• Jeisael
  • 26 de julho de 2022

Alívio para alguns políticos: fiança de mais de 100 mil reais coloca Eduardo DP em Liberdade

A prisão virou motivo de preocupação para muitos políticos maranhenses pela estreita relação com o “empresário”

Preso na última quarta-feira (20), Eduardo José Barros Costa, conhecido com Eduardo DP, é apontado pela Polícia Federal como líder de um esquema de desvios de recursos públicos da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) no Maranhão, por meio de fraudes em licitações que benecifiavam a Construservice, do qual é ‘sócio oculto’.

Após pagar fiança no valor de R$ 121 mil, DP foi colocado em liberdade por decisão da justiça Federal, com restrições. O empresário fará uso de tornozeleira eletrônica e está impedido de gerir materialmente ou formalmente empresas. Ele também não deve manter contato com os demais investigados ou pessoas que tenham relação com as suspeitas. E deve se recolher em casa à noite e aos finais de semana.

Eduardo guarda estreitas ligações com políticos e com o Governo do Maranhão, visto em fotos com filho de ex-secretário do governo Dino, e com faturamento alto na Gestão Estadual. As empresas do investigado já abocanharam mais de R$ 800 milhões nos governos Dino/Brandão.

É de Eduardo DP aeronaves que cortam os céus do estado servindo aos movimentos de (pré) campanha de candidatos a governador, senador e deputados em várias eleições. Seria ele também fonte de apoio e recursos para campanhas desses políticos.

Em face dessa estreita relação que guarda com essas figuras, muitos estavam apreensivos com sua prisão. Em geral, nesses casos, o preso, de dentro da cadeia, faz pressão para que os “amigos” influentes a quem serve façam algo para ajudar a colocá-lo em liberdade. Esse é o tipo de sujeito que se torna um arquivo vivo, que pode derrubar muita gente se abrir o bico.

Há também rumores nos bastidores da política de que a prisão de Eduardo DP comprometeria ainda o andamento de algumas campanhas no Maranhão. Muita gente que dependeria da logística de recursos que poderia ser promovida pelo empresário. A soltura do empresário foi um alívio para esses políticos.

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  • 22 de julho de 2022

Dino abriu a porta para volta da família Sarney ao poder no Maranhão

Para sacramentar a volta da oligarquia familiar, a adesão de Roseana Sarney ao projeto de Brandão, escolha pessoal de Flávio Dino.

Na noite desta quinta-feira (21), na convenção do MDB, a ex-governadora Roseana Sarney, liderança do partido, declarou oficialmente apoio à candidatura de Carlos Brandão (PSB) ao governo do estado.

O governador-tampão participou do ato e assumiu o compromisso de dar continuidade às ações desenvolvidas pela filha de José Sarney, o último dos oligarcas representante do modelo coronelista de política do Brasil, no qual Brandão também sempre esteve inserido.

Roseana e Brandão no “V” de “volta oligarquia”

O interessante é que foi o ex-governador Flávio Dino o principal responsável pela derrota do Grupo Sarney em 2014, e, agora, é também o responsável pela volta dos Sarney, à medida que escolheu Brandão como companheiro de chapa em 2018, sabendo que precisaria entregar o governo ao vice, um tradicional político do campo oligárquico coronelista maranhense.

Brandão surge como a oportunidade esperada pelos Sarney para voltar ao poder no Maranhão. E quem deu essa oportunidade foi Flávio Dino.

Aqueles contra quem Dino combateu em 2014, hoje estão junto com ele no projeto de Brandão. Flávio já apareceu em foto ao lado de Adriano Sarney, já esteve com o próprio José Sarney em aliança para articular uma vaga na Academia Maranhense de Letras, e não será mais nenhuma supresa quando aparecer junto com Roseana na campanha deste ano.

Em 2014, ao vencer as eleições, Flávio Dino declarou que a oligarquia Sarney estaria “derrotada para sempre”.

Recentemente, para justificar sua aproximação com o grupo Sarney, o ex-governador declarou que suas diferenças com a oligarquia estavam superadas.

Sem conseguir avançar nos índices sociais do Maranhão, Brandão e Roseana seguirão unidos pelo atraso, com as bençãos de Flávio Dino.

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  • 21 de julho de 2022

Governo Brandão vai pagar R$ 76 no atacado por cesta que custa R$ 69 no varejo

É possível encontrar à venda no mercado varejista local cestas básicas de alimentos com os mesmos itens com preço mais em conta do que o Governo vai pagar no atacado

No edital de licitação da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social – SEDES para a aquisição por demanda de 500 mil cestas básicas há a descrição de 11 itens (com apenas 2 itens em dobro) que devem compor o pacote de alimentos, veja:

01 pacotes de 01 kg de açúcar;
02 pacotes de 01 kg de Arroz;
01 pacote de biscoito salgado;
01 pacote de café de 250 g;
01 kg de feijão Carioquinha;
02 pacotes de 500g de Macarrão Semolado:; 01 óleo de soja;
01 lata de Sardinha em conserva de 125g:
01 Kg de farinha de mandioca;
01 pacote de composto lácteo;
01 pacotes de flocos de milho;

O valor a ser desembolsado pelo Governo do Maranhão para a empresa Agile Corp Servicos Especializados LTDA, sediada no Rio de Janeiro, é de 37 milhões 995 mil reais, o que significa que o preço unitário de cada cesta é R$ 75,99.

Uma cesta de alimentos com exatamente os mesmos 11 ítens pode ser encontrada à venda no varejo do mercado local por apenas R$ 64,99.

Para que a comparação seja perfeitamente justa, acrescentamos uma unidade a mais de macarrão sêmola, no valor de R$ 4,49, à cesta do supermercado local para que fique na mesma quantidade (2 pacotes de macarrão) da lista que consta no edital do governo.

Desse modo, a cesta com 11 itens (açúcar, Arroz, biscoito, café, feijão, Macarrão, Sardinha, farinha, composto lácteo e flocos de milho) e 13 unidades, com dois itens em dobro (arroz e macarrão), se comprada no varejo no mercado local sai por R$ 69,48, contra R$ 75,99 comprada no atacado pelo Governo no Rio de Janeiro, uma diferença de R$ 6,51 em cada cesta.

Se fosse fazer a compra de 500 mil cestas ao preço mais barato mostrado aqui, o governo gastaria somente R$ 34 milhões 740 mil, uma economia de R$ 3 milhões 255 mil.

Ou poderia comprar 46.848 cestas de alimentos a mais para beneficiar outras milhares de famílias maranhenses.

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  • 21 de julho de 2022

Exército autorizou integrante do PCC a comprar fuzil e outras armas

A PF apreendeu as armas na última quinta-feira (14), após cumprir três mandados de busca e apreensão na operação Ludíbrio em Minas Gerais

A investigação da Polícia Federal aponta que o homem, integrante da facção criminosa PCC – Primeiro Comando da Capital, conseguiu, em junho de 2021, obter junto ao Exército Brasileiro o registro de CAC (caçador, atirador e colecionador), mesmo com uma extensa ficha corrida de 16 processos criminais, incluindo cinco indiciamentos por crimes como homicídio qualificado e tráfico de drogas.

Com o registro em mãos, o criminoso adquiriu “legalmente” um fuzil, duas carabinas, duas pistolas, um revólver e uma espingarda.

Para obter o Certificado junto ao Exército é necessário comprovação de idoneidade, com a apresentação de certidões negativas de antecedentes criminais fornecidas pela Justiça Federal, Estadual, Militar e Eleitoral.

O homem, no entanto, apresentou apenas a certidão negativa de antecedentes criminais na 2ª instância, emitida pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, deixando de apresentar, conforme exige a legislação, a certidão negativa da Justiça de primeira instância, na qual o membro do PCC tem 16 processos. Mesmo assim, o Exército concedeu o registro de CAC ao criminoso.

As armas, no valor de mais de R$ 60 mil foram apreendidas pela Polícia Federal durante a Operação Ludíbrio, na cidade de Uberaba (MG), na quinta (14).

Armas adquiridas por CAC’s são inseridas no SIGMA (Sistema de Gerenciamento Militar de Armas), onde constam cerca de 1 milhão e meio registradas, mas o Exército já admitiu que não consegue produzir relatórios detalhados sobre os tipos de armas atualmente nas mãos do grupo.

Desde que o governo federal, por meio de novas portarias e decretos, tem flexibilizado o acesso a armas e munições no país, muitos dos novos registros de CACs vêm sendo usados em conjunto com a criminalidade, na compra legal de armas para abastecer o mercado ilegal de forma direta.

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  • 21 de julho de 2022

Governo celebra novo contrato com empresa de Eduardo DP no mesmo dia de sua prisão

Alvo da “Operação Odacro”, Eduardo DP esteve na Sinfra um dia antes de ser preso pelo Polícia Federal

Nesta quarta-feira (20), publicação no Diário Oficial do Estado dá conta de um novo contrato do Governo Brandão através da Secretaria de Estado de Infraestrutura com a empresa Construservice Empreendimentos e Construções LTDA, no valor de R$ 22 milhões, com o objetivo, segundo consta, de “execução dos serviços de manutenção, conservação e execução de pavimentação de rodovias estaduais, vias urbanas e vias rurais (vicinais) na regional de Santa Inês”.

Chama atenção que neste mesmo dia, a empresa foi alvo de Operação da Polícia Federal desencadeada em São Luís, Dom Pedro, Codó, Santo Antônio dos Lopes e Barreirinhas, com 1 mandado de prisão e 16 de busca e apreensão, para desarticular uma associação criminosa liderada por Eduardo DP, conhecido com Imperador, dono de fato da Construservice.

Segundo a Polícia Federal, o grupo promovia fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro envolvendo verbas federais da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).

Nesta terça (19), um dia antes de ser preso e de celebrar novo contrato com o governo do Maranhão, Eduardo esteve na Secretaria de Infraestrutura do governo.

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  • 20 de julho de 2022

Apenas 2 empresários aliados faturaram mais de R$ 1 bilhão com o Governo do MA

As empresas de Eduardo DP e Fred Campos abocanharam vultosas quantias em contratos com a gestão estadual

Somadas as quantias registradas em documentos oficiais com informações sobre contratações, empenhos e pagamentos, a Qualitec Engenharia LTDA e a Construservice Empreendimentos e Construção LTDA aparecem agraciadas com R$ 1 bilhão 145 milhões 334 mil 922 reais.

A Empresa Qualitech tem como sócios o advogado Frederico de Abreu Silva Campos (Fred Campos) e seu pai Flavio Henrique Silva Campos, sócio-administrador, e já foi beneficiada com contratos para a realização de serviços de infraestrutura por diversas secretarias, num montante de mais de R$ 570 milhões, entre 2020 e 2022.

Já a Construservice, apesar de registrada em nome de terceiros, é controlada pelo agiota Eduardo DP, o Imperador, alvo de diversas operações policiais, inclusive da Polícia Federal na manhã desta quarta (20), envolvendo esquemas com recursos federais.

Até agora, Eduardo DP já foi agraciado pelo governo estadual num montante de mais de R$ 575 milhões de reais. Tendo sido já registrado nesta semana um novo contrato no valor R$ 78 milhões, poucos dias após o empresário declarar apoio ao ex-secretário da Sinfra, Clayton Noleto, pré-candidato a federal.

Tanto Eduardo DP quanto Fred Campos são aliados políticos do ex-governador Flávio Dino, apoiadores de sua candidatura ao Senado, e do governador Carlos Brandão, e não poderia ser diferente. Estão muito bem aquinhoados no governo e querem continuar faturando.

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