Analisando a distribuição do fundo partidário feita pelo PSC, é possível verificar que as candidaturas femininas receberam, em geral, R$ 10 mil. Proporcionalmente, o valor supera o que é indicado pela lei, que exige a distribuição mínima de 30% do recurso do partido para as mulheres.
Já as candidaturas masculinas do PSC, em sua maioria, receberam R$ 5 mil e, alguns deles, inclusive, preferiram não utilizar fundo partidário, possibilitando que o valor fosse redistribuído entre as mulheres do partido, como foi o caso do deputado Fernando Braide, conforme apresentado pelo parlamentar na tribuna da Assembleia Legislativa.
As únicas exceções ocorreram com duas candidatas que deixaram de receber o mesmo valor das demais concorrentes por um equívoco do partido.
Esse é um dado importante, que não pode ser ignorado dentro do processo em que a Justiça analisa possível fraude à cota de gênero supostamente cometida pelo PSC em 2022, e que poderia resultar na anulação de votos do partido que, consequentemente, tiraria os mandados de deputados eleitos pela legenda, notadamente Wellington do Curso e Fernando Braide.
Ora, se há uma alegada fraude com candidaturas femininas que serviriam apenas para cumprir a cota exigida por Lei, por que essas candidaturas receberam recursos do partido? Por que, então receberam até mais recursos do que outras candidaturas? Veja a tabela. Não faz muito sentido.

E ainda que tenha havido alguma artimanha do PSC nesse sentido, a responsabilidade não deveria ser colocada sobre os ombros dos candidatos que concorreram, tenham sido eleitos ou não. Qualquer punição deveria se restringir ao partido, não a quem recebeu votos e foi eleito.
Tapete
Ex-prefeito da cidade de São Pedro dos Crentes, e segundo colocado nas eleições de governador do Maranhão de 2022, Lahésio Bonfim deve enfrentar uma dura batalha judicial para ser candidato nas eleições de 2026. Com potencial de desbancar o atual grupo dominante, Lahésio mete tanto medo que já preparam um duro golpe via judicial para nem deixá-lo ir para urnas. O plano é usar o judiciário, influenciado politicamente desde as comarcas do interior do Maranhão, passando pelo TJ, até as mais altas instâncias em Brasília, para deixar Lahésio inelegível. O ex-prefeito vai tentar se defender, mas, o resultado já está arquitetado. E quanto mais alta a instância, mas difícil para Lahésio. A balança da Justiça tá pensa para a Política.

Tapetinho
O PSB quer tomar o mandato do Dr. Yglésio na Justiça alegando infidelidade partidária. O PSB é o partido que, sob comando de Flávio Dino, perseguiu Yglésio durante a campanha de 2022, dificultado ao máximo a eleição do Dr. O PSB é o partido que continuou perseguindo Yglésio sabendo que o Dr. poderia ser uma pedra no sapato na eleição de 2024 contra o candidato socialista em São Luís. A questão é: como ser fiel a quem quer te ver pelas costas pra te dar uma facada? O erro de Yglésio foi acreditar que, ao assumir o comando do PSB no Maranhão, o governador Carlos Brandão, de quem o Dr. é aliado, pudesse agir para frear a sanha persecutória da legenda. Ledo engano. Yglésio não deve fidelidade ao PSB, e precisa convencer a Justiça disso. O duro é ter de lidar com uma Justiça aparelhada pela Política, cujo partido que requer o mandato do Dr. tem o que foi seu maior nome no Maranhão ocupando um dos tronos do Olimpo da Justiça brasileira. É osso, hein, Dr.?

Tapetão
Mais um que sofre o peso descompensado na balança da Justiça é o deputado estadual Fernando Braide (PSD), eleito pelo PSC, cujo mandato corre sério risco sob alegação de fraude à cota de gênero cometida pelo partido em 2022. A alegação carece de provas que até o momento não foram, de fato e objetivamente, apresentadas no processo. No mais completo absurdo teratológico, inverte-se o ônus, cabendo ao deputado e ao partido provarem que não houve fraude. Ora, quem acusa que procure provar de forma irrefutável que houve fraude. Ademais, considerando que seja verdade a assertiva de que houve algum tipo de fraude, cabe questionar: por que um candidato, eleito ou não, teria que ser penalizado por um erro cometido pelo partido?

Nota do Cappêta
Interessante notar que em todos os casos onde, atualmente, políticos têm seus mandatos questionados ou correm o risco de inelegibilidade no Maranhão e no Brasil, são exatamente aqueles que não fazem parte do grupo político dominante. A Justiça no Brasil parece ter partido, parece ter lado. E ai de quem ousa peitar esse lado.

Tá dentro
Nos acréscimos do segundo tempo, o Dr. Yglesio Moisés conseguiu sua tábua de salvação para concorrer a prefeito de São Luís nas eleições de 2024. Convertido ao Bolsonarismo na esperança de ocupar um espaço que acredita este vazio na política da Capital, Yglésio anunciou que “agora é PRTB”. Em janeiro, o Dr. já havia feito uma filiação relâmpago à mesma legenda. O pezinho dentro do PRTB por apenas 24h pode ser fator complicador no processo em que o PSB quer tomar o mandato de Yglésio. Mas isso é outro assunto. O importante agora é que o Dr. conseguiu abrigo partidário para 2024.

Arapuca
Um grupo de pré-candidatos a vereador que se organizou bem cedo para concorrer nas eleições deste ano por um partido pequeno e sem tubarão no tanque caiu “de mão beijada” no colo do deputado federal Cléber Verde e vai possibilitar a eleição do filho de Verde, o Verdinho, como vereador. Num movimento surpreendente – ou nem tanto -, o MDB, que quase faria parte da campanha de Duarte Jr., fechou acordo com o prefeito de São Luís. Com a debandada de pré-candidatos a vereador, verde ficaria no mato sem cachorro, sem buchas pra eleger Verdinho vereador. Agora, tá tudo bem. E no acordo com Braide, a ideia é priorizar Verdinho e também uma indicada do deputado Hildo Rocha na nominata de vereadores do MDB. Tem pré-candidato no partido que jura de pé junto que não, mas a batata dele tá Assando.

“Ó” posição
Cada vez fica mais claro que o governador Carlos Brandão vai ter de lidar com um grupo opositor na Assembleia Legislativa. Apesar dos “panos quentes” na situação envolvendo a votação de homenagem ao MST, Fetaema e Contag. Incialmente rejeitada pela Casa, os deputados ligados ao grupo do ex-governador Flávio Dino fizeram barulho e conseguiram reverter: proposta foi aprovada pela Assembleia. Noutros tempos, algo desse tipo teria passado batido, com todo mundo batendo continência para os Leões. Não adianta dizer “não sou oposição” se a posição exposta é de “ó”, “ó” posição. Nada mais saudável para a Democracia do que a presença de vozes dissonantes ao governo. Já não era sem tempo que isso ocorresse no Maranhão.
Libera geral
E o deputado estadual Othelino Neto (PC do B) botou a boca no trombone e que a convocação do coronel PM Renato Abrantes Campos, comandante do Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual (BPRV), para dar explicações sobre a liberação de motos apreendidas na cidade de Araioses pela pré-candidata a vereadora Elisa Machado. Em um vídeo, ela aparece dizendo que ligou para o governador Carlos Brandão, que autorizou o “libera geral”. Sob gritos de “já ganhou”, a “futura” vereadora ligou um monte de motos de serem multadas e tiradas de circulação por irregularidades. Othelino Neto protocolou também ofícios, encaminhados ao coronel PM Renato Abrantes Campos e ao diretor do Detran, Diego Rolim, solicitando uma série de informações sobre a blitz, realizada em Araioses no último dia 28 de março.

Tira casaco…
O vice-governador Felipe Camarão retirou apoio à candidatura de Fred Campos em Paço do Lumiar assim que o empresário recebeu apoio do Republicanos de Aluísio Mendes sob o argumento de coerência. Camarão é do PT e joga Aluísio na vala do bolsonarismo. O vice-governador avisa que “é preciso ter lado”. Logo, para manter a coerência evocada, ficou difícil aceitar, como coordenador de campanha de Duarte Jr., a presença do PL, partido de Bolsonaro, no rol de partidos coligados ao candidato dos Leões.
…Bota casaco
Só que o próprio Duarte Jr. quer e precisa do PL de Bolsonaro, e, agora, convenientemente declara que esse negócio de “polarização não faz o menor sentido”. Agora não faz. Então, sabendo que vai ter que engolir o PL de Bolsonaro no palanque de Duarte, Camarão já voltou atrás em Paço de Lumiar e fez saber a todos que agiu para que o PT de Lula esteja no palanque de Fred Campos. De modo que, tanto Fred quanto Duarte terão partidos bolsonaristas e apoiadores bolsonaristas na campanha. Um lado e outro lado tudo do mesmo lado. Porque é o jeito, né? A política real não aguenta desaforo de ideologia. Não existe p*ta virgem nesse cabaré chamado eleição. “Na política não há amigos, apenas conspiradores que se juntam”.
Parabéns
Sabe aquele Empresa Hospitalar que faz Aniversário no próximo dia 18? Quem também espera ano a ano o aniversário são seus empregados.
Não pra comemorar, mas pra esperançar. Funcionários aprovados em Edital Público que recebem o mesmo salário desde 2017 esperam em todo aniversário de contratação que haja o anúncio de reajuste dos salários. Em vão. A empresa precisa aprender a gastar menos com mídia e investir no ser Humano! Bora?
Vou de táxi
Como diria um amigo cappeteiro: “tem coisa que só acontece no Maranhão”. E é porque é porque é mesmo. Um acidente registrado na avenida dos Holandeses em São Luís envolveu duas viaturas da Polícia, uma delas descaracterizada. Uma estava a serviço da Polícia Militar, a outra estaria transportando uma “parenta” do governador. Ambas pagas com o dinheiro do contribuinte, uma a serviço do policiamento, a outra a serviço do “politicamento”. E, assim, a viatura caracterizada ficou fora de circulação e a “parenta” teve que arrumar outro táxi da polícia. Vai vendo aí o reboque levando os dois veículos.

O deputado estadual Othelino Neto (PCdoB) está protocolando requerimento, junto à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Maranhão, propondo que a Comissão de Segurança Pública da Casa possa ouvir o coronel PM Renato Abrantes Campos, comandante do Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual (BPRV), sobre o ocorrido, no último dia 28 de março, onde motos, apreendidas em blitz por situação irregular, foram liberadas por suposto tráfico de influência.
O deputado levou a grave questão à tribuna da Assembleia Legislativa, na sessão desta terça-feira (02).
Ele falou sobre a circulação de um vídeo, na internet, em que Elisa Machado, pré-candidata a vereadora, afirma ter livrado dezenas de motos de serem multadas e apreendidas após ter entrado em contato com o secretário de Governo, Marcio Machado, citado como primo, que teria acionado o governador Carlos Brandão.
Othelino Neto protocolou também ofícios, encaminhados ao coronel PM Renato Abrantes Campos e ao diretor do Detran-MA, Diego Rolim, solicitando ainda uma série de informações sobre a blitz, realizada em Araioses no último dia 28 de março. Entre elas, quantas multas, quais as placas dos veículos apreendidos, entre outros questionamentos.
“As providências são para que sejam esclarecidas as questões relacionadas a essa confissão gravada em vídeo e que, supostamente, caracterizaria tráfico de influência, pois, se houve, os responsáveis precisam responder por isso”, disse o deputado por meio de suas redes sociais.
Na tribuna, o deputado usou o pequeno expediente e o expediente final para tratar do episódio e cobrar providências das autoridades competentes. “Eu queria saber de quem partiu aquela ordem? Imagino, que não tenha sido do secretário de Segurança. Imagino que não tenha sido do comandante da Polícia. A senhora que que faz um vídeo festejando uma ilegalidade, ela faz referência ao secretário de Governo, que eu também custo crer que ele tenha feito aquilo, mas alguém deu aquela ordem”, comentou Othelino Neto.
Othelino comparou o episódio com as sátiras mostradas na novela global “O Bem Amado” e considerou absurdas as cenas em que a senhora alardeia a ilegalidade com empolgação e recebe aplausos. “Não dá para dizer que não aconteceu, porque as imagens são claras. Meus amigos, aquilo lembra uma novela antiga: O Bem-Amado. Parece uma coisa do personagem Odorico Paraguaçu. Sabe? É um negócio sui generis. É uma coisa impressionante, porque, para a gente não ficar tão indignado, às vezes, é preciso lembrar desses episódios engraçados que, aliás, estão começando a se tornar corriqueiros, no Maranhão”, disse Othelino Neto em pronunciamento.
Luz e sombra
Há algum tempo, olhares mais atentos conseguiram perceber um movimento que traduz o nascimento de uma frente de oposição ao governo Brandão no Maranhão. Especialmente envolvendo figuras do que restou do governo Dino, o grupo se encontra e se organiza nas sombras enquanto na luz nega de pés juntos que estaria fazendo oposição. É um jogo de gente muito sabida, tanto de um lado quanto de outro. O governador Brandão finge que não vê; o grupo neo-opositor finge que não é visto. Assim, seguirão enquanto for conveniente para ambos. Não é possível, entretanto, permanecer nas sombras o tempo todo, em algum momento a noite acaba e o dia apresentará o brilho do sol que trará claridade. Até as eleições deste ano, tudo vai se tornando mais claro; em seguida, tudo se mostra como de fato já é. Fique atendo aos sinais.

Maré alta
Pontos para a senadora Ana Paula Lobato (PSB), que bradou no senado em defesa do usuário do transporte aquaviário que serve a Baixada Maranhense. A senadora, eleita como suplente de Flávio Dino, e esposa do deputado Othelino Neto (PC do B), é oriunda da cidade de Pinheiro e, portanto, usuária dos ferryboats que fazem a travessia da baía de São Marcos. Conhecedora da precariedade do serviço, Ana Paula cobrou um posicionamento efetivo do Governo Brandão: “Falta de respeito! Não podemos mais tolerar as falhas e os problemas mecânicos recorrentes dos ferryboats, que têm deixado os passageiros cada vez mais desconfortáveis e inseguros na travessia. Estamos atentos e aguardamos um posicionamento efetivo do Governo do Maranhão sobre o ocorrido”. É comum o registro de intercorrências no serviço de ferrys, como o encalhamento de uma embarcação no final de semana passado, que motivou o discurso da senadora.

Oitava acima
Alguns deputados estão subindo o tom com o governo Brandão. Não passaram despercebidas as falas dos deputados Carlos Lula (PSB) e Rodrigo Lago (PC do B) cobrando coerência do governo. Antes, Lula já havia se colocado fora de sintonia com Carlos Brandão ao lançar candidatura a conselheiro do TCE para se contrapor ao indicado do governador. Também chama atenção algumas falas do deputado Othelino Neto (PC do B), com corajosas críticas pontuais ao governo, como na entrevista à TV Difusora, onde disse que a Saúde do estado piorou sob o governo Brandão.

Do contra
O deputado estadual Othelino Neto (PC do B) votou contra a proposta do governo Brandão de contrair um empréstimo de quase 2 bilhões de reais. Othelino apresentou justificativas para se opor ao pedido que vai deixar o Maranhão ainda mais endividado. O deputado lembrou que o estado já nem paga os empréstimos feitos em governos anteriores e que, segundo o Tesouro Nacional, sequer há Espaço Fiscal para assumir um novo compromisso financeiro dessa magnitude. Além disso, o Projeto de Lei do empréstimo não teve tempo para discussão e análise na Assembleia, colocado em votação de forma apressada. Além de Othelino, apenas Wellington do Curso e Fernando Braide votaram contra o empréstimo. Os 3 deputados foram atropelados pelo governo.

Falando nisso…
O pedido de empréstimo por parte do Governo do Maranhão junto ao Banco do Brasil só não foi votado mais rapidamente porque o deputado Fernando Braide (PSC) pediu vistas. Tramitando já em regime de urgência, o projeto começou a ser apreciado em sessão extraordinária logo após finalizada a sessão regular na Assembleia. Na análise da CCJ, Fernando destoou dos colegas que já haviam aprovado e se manifestou contra a tramitação em urgência por querer debater mais a solicitação e ter mais detalhes do pedido. O deputado apenas conseguiu adiar o inevitável. Ganhou 24h com o pedido de vistas antes de o projeto ser votado e aprovado com o rolo compressor do governo na Assembleia.

O poder do dinheiro
Em pleno ano eleitoral, alguém é mesmo tolo o suficiente para acreditar na justificativa do governo Brandão para a obtenção de um empréstimo de quase 2 bilhões de reais? Após Flávio Dino e Brandão praticamente quebrarem o estado para vencer as eleições de 2022, governo diz agora que “o empréstimo será instrumental para alcançar os objetivos de promover a manutenção do equilíbrio fiscal, assegurar transparência e controle social, bem como reforçar o equilíbrio das contas públicas”. Balela. O objetivo real mesmo todo mundo pode supor: o dinheiro será usado, na prática, e envernizado por artifícios legais, para irrigar candidaturas governistas, na Capital e no interior, com ações eleitoreiras disfarçadas de ações sociais ou de infraestrutura. Não dá pra esquecer do festival de cestas básicas e peixes, até estragados, distribuídos em 2022 e que depois ninguém mais viu; dezenas de restaurantes populares sendo abertos antes da eleição e fechados depois; carradas de asfalto despejadas em estradas novas ou ruas velhas interior a dentro a toque de caixa. Não dá pra fazer nada disso sem dinheiro. Não precisa ser nenhum Einstein para imaginar que isso vai se repetir, deste ou de outro modo nas eleições deste ano. Com um estado quebrado, aumento de taxas e impostos para fermentar a arrecadação, e dinheiro suficiente apenas para pagar salários de parentes empregados no governo, só mesmo um empréstimo dessa magnitude para dar conta de outras ações que permitam a manutenção e ampliação de poder da família Brandão na política do Maranhão, através de ações legitimadas por arcabouços legais, como é o próprio endividamento do estado autorizado pelos deputados, em sua maioria esmagadora submi$$os aos Leões. Depois não venham dizer que o Maranhão está falido.

Corda bamba
Injustiçado. Assim disse se sentir o deputado estadual Fernando Braide (PSD) diante do julgamento que envolve o partido pelo qual foi eleito, o PSC, por suposta fraude à cota de gênero nas eleições de 2022. O julgamento, que foi suspenso após pedido de vistas do juiz eleitoral Tarcísio Araújo, pode resultar na anulação de votos dados aos candidatos do PSC em 22, o que resultaria na perda de mandato para Fernando e Wellington do Curso (agora no NOVO), eleitos pela sigla. A retomada do julgamento foi marcada para o dia 9 de abril. Quem também enfrentou processo parecido foi o partido União Brasil, com o deputado Neto Evangelista correndo o risco, mas, tendo julgamento favorável à manutenção de seu mandato.
Política e Justiça
Chama atenção algumas ações e decisões da Justiça – e o momento em que elas acontecem – que causam impacto na política do Maranhão. Como aquela em que o ministro do STF, Flávio Dino, interferiu, de algum modo, no processo de escolha do advogado do governador Brandão para o TCE; ou como a do Juiz Douglas de Melo Martins, titular da Vara de Interesses Difusos e Coletivos – nomeado também como presidente do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP) por Flávio Dino quando ministro da Justiça -, que “declarou nulas todas as nomeações de marido, esposa ou parente de autoridade ou de servidor para cargo de direção, chefia ou assessoramento, em comissão e função gratificada, inclusive para cargos de natureza política, na administração pública do Estado do Maranhão”, a partir de uma ação pública, pasmem, de 2006. Só agora, gente. Tal decisão pode ter impacto sobre os parentes do governador Brandão nomeados por ele, inclusive seu sobrinho Daniel Brandão para o TCE? O fato é que, logicamente fundamentadas em Lei, tais decisões acabam servindo a interesses em disputas políticas de grupos ou indivíduos. O Colunaço, por exemplo, tem ouvido muito nos últimos dias sobre possíveis decisões futuras no Judiciário com o poder de causar impactos na política do Maranhão. Movimentos que seriam desencadeados, segundo as fontes, a partir da influência de um alto membro do Judiciário que deveria ter deixado a política.

Nem um nem outro
O eleitor de São Luís precisa ter opções para além de Duarte Jr. ou Eduardo Braide em 2024. Há uma grande parcela do eleitorado que não os suporta, e, se não houver pelo menos uma opção além dessa dualidade imposta pela visão míope da política, esse eleitor prefere anular o voto. Nada mais democrático do que o que aconteceu em 2020, quando uma dezena de candidatos se colocou à disposição do eleitor ludovicense. Por isso, seria importante e necessário ter na eleição deste ano Neto Evangelista (União), Welington do Curso (Novo), Dr. Yglesio (PSB) etc. Ao agir para excluir concorrentes da disputa para tentar tornar o pleito uma polarização entre Braide e Duarte, o grupo político em torno do governador Carlos Brandão age contra princípios da Democracia. “Quanto mais polarizada é uma sociedade, mais burra, autoritária e antidemocrática ela é”.

Falando nisso…
Neto Evangelista não será candidato a prefeito de São Luís em 2024. O Colunaço deseja muito estar errado ao fazer essa afirmação, mas lamenta não estar. A manifestação do deputado Juscelino Filho (União) defendendo a candidatura de Neto e a manifestação do próprio Neto dizendo que continua pré-candidato parece ser jogo de cena, talvez algum movimento para barganhar espaços no governo ou valorizar o passe. Mas, não precisa ser gênio pra entender que, dentro do contexto atual, a probabilidade de o União Brasil ter um candidato a prefeito em São Luís é zero. De Neto ser candidato, também. O União ocupa espaços no governo e tem Pedro Lucas no comando; Pedro Lucas vai fazer o que Brandão quiser; Neto é líder do governo Brandão na Assembleia e não vai peitar Brandão. Só as razões mais simples aqui. Ah, mas e se o governador quiser? Aí, a coisa muda de figura. Mas, por enquanto, não quer, não faz questão, e nem acha que precisa de outro candidato com base no governo para fazer sombra a Duarte.

Nada artificial
O advogado Constitucionalista Ted Anderson, também especialista em Direito Eleitoral, resolveu lançar uma plataforma baseada em Inteligência Artificial com conteúdo sobre o tema. O profissional, junto com uma equipe multifacetada, passou os últimos meses alimentando a plataforma e treinando a IA para oferecer conteúdo voltado para candidatos e suas equipes. A Ted IA é uma iniciativa inédita no Brasil.

Fake e fato


Língua nos dentes
Rapá! E num município da Grande ilha, um vereador que pulou do barco de uma candidatura para apoiar outra candidatura majoritária andou falando em “reservado” a verdadeira motivação de ter virado a folha. Depois de posar em foto com um endinheirado pré-candidato a prefeito, o político revelou quanto custou seu passe pra mudar de time. E mais ainda, disse que os campos estão férteis e que até a eleição o técnico tem muito Real, qualidade e tecnologia para aquisição de novos jogadores. Passo a passo, o empresário quer ganhar espaço no gramado pra vencer a partida. Yabba-dabba-doo.

No rumo
O Colunaço de domingo passado revelou que o deputado estadual Dr. Yglésio poderia encontrar na família Bolsonaro a solução para ter um partido e disputar a eleição de prefeito da capital maranhense. E exatamente o que fez o Dr.? Bateu asas e foi a Brasília onde manteve encontros com a ex-Primeira-dama, Michelle; com o senador Flávio Bolsonaro e com o próprio “Capitão”. Ainda “preso” ao PSB, Yglésio legendou a foto com Bolsonaro dizendo que a pauta foi “eleições de São Luís 2024”.

In-coerência ou out-coerência
Yglésio é aliado do governador Brandão; Brandão foi eleito numa composição política de esquerda, inclusive com a presença de Lula (PT) em seu palanque; Yglésio, que já foi petista, se auto intitula agora como o “terror da esquerda maranhense”; Brandão comanda o PSB, um partido de esquerda, mas tem em sua base – e ocupando espaços no governo – muitos políticos bolsonaristas e de Direita. Mas Lula, em âmbito nacional, também tem. Nesta semana, Brandão foi cobrado pelos deputados Carlos Lula (PSB) e Rodrigo Lago (PC do B) a ter mais coerência; enquanto o líder do governo, Neto Evangelista (União), elogiava “a coerência” da colega Mical Damasceno, filiada ao PSD, partido de Eduardo Braide, que vai disputar a reeleição de prefeito de São Luís contra Duarte Jr., aliado do governador e filiado ao PSB. Mical é bolsonarista, e, ainda assim, aliada do governo “de esquerda” de Brandão, agraciada com vários cargos no governo, mas andou detonando o vice-governador, Felipe Camarão, que é do PT; Felipe, por sua vez, trocou farpas com o prefeito de Rosário, Calvet Filho (Republicanos), em face da disputa na cidade que será transformada em PT contra bolsonarista, Esquerda contra Direita. Enquanto isso, em Paço do Lumiar, Camarão defende que o PT fique contra a prefeita Paula Azevedo, que é do PC do B, partido federado com o PT, e apoie o empresário Fred Campos que filiou-se ao PSB por conveniência para disputar a prefeitura. Conseguiu entender o balaio? E você ai, otário, brigando por político e arranjando inimizade por causa de ideologia política.

Falando nisso…
Cadê os políticos maranhenses defensores dos trabalhadores? Por que não se ouve uma crítica ao voto do ministro Flávio Dino contra os trabalhadores, quando o STF entendeu que os aposentados não podem mais contar com suas contribuições feitas antes de 1994 para o cálculo de sua aposentadoria? Entre os 7 votos da Suprema Corte que derrubaram “revisão da vida toda” estão os votos de Zanin, o ex-advogado do Lula, e de Flávio Dino. Chupa que é de uva.

Vaga de fusca pra carreta
Para a disputa do Senado em 2026 tem um monte de nome ouriçado no Maranhão. É comum ainda ouvir comentários dando como certas as ausências de Eliziane Gama e Weverton Rocha na disputa. Especula-se que, diante da troca de poder de mãos no Maranhão, os atuais senadores não teriam chance na disputa e poderiam optar por candidaturas a federal, por exemplo. É, até que pode ser, mas ainda não é. Tudo vai depender. E um dos fatores que jamais pode ser deixado de lado é: o peso de Lula em 2026. Weverton e Eliziane caminham alinhados ao presidente e gozam da confiança dele mais do que os outros nomes que apresentam agora no Maranhão. O Colunaço, por enquanto, vai apenas lembrar que estamos em 2024 e a eleição de Senado é só em 2026. Vai devagar com o andor!

Vaga 01
É dado como certo que uma das vagas da candidatura de senador na chapa encabeçada pelo futuro governador Felipe Camarão será de Carlos Brandão. Diz-se que seria o natural. Então, sobraria a “ vaga 02”, que poderia, nesta análise, ser indicada pelo presidente Lula. E aí, Weverton ou Eliziane? Weverton é vice líder do governo no Senado e sempre manteve proximidade com Lula, no entanto, disputou eleição contra Brandão e Camarão em 2022 e se posiciona como oposição no Maranhão. Por outro lado, Eliziane esteve ao lado de Brandão, Camarão e Lula, tendo sido peça política importante desde a eleição de 2022 até agora para o governo Lula, e se mantém como aliada do governo Brandão. A quem se torna mais fácil fazer parte da chapa Camarão/Brandão em 2026? Atente que esta análise não abrange, por óbvio, as inúmeras possibilidades em jogo.

Tensão
Um clima esquisito tem tomado conta do governo Brandão. Há uma certa tensão no ar em alguns setores da administração estadual, que inclui até afastamento de algumas pessoas que transitavam livremente pelos espaços de poder do governo. Uma figura conhecida por “intermediar” assuntos diretamente com o chefe maior não mais foi visto e teria, segundo informações, até se mudado do Maranhão. Muita gente mudando de número de telefone e algumas fofocas correndo à boca miúda de possível vigilância da Polícia Federal em cima de alguns figurões do governo. Será? Fato é que a fumaça já pode ser vista. Se tem fogo é outra história.
Me erra
Escuta essa. Um secretário estadual foi procurado por uma empresa que tenta receber dinheiro de serviços prestados ao governo desde a época de Flávio Dino. Sem dar muita bandeira, o secretário apareceu no palanque de um evento do governo e chamou o governador de lado para um lero no pé do ouvido. Na intenção de pular uma “burocracia” que era comum no governo de Edson Lobão, pediu que Brandão pudesse intervir para agilizar a liberação do dinheiro. Tal qual uma faca Tramontina, o corte veio rápido: “isso não é comigo, não. Esse negócio de pagamento é com fulano”, respondeu Brandão. É, vai ter que passar pela “burocracia” mesmo se quiser receber.
Mensagem do dia

Money que é Good
Barnabés contam os dias e as horas para que o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, faça o anúncio da data de pagamento dos salários, o anúncio das promoções e o envio para Câmara Municipal do PL de reajuste salarial anual dos servidores. A data limite é 04 de abril.
Pra finalizar
Alunos que cursam o nono período de Direito da FACAM reclamam que até agora não sabem como nem onde vão fazer o estágio obrigatório. Segundo contam, a Faculdade não tem escritório escola e nem empresas parceiras. O ano letivo começou em fevereiro e até agora os futuros advogados não sabem sobre o estágio e temem ter que se virar sozinhos para conseguir uma vaga de 150h, sem as quais não conseguirão concluir o curso.
É o novo!
O deputado estadual Wellington do Curso ganhou abrigo partidário para disputar a eleição de prefeito na capital em 2024, 8 anos após sair das urnas com mais de 100 mil votos em 2016. Naquele ano, Wellington era o novo. Será que do Curso é capaz de repetir o feito eleitoral em 2024 ja não tão novo, mas sob as asas do partido Novo? Como será daqui em diante o comportamento em relação a Eduardo Braide, a quem Wellington apoiou e votou em 2020? Será capaz de desequilibrar o pleito?

Enquanto isso…
O deputado Dr. Yglésio vive situação mais complicada. Desejoso por disputar de novo a Prefeitura da Capital, o Dr., ainda em “litígio” com o PSB, também andou paquerando o Novo. Convertido ao bolsonarismo, Yglésio ainda pode sonhar com algum movimento de cima pra baixo, talvez uma articulação do próprio Jair Bolsonaro para garantir legenda. Será que o Messias consegue operar esse milagre? Já que não tem moral nem dentro do seu próprio partido, o PL.

Aliás…
O partido de Bolsonaro vai apoiar o candidato de Flávio Dino em São Luís. Como o destino é debochado, hein? Mas isso não é lá tão novo assim. Em 2020, disputando a eleição pelo Republicanos, Duarte Jr. encheu a boca pra dizer: “eu sou do partido da base do governo Bolsonaro”. Bom mesmo vai ser ver tudo junto e misturado na campanha de Duarte o PT de Lula e o PL de Bolsonaro. Será que vai ter vídeo de Lula e Bolsonaro pedindo voto pra o pupilo de Dino?

Cara de pau
Bom ressaltar que a turma de Dino gosta de fazer o jogo “nós contra eles” quando isto lhes serve. Em diversas ocasiões, inclusive na campanha eleitoral de 2022, classificaram adversários como “bolsonatistas”, mesmo que isso fosse algo, do ponto de vista racional e objetivo, completamente infundado. No entanto, enfiam a língua no seu próprio orifício redondo corrugado quando, objetivamente, são eles os bolsonaristas de ocasião. Aí, o discurso muda e juntar PT e PL, Direita e Esquerda, bandidos e vagabundos da política flagrados em operações da PF para disputar junto a eleição vira “frente ampla” ou “força total” ou algo que o valha. Ah, e tem que complementar com uma frase do tipo “para vencer o atraso”. Vai vendo.

Uma vez político…
Parece que Flávio Dino saiu da política, mas a política ainda não saiu dele. A coluna tratou aqui do caso da indicação do novo conselheiro do TCE do Maranhão, cujo trâmite na Assembleia Legislativa foi alvo de contestação pelo partido Solidariedade no STF. Coincidentemente, caiu no colo de Dino. Como o governador Carlos Brandão está atuando para eleger seu próprio advogado para a vaga no TCE, a posição de Dino serviu para atrapalhar os planos do governador.

…sempre político
O revés da decisão de Dino foi na articulação política de seu pupilo Duarte Jr., que tentava angariar o apoio do MDB para sua campanha. Acontece que o partido anunciou, através da direção nacional da legenda, o apoio à reeleição de Eduardo Braide. O MDB tem o comando estadual nas mãos do irmão do governador. Agora, o dileto leitor pode pegar as peças e montar o quebra-cabeças. A história ainda não chegou ao fim, mas uma coisa é certa: o movimento de Flávio Dino pode ter sido encarado como uma afronta ao governador Brandão, que estava fazendo mobilizações em prol de Duarte.

Suspeito
Um advogado do Distrito Federal ingressou com pedido de suspeição do ministro do STF, Flávio Dino, para os julgamentos do 08 de janeiro. Ezequiel Silveira argumenta que Dino já teria atuado no processo que pedia a prisão contra os suspeitos como parte interessada, afinal era ele o Ministro da Justiça do governo Lula na época.

Perdeu!
E o governador Carlos Brandão que tentou “desviar” uma parte do dinheiro do Fundef para uma conta específica ligada ao seu gabinete. Rapá, de R$ 1,7 bilhão, Brandão queria R$ 920 milhões pra torrar em outras coisas que não fossem ligadas à educação, para a qual se destinam exclusivamente os recursos do Fundo. O governador foi até o STF na tentativa de desviar o destino do dinheiro, mas a Suprema Corte, lá onde uma das cadeiras é ocupada por Flávio Dino, disse “não”. O dinheiro, portanto, não pode sofrer o desvio de função que Brandão queria. Inclusive, 60% dos recursos devem ser usados para repor perdas salariais dos professores. Já pensou se os professores ficam sem essa grana?

Ousado
Quem comemorou a derrota de Brandão no STF foi o deputado estadual Fernando Braide. Com um posicionamento de independência na Assembleia Legislativa, Fernando é um dos poucos deputados que não aceita cabresto do governador, apesar de procurar manter relação amistosa, equilibrada e diplomática. No entanto, ressalte-se: em diversas matérias de interesse do governo, o deputado tem votado de modo divergente dos colegas. Enquanto, por exemplo, a maioria esmagadora votou por aumentar taxas e impostos, Fernando votou contra. Nos últimos dias, o irmão mais novo do prefeito de São Luís foi visto, inclusive, ao lado de deputados que há algum tempo ensaiam formar um bloco de oposição. Diga-se, em tempo, necessário. Bora ficar de olho. Ousado o rapaz já mostrou que é.

Hipocrisia
Pessoal, quem lembra da promessa feita por Lula, durante a campanha em 2022, de isentar do Imposto de Renda quem ganha até 5 mil reais? Pois é. O projeto pra isso acontecer poderia ter sido colocado em votação. Sabe quem fez o pedido na Câmara? O deputado Kim Kataguiri, aquele carinha mala lá no MBL, metido a liberal. Isso mesmo. Como o destino é debochado. Mas, pera, que ainda não acabou. Sabe quem votou contra? O PT, a Tábata, o Boulos, a galera da esquerda. Parece que a promessa era de mentirinha. Faz o “L” aí.

Lascou
O Colunaço quer saber: a quem deve reclamar o consumidor que se sentir prejudicado após comprar um livro na Feira do Livro promovida pelo Procon-MA? Esse é o tipo de situação vexaminosa a que submetem o órgão de defesa do consumidor no Maranhão. Órgão que deveria se ater a cumprir sua função de atuar em defesa do cidadão nas relações de consumo, mas se coloca ele próprio como agente partícipe dessa relação. Como atuaria o Procon caso algum consumidor sinta-se lesado ao comprar um livro vendido pelo… ….Procon? Ou seja, se o órgão se coloca na posição de fiscalizado, quem o fiscalizará?