Aos amigos, leitores e eleitores, a todos que acreditam na política como instrumento de transformação social, deixo minha posição sobre candidatura em 2022
Em 2020, concorri pela primeira vez a um cargo eletivo como candidato a prefeito de São Luís. No ano anterior, em 2019, meu nome foi lançado quando sequer eu era filiado a um partido político.
Tinha em mente que havia uma razão para cumprir aquela missão, e que, no momento certo, as coisas aconteceriam se tivessem de acontecer, de acordo com os desígnios de Deus. Mas, em nenhum momento me veio à mente a vaidade de querer ser candidato a qualquer custo ou por qualquer partido.
Fui acolhido pela Rede Sustentabilidade e conquistei mais do que a oportunidade de ser candidato, conquistei amizades que guardo no coração. Juntos, cumprimos nossa belíssima missão em 2020, levando, com todas as dificuldades, uma mensagem de que é possível caminhar de um jeito diferente na política.
Sem grandes recursos financeiros, sem tempo de televisão, sem coligação, saímos daquela eleição com 14.144 votos, à frente, inclusive, de candidatos já experientes em eleições e até com mandato. Votos limpos, conscientes, que nos fizeram entender que era preciso continuar. Com isso, encampamos o propósito de concorrer em 2022 ao cargo de deputado federal, porém, mais uma vez, tendo em mente que eu não seria candidato a qualquer custo ou de qualquer jeito. Pavimentamos o caminho com esse objetivo e cá estamos, exatamente no prazo legal para que gente com a minha profissão deixe de trabalhar aparecendo na TV e no rádio para poder concorrer ao pleito.
Continuo filiado à Rede Sustentabