso de cassação da chapa. É aguardar pra ver. Pode sentar, viu.

Que show da Xuxa é esse?
Cenas patéticas foram registradas envolvendo vereadores não reeleitos em São Luís, apesar dos milhões envolvidos na campanha. Além dos chiliques com gritos em plena tribuna da Casa Legislativa, teve vereador que imediatamente cancelou “projeto social” que desempenhava havia anos. Noutro caso, um vereador quase foi expulso do seu próprio gabinete tendo ainda mais de dois meses de mandato pela frente. O show de horrores também contou com reclamação contra o prefeito, com desabafo contra eleitores e, pra completar, mesmo reeleito teve vereador lavando roupa suja com “bucha de canhão” que ele sustentou, mas, que lhe deu poucos votos na nominata. Absurdos ridículos tratados com normalidade.

Payback
Findada a eleição em São Luís, o deputado Duarte Jr., candidato derrotado em primeiro turno, pode ter sinalizado de que lado deve estar nas eleições de 2026. Os stories em fotos com a presidente da Assembleia e em apoio ao sobrinho do governador, todos como figuras postas para a sucessão estadual, foi interpretada por leitores do cenário político como um recado – ou o troco – ao vice-governador Felipe Camarão, que vestiu a camisa no palanque de Duarte, mas, não “vestiu a camisa” da campanha de Duarte. Só que ausência por ausência nem Iracema Vale nem Orleans Brandão estiveram na campanha. No entanto, Duarte não é bobo. Camarão está à deriva, abandonado por Brandão e, mais que isso, sendo fritado e descascado no grupo governista. Se é pra escolher, é conveniente que Duarte não escolha Felipe. E terá a desculpa perfeita: Camarão não esteve ao seu lado em 2024.

Família real
O sobrinho do governador Carlos Brandão, preferido na família para ser candidato à sucessão do tio em 2026, declarou que pretende ser candidato, sim, mas, a deputado federal. Em verdade, qualquer um em meio ao cenário político sabe que o desejo da família Brandão é que Orleans seja o próximo governador. O mágico, no entanto, nunca chama atenção para a mão onde a mágica acontece, senão, não tem mágica. É verdade também que há muito a ser equalizado até 2026, num cenário complexo, de aparas de arestas para que o desejo principal seja realizado. Então, deve-se ter outras cartas na manga. E eles as têm para o caso de inviabilidade do príncipe Orleans herdar o trono do rei Brandão.

Jogo
Dentro do jogo da sucessão estadual, lançaram uma carta esta semana: a informação de que o vice-governador, sucessor “natural”, teria conversado com o governador para acertar uma candidatura à Câmara Federal. Diversas arestas seria aparadas de uma vez só. Com Camarão fora do jogo sucessório, Brandão deixaria o governo nas mãos da presidente da Assembleia, sairia para o Senado, e resolveria a eleição estadual sem sacrifício. O movimento, entretanto, foi negado pelo vice-governador. Camarão quer ser governador e se Brandão quiser se desincompatibilizar para ser candidato a senador vai precisar deixar Felipe sentar na cadeira número 1 do Palácio em abril de 2026. E isso derrubaria os planos da família real.

Pra finalizar
Depois de lançar o IPTU com aumentos absurdos somente após a eleição, o prefeito Eduardo Braide presenteia a população com um reajuste de 11% na taxa de iluminação pública.

Conforme previsto por esta coluna, a maquiagem feita pelo governo Brandão para disfarçar a feiúra do elevado Bacabeirinha começou a “derreter”. Grama seca, palmeiras morrendo; mato alto e luzes apagadas.
Alô Braide! O Diário Oficial de 19/06/2020 trouxe a publicação do Decreto N° 55.234 de 19 de Junho 2020, decreto subsidiado pelo processo administrativo N° 22.842 de 19 de Junho de 2020, que trata da promoção de servidores por merecimento. De la pra cá, servidores da Saúde aguardam a publicação de uma nova lista.
O deputado estadual Fernando Braide é o campeão de recursos destinados para a Segurança Pública. Já foram quase R$ 700 mil em emendas parlamentares para a área. Nesta segunda-feira, Fernando deve se reunir com o Comando da PM, em São Luís.

Malandragem
A menos de dois meses para encerrar o ano, finamente a Prefeitura de São Luís disponibilizou o IPTU 2024. Mas por que somente agora? Certamente para evitar qualquer impacto na campanha de reeleição do prefeito Eduardo Braide, já que a gestão municipal resolveu recalcular o imposto e aplicar uma nova tabela que elevou, em alguns casos, o valor do IPTU em quase 5 vezes. Já pensou se em meio à campanha eleitoral o eleitor descobre que o prefeito Eduardo Braide tava com a mão grande? Braide esperou o fim da eleição para arregaçar o bolso do contribuinte com o IPTU mais caro.

Muita malandragem
Pra se ter uma ideia, há casos em que, além de cobrar o ano atual com base no novo cálculo, a Prefeitura também está recalculando anos anteriores e aplicando uma cobrança retroativa baseada na tabela atual do IPTU, jogando muitos contribuintes como devedores de enormes diferenças de impostos já devidamente pagos. Uma desagradável surpresa e uma grande insegurança jurídica. Você paga hoje, e não sabe se no futuro a prefeitura vai alegar que não te cobrou o valor certo e você vai precisar pagar um pouco mais.
Rei da multa
Para além do IPTU, a sanha arrecadatória da Prefeitura de Eduardo Braide não tem freios. Na própria campanha eleitoral, o candidato Wellington do Curso denunciou que nunca se multou tanto no trânsito da capital. Há cruzamentos, como o Forquilha, onde é possível contar quase 20 câmeras, posicionadas para fiscalizar e aplicar penalidades, e, com o fim da eleição, viaturas da SMTT intensificaram as ações de reboques de veículos. As avenidas de São Luís nunca estiveram tão vigiadas, não com intuito de tornar o trânsito mais seguro, mas, para multar o condutor. Assim, sem foco na preservação de vidas, e sim na penalização pecuniária, se transforma em “indústria da multa”.

O monstro
Após ser reeleito, o prefeito de São Luís se transformou num gigante da política local. Braide entra para o seleto de grupo de apenas 3 prefeitos eleitos em primeiro turno, ao lado de Jackson Lago e Tadeu Palácio. E o único com mais de 70% dos votos. Antes de se reeleito, o prefeito de São Luís enfrentou denúncias de corrupção em sua gestão; foi acusado de invadir terrenos particulares para fazer obras do Trânsito Livre; foi apontado como o prefeito das multas de trânsito. Apesar de tudo isso, houve o endosso do eleitor ludovicense para um novo mandato, e Braide está agora mais seguro e à vontade para fazer tudo que bem entender.
E fora!
Passada a eleição, imediatamente começou um festival de demissões na gestão municipal em São Luís. A “caça às bruxas” inclui servidores que não contribuíram com a campanha do prefeito, outros que são parentes de alguém que trabalhou para os adversários, e, principalmente, remanescentes da gestão do ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr.. Houve um acordo tácito de cavalheiros entre Holandinha e Braide em 2020 que garantiu a permanência de muita gente ligada ao ex-prefeito empregada no governo Braide. O atual prefeito considera que é hora de botar o que ainda resta dessa gente pra fora, e já começou.

Definhou
Faltou saúde para a candidatura “bancada” pela Saúde do governo do estado; não faltou saúde para a candidatura “bancada” pela Saúde da prefeitura de São Luís. Mesmo com o uso acintoso da secretaria de Saúde do governo Brandão pelo titular da pasta em favor de determinada candidatura para a Câmara municipal, o resultado foi pífio. Por outro lado, na Saúde do município deu certo e o secretário da pasta passa a ocupar uma cadeira na Casa Legislativa Municipal na próxima legislatura. Ao menos foi mais competente no uso da estrutura pública em favor pessoal o secretário de Braide, ao contrário do Secretário de Brandão.

Falando nisso
Vários auxiliares do governador Brandão se movimentam em eventos do governo pelo interior e estão transformando isso em postagens patrocinadas em rede social. Por que será, hein? Ah, já sabemos. Estão de olho em 2026. Há um movimento cíclico na política que produz uma dança de cadeiras em cargos eletivos, levando pessoas ligadas ao governo estadual a conquistar vagas no legislativo, enquanto outros, eleitos por essa mesma força e agora sem ela, ficam sem mandato. Se não fosse a ligação com o poder leonino jamais teríamos a presença de alguns políticos no Palácio Manuel Beckman.
Pinto entra
Falando em dança das cadeiras, a partir de 2025, o jornalista Douglas Pinto passa a ocupar uma cadeira na Câmara, ao passo que outro jornalista, Marcial Lima, deixa o parlamento. O que muita gente não se deu conta é do dedo do prefeito nessa história. Sem nenhum demérito ao colega, Pinto foi uma “invenção” de Braide, que pegou o jornalista pelo braço pra tirar uma onda. Carismático, amado pelo seu trabalho como repórter, sem nunca nem ter disputado uma eleição, Douglas seria uma ótima figura para receber um empurrãozinho e deixar um recado para a política tradicional. Deu certo. Ao mesmo tempo, Braide se vinga se Marcial, que até foi seu líder de governo na Câmara, mas, pegou o caminho do antagonismo. Para azar de Lima, Pinto entrou duro e foi eleito como o vereador mais votado e Lima azedou.

Casta
A eleição para a Câmara Municipal de São Luís serviu para reforçar um pouco mais o caracter familiaresco da política maranhense, em que políticos se perpetuam em muitos cargos e múltiplos mandatos através de parentes. Em 2025, a Câmara terá filhos de deputados e esposas de deputados, quem têm como maior “habilidade” eleitoral serem parentes de quem são.
Sozinho
O deputado federal Duarte Jr. terminou a eleição de 2024 numericamente menor, com 130 mil votos, ante 2020, quando obteve mais de 200 mil. Há, no entanto que se falar: Duarte foi maior que em 2020. Enfrentou a campanha de 2024 praticamente sozinho, abandonado pelo governador e seu grupo, abandonado pelos seus companheiros comunistas remanescentes do governo dinista. Duarte tem todos os defeitos possíveis, mas não se pode negar sua altivez, coragem e disciplina para seguir adiante mesmo largado pelo meio do caminho. Ninguém mais tem mérito pelo resultado alcançado senão ele próprio.

Nunca será?
Duarte Jr. um dia terá as condições políticas/eleitorais para ganhar uma eleição de prefeito em São Luís? O Cappêta acha que talvez não. Em sua segunda disputa pela majoritária da capital maranhense, Duarte parece mostrar um teto eleitoral que é até alto, capaz de fazê-lo sempre um deputado dos mais votados, mas, incapaz de fazê-lo ganhar a Prefeitura. Ao disputar em 2028 conseguirá reunir a mesma quantidade de partidos? Terá o mesmo tempo de TV? Terá um partido forte com muito dinheiro do fundo? Terá a máquina do estado em seu favor? Se com tudo isso não conseguiu furar o teto, poderá, sem isso, alçar um resultado melhor? Duarte pode se transformar no eterno deputado federal que usa a eleição municipal como trampolim.

Pra finalizar
Na próxima eleição estadual, em 2026, veremos o senador Weverton Rocha compondo a chapa do governador Carlos Brandão. Anote. Rocha é um político habilidoso, pragmático, fisiológico e, sem isso, jamais estaria onde está. Entende do jogo político e já articula há tempos sua reeleição para o Senado de modo que sua candidatura seja inevitável. Ele também sabe que tradicionalmente senadores sempre foram eleitos na barra da candidatura vencedora ao governo. O lugar mais confortável eleitoralmente é na chapa de Brandão em 2028, seja ela qual for. O Cappêta voltará ao tema.

Braide vence eleição em 1º turno
Com alguma variação, essa deve ser a machete de blogs e jornais ao fim da apuração neste domingo, a não ser que todas as pesquisas estejam contaminados com algum vício grave de metodologia e não tenham conseguido aferir, de fato, a intenção do eleitorado ludovicense, ou que tenha havido alguma mágica na madrugada para mudar radicalmente o cenário eleitoral. Mesmo com apontamento de queda de intenção de voto do prefeito e a subida de alguns concorrentes na última pesquisa divulgada, a eleição parece que se resolverá em um turno.

Salto alto
Desde antes de a campanha iniciar, era comum ver e ler gente ligada a Duarte dizendo que iria desbancar Eduardo Braide. Não se sabe de onde tiraram tanta confiança, mas, a coordenação de campanha arrotava que não haveria chance de perder. Neste domingo, amanheceram pedindo a Deus, de joelhos, rezando e orando para que haja segundo turno. A jornada de Duarte iniciou eliminando todos os possíveis candidatos alinhados ao governo para sobrar somente o garoto Procon e transformar o pleito num plebiscito, mas chega ao fim torcendo para que outros candidatos da disputa subissem na intenção de votos para proporcionar um segundo turno. Alguns diziam, em relação a Braide, que a soberba precede a queda. Enxergaram a soberba do adversário, ignoraram sua própria soberba. Chegou a hora da queda.

Quêde ou cadê?
Onde estavam os apoiadores de Duarte Jr. durante toda a campanha? Nem mesmo o principal fiador da candidatura de Duarte esteve presente. O governador Brandão participou de inúmeras carreatas de seus candidatos no interior do estado; há diversas postagens em suas redes sociais de atos em apoio a outros candidatos; só não há sobre Duarte. Com todos e sem ninguém, Duarte não esmoreceu, mas, o que fizeram com ele foi covardia. Nem mesmo os remanescentes do grupo esfacelado de Flávio Dino encamparam a luta do garoto Procon. Não adiantou ter 13 partidos, o maior tempo de TV, “apoio” de uma senadora, do governador, dos presidentes de poderes legislativos estadual e municipal. Apenas vereadores a soldo fizeram movimentos na campanha. Duarte esteve sozinho e tem todo o mérito do resultado que obtém neste domingo.

Concorrência e deslealdade
Há uma explicação para que Duarte Jr. tenha sido abandonado pelos seus “amigos”, companheiros do ex-governo comunista. O caminho político natural de Duarte é sua reeleição como deputado federal em 2026. Para alem de não suportarem o garoto Procon, os “descendentes” do dinismo temem por suas próprias barrigas. Duarte é um concorrente muito forte em 2026 e ninguém pensa em alimentar cobra pra ser comido por ela. Sem a máquina governista, disputar a eleição e/ou tentar renovar mandato em 2026 sem os cofres e o poderio estatal não vai ser tão fácil como em 2018 e 2022. Duarte já demonstrou que tem vida própria na política, apesar de usar reiteradas vezes em seu favor o quinhão que Flávio Dino lhe deu de presente e foi mantido por Brandão no governo do estado. Votos oriundos da estrutura Viva/Procon são limitados, Duarte tem vida política para além. Eles, não. Não têm mais nem espaços no governo nem votos orgânicos. Por isso, foram desleais e abandonaram Duarte. Desertores.

Credor e devedor
De modo sútil, porém, perceptível aos mais atentos, Duarte deixou transparecer como anda seu sentimento em relação à Brandão. No último debate televisivo, o governador e seu governo foram criticados, de modo duro e intenso algumas vezes, sem que o candidato do PSB esboçasse qualquer reação de defesa. E isso já havia ocorrido noutras ocasiões, sendo solenemente ignoradas por Duarte. É verdade que na relação Brandão/Duarte o deputado é devedor ao governador, mas, parece que a cota de gratidão foi exaurida à medida em que um foi abandonado pelo outro à própria sorte na campanha.

Compra de voto
Em 21 de julho de 2024 o Colunaço avisou: as consultas oftalmológicas realizadas com emendas parlamentares de Duarte Jr. estavam sendo usadas como ferramenta de promoção do candidato a prefeito. O Colunaço avisou: os óculos seriam entregues na semana da eleição para “comprar” o voto do eleitor. Não deu outra. Neste sábado, véspera de eleição, veio à tona a informação de que havia filas no Procon, órgão comando pela advogada Karen Barros – esposa de Duarte -, para recebimento dos óculos. Ação eleitoreira, com viés de captação de sufrágio através de vantagem para o eleitor, só que com uma pelicula de legalidade, mas, sim, compra de voto se enxergada pela luz da legislação eleitoral. Quem recebeu os óculos reclamou da péssima qualidade do produto. Reveja abaixo a postagem do Cappêta:

Corrupção
Um áudio que rola em grupos de zap dá uma ideia de como tem sido a eleição de vereador em São Luís a cada pleito. No arquivo, uma voz masculina informa que o vereador Marquinhos estaria oferecendo R$ 150,00 por voto. De acordo com o áudio, é possível perceber que o homem estaria ainda negociando: “[queria] saber se dá pra você firmar com essa quantia ou [fazer] uma proposta aí”. Comprando cada eleitor a R$ 150,00 seria necessário um montante de R$ 750 mil para obter 5 mil votos. É mais do que o salário de um vereador durante todo o mandato.

Máquina
É hoje o dia. Vamos descobrir como está a saúde de alguns candidatos a vereador bancados com estruturas públicas da Saúde, tanto estadual quanto municipal. As duas secretarias, já usadas no passado, mais uma vez têm candidatos da saúde na disputa pelo voto. O curioso é que sempre falta saúde a estes quando mudam os governos. Não raro, as campanhas são regadas a assédio eleitoral nessas secretarias.

Atos, falas e fatos
O plenário do TJMA virou palco de manifestação dos desembargadores contra uma fala do governador do Maranhão. Carlos Brandão disse em discurso que tem apoio do Tribunal, como se este não fosse outro poder de estado, que deveria ser independente. O teatro contou com a fala de Paulo Velten, paramentado em sua toga como figurino, classificando a fala de Brandão como “incabível”, ao mesmo tempo em que passou pano de leve afirmando não acreditar em ação dolosa de Brandão. Velten é aquele que, em 2022, no período pré-eleitoral, virou governador e cumpriu agenda do Palácio dos Leões com entregas de peixes congelados e cestas básicas em eventos considerados eleitoreiros que serviram para alavancar a candidatura de Brandão.

Caloteiro
A Justiça determinou bloqueio de dinheiro na conta do prefeito a pedido da TV Mirante. Eduardo Braide foi condenado na 1ª Vara Cível por dar calote de mais de 100 mil reais na afiliada da Globo no Maranhão. Foram 9 contratos de publicidade devidamente executados pela emissora, de acordo com o processo, e que deixaram de ser pagos pelo réu. Cobrado reiteradas vezes, Braide ignorou a dívida, que atualmente passa dos R$ 130 mil. Apesar desse montante, ao cumprir a ordem de bloqueio somente pouco mais de 11 mil foram realmente bloqueados na conta no dia 05 de setembro.

Fãs ou haters
O Colunaço tem questionado o apoio da classe política ao candidato a prefeito Duarte Jr., que só funciona em foto e no gogó. O Clã Brandão reagiu e promoveu um rega-bofe no Palácio para reforçar apoio a Duarte, com as presenças de políticos que nunca foram vistos efetivamente na campanha do deputado. O evento é mais um equívoco. É hora de candidato na rua, etapa de articulação e festas com políticos ficou pra trás. Enquanto Duarte e seus “apoiadores” se esbaldavam em canapés e bebidas caras no Palácio, Braide almoçava na calçada de um bairro qualquer e Wellington comia um prato de feira.
Assertô miserávi
Justo nos últimos 10 dias de campanha, finalmente começaram a aparecer as melhores peças publicitárias de Duarte Jr., com o contraponto necessário à gestão Braide. A imagem de bom gestor do prefeito é frágil, no entanto, mais frágil ainda foi a forma como decidiram enfrentar isso na campanha de Duarte. Deixaram de lado o racional, afunilaram a visão e erraram ao não desconstruir a gestão do prefeito com os argumentos certos. Acabaram blindando o prefeito, que virou “vítima de ataques”, “vítima da polícia de Brandão”, e como o povo latino adora uma “vítima”, ficou do lado do “agredido”. Braide não deveria ter sido “atacado”, os problemas da gestão, sim. Bairro a bairro como resolveram fazer somente agora. Tarde, viu?

Eu avisei
É chato querer ter razão o tempo todo, né? Então, bora ser chato. A uma semana da eleição, o cenário permanece inalterado. Pesquisa eleitoral aponta que Braide pode ganhar no primeiro turno e presença de Lula e Bolsonaro nem fede nem cheira. O Colunaço avisou. Duarte, com o apoio do presidente, não cresceu nada, nem 1 ponto percentual de uma pesquisa pra outra; Yglesio, com toda zoada de Bolsonaro em São Luís, não saiu dos 2%. O Colunaço avisou. A não ser que haja algo extremante incomum, fora do normal, o cenário vai se manter até domingo que vem. É esperar o carrasco soltar a corda, a guilhotina descer e as cabeças rolarem. Nem que Braide perdesse 1 ponto percentual por dia até domingo, a eleição iria para o 2º turno.
Pedra
Tem um debate no meio do caminho; no meio do caminho tem um debate. O Colunaço não acredita que o único debate com a participação de Braide, último antes da votação, seja capaz de alterar o cenário de forma negativa para o prefeito. Malandro, Eduardo Braide deixou de ir em todos os debates, mas, certamente, analisou o comportamento de todos os candidatos e se preparou para eles. No entanto, nenhum deles sabe como poderá ser o comportamento de Braide. A vantagem é dele.
Um e outro
O deputado Fernando Braide é facilmente confundido com seu irmão prefeito em suas andanças pela capital. Tanto Fernando quando Eduardo podem tirar proveito disso. Agora mesmo, há dezenas de ônibus circulando pela cidade com publicidade institucional de Fernando Braide deputado. De algum modo, isso beneficia indiretamente Eduardo candidato a reeleição de prefeito. Fernando também mantém rotina de campanha municipal ao lado de vários candidatos a vereador, marcando presença com mais de um Braide nas comunidades. Ao mesmo tempo, Fernando pavimenta estrada para a eleição de deputado federal em 2026, quando também deve se valer da imagem do irmão, desde já, para obter êxito eleitoral.

Rapidinhas
Começa a circular nos bastidores a informação de que o Governo do Estado através da SES vai licitar a Gestão do Hospital da Ilha para uma OSCIP. Única forma de destituir a Diretora “conja” de um assessor fiel, e, de quebra, tirar a cooperativa de médicos pertencente a um certo candidato nas eleições de São Luís.
Por que o candidato a prefeito Yglésio ataca Duarte jr., metralha todo mundo de comunista e esquerdista e poupa o governador Brandão? O partido é o mesmo, o PSB; Duarte é o candidato de Brandão; aliás, o mandato de Yglésio foi conquistado no PSB. Pelo jeito, a coragem de “enfrentar o sistema” tem limite.
Quem é o ministro de Lula visto na sala de embarque do aeroporto de Imperatriz, sentado sozinho, assistindo vídeo no celular, mas, quando alguém sentou ao seu lado ele levantou e foi procurar outro local? Aversão a pobre. Deus me livre.
Por acaso a cidade de Imperatriz ficou sem prefeito nos últimos anos? A cidade tá acabada. Ruas mal iluminadas, avenidas cheias de remendo, asfalto craquelado, meios-fios quebrados, lixo espalhado nas sarjetas, mato alto. Que horror.
Só um doido para não reconhecer o quanto São Luís mudou muito nos últimos 12 anos. Ainda pecando em problemas básicos como transporte, saúde e educação, ao menos a capital tem uma aparência melhor, com mudanças nas avenidas, na iluminação, novas praças etc.
Zé Rico
Sabe aquele vereador que aumentou em 20 vezes o patrimônio declarado à Justiça Eleitoral este ano? O mesmo que comprou uma fazenda no Litoral Ocidental e declarou como se fosse um terreninho merreca. Sabe o que ele não declarou? Outra propriedade adquirida de um colega vereador às margens da BR 402. De porteira fechada, o imóvel foi negociado numa cifra de R$ 3 milhões, e já está passando por obras que incluem um novíssimo posto de combustível. Só nesse negócio, o montante envolvido já é 30 vezes maior do que o patrimônio que o vereador declarou em 2020.
E Milionário
O político também adquiriu duas pousadas na cidade de Morros, em uma negociação que girou em torno de R$ 4 milhões. Essas também não declaradas à Justiça Eleitoral. Somadas, as novas aquisições foram negociadas por aproximadamente o equivalente aos salários de 40 anos como vereador. Ou seja, precisaria ser vereador por 10 mandatos sem gastar um tostão nem com passagem de ônibus. Pra ver como são coisas. Em um mandato o homem disparou, disparou, disparou.
Loucura
Exceto a bolha de seguidores de Dr. Yglésio, ninguém mais consegue aplaudir o papel vexatório que o candidato a prefeito escolheu fazer nesta campanha. Apelidado de “Marçal da Shopee”, o deputado tenta imitar o candidato a prefeito de São Paulo até na roupa que compareceu ao debate. Sem nenhum contexto, ao embater com o candidato Saulo Arcangeli (PSTU), Yglésio imitou o gesto de “cheirador” que Marçal faz para insinuar que Boulos usa cocaína.

Loucura, loucura
Yglésio achou que fosse sambar em cima dos adversários no debate, mas, encontrou páreo duro em Franklin Douglas do Psol, um Wellington do Curso (NOVO) mais preparado, um Duarte (PSB) sereno, e não conseguiu ser o protagonista da noite, a não ser como destaque negativo na avaliação de observadores da cena política.

Loucura, loucura, loucura
Repetindo o comportamento arrogante e prepotente de Pablo Marçal, Yglésio desceu às profundezas e jogou na cara de Wellington uma dívida pessoal antiga já sanada, além de divulgar o que seria o score de crédito do adversário, coisas que não guardam nenhuma relação com a disputa. No entanto, quando foi confrontado com a informação de que um Instituto em nome de sua mãe tem negócios com o governo, Yglesio reagiu como se isso fosse um ataque à sua família. Note: contra Wellington ele usa uma informação pessoal que não guarda relação com a coisa pública; quando Welignton coloca uma informação, que, sendo verdadeira, guarda relação com a coisa pública não importando de quem seja familiar, Yglésio solta a carta de ofensa à família. Puro mimimi vitimista.
Bonzão
Yglesio sempre destaca que é o bonzão em tudo que faz. Ninguém mais presta, somente ele. Esquece, entretanto, que há valores maiores do que ser o bonzão em tudo. Amizade, respeito, lealdade, jogar limpo. Como pode um “amigo” de Yglésio confiar-lhe segredos e confidências sabendo que isso será usado sem pudor pelo Dr. se lhe servir para alcançar um objetivo, por mais simplório que seja? No debate, antes de “bater” em Fábio Câmara primeiro falou que gostava dele. Putz. Agora, por exemplo, Yglésio passou a mirar em Wellington, seu colega de parlamento, talvez um amigo da política, porque quer ficar na frente dele na pesquisa e terminar a eleição em terceiro lugar, nem que seja por míseros centésimos de pontos percentuais. Só pra dizer “sou melhor que tu”? É preciso um amigo pra dizer: “Yglésio, para. Tá feio”. Mas ele é bonzão demais pra dar ouvidos.

Refugo
Apelando para a imagem de Bolsonaro, Yglésio espera conquistar os votos de eleitores de Direita. Mas estes estão, na verdade, com Braide. Os bolsominions que votam em Yglésio são aqueles refugos que restam na peneira, o pré-sal do bolsonarismo estólido, estroso, néscio, espurco, que se alimenta apenas de xingamentos, lacradas, baixaria, desrespeito, e acham isso um arraso vindos de qualquer histriônico que os trata como alimária usando engramas com gatilhos psicológicos. Seguidores de Bolsonaro com o mínimo de senso crítico já avisaram que “estão com o Capitão, mas, não votam em Yglesio”. Aliás, no debate, Yglesio foi exposto como candidato que se diz de Direita, mas mantém cargos no governo “comuno-socialista” de Brandão.

Tá certo
O prefeito de São Luís não tem comparecido a debates e tem faltado a algumas entrevistas e sabatinas. Liderando a corrida eleitoral, Braide optou por evitar desgastes considerados desnecessários, como ter de enfrentar debates insossos e cheios de baixaria e ataques. Como seria alvo fácil, do ponto de vista eleitoral a estratégia dele está correta. E qualquer um que atira pedras e chama o prefeito de “fujão”, faria o mesmo estando na condição de vantagem eleitoral.

Tá errado
O prefeito de São Luís não tem comparecido a debates e tem faltado a algumas entrevistas e sabatinas. Sem cumprir mais de 50% das promessas de campanha, Braide optou por não dar satisfação ao eleitor. Do ponto de vista político e democrático, a atitude está errada. E qualquer um que aponte isso como um desrespeito ao eleitor, está coberto de razão. É um dever de todos cobra-lo para discutir seu mandato atual e o que pretende fazer em um novo mandato, já que não deu conta de realizar o que prometera.

Enfadonho
Não tem discurso mais chato de ouvir do que do candidato do PDT disputando a prefeitura da capital. Fábio Câmara usa linguagem obsoleta, termos anacrônicos e não consegue gerar nenhuma empatia com o eleitor. Frases feitas retiradas de um manual de oratória dos anos 70 fazem Câmara falar como se estivéssemos ouvindo um discurso de um velho político sisudo tentando gerar empatia com o eleitor através de falas no rádio AM.

Rapidinhas
* Ex-governador do Maranhão, atual ministro do STF, Flávio Dino torrou R$ 3,2 milhões de dinheiro público voando nos jatinhos da FAB. Esse é tipo de coisa que antes de ser vidraça Dino tacava pedra nos outros.
* O governador Carlos Brandão usou o X Twitter ilegalmente mesmo com o aplicativo suspenso pelo STF. Isso só é possível burlando o acesso através de VPN. O desvio de conduta está sujeito à multa e investigação pela PF. Duvido acontecer com o governador.
* Vereadores que ainda se movem para fazer ações em prol da candidatura de Duarte Jr. não podem reclamar miséria. Todo mundo tá recebendo, e muito bem, pra fazer essa zoada.
* Boatos de que a tal classe política que estaria na campanha de Duarte Jr. não está apenas fazendo corpo mole, mas, agindo estrategicamente pensando na vistoria de Eduardo Braide. Uma tremenda sacanagem com o candidato do PSB. Covardia.
* Tem candidato a vereador no PSB que foi enganado pra disputar a eleição pelo partido. Chegou a assumir cadeira na Câmara e foi escorraçado em tempo recorde pra ainda virar bucha de canhão. O sistema é bruto mesmo.
* A TV Difusora inaugurou um formato de debate novo pras bandas de cá, com tempo de fala controlado pelos próprios candidatos e a participação direta de eleitores fazendo perguntas dentro do estúdio. A escolha foi um sucesso.
* A Prefeitura de São Luís tá relaxando mesmo os Ecopontos da cidade. Tá cada vez mais difícil descartar resíduos porque as “caixas” só vivem cheias. Falta logística, falta atenção. Ecopontos abandonados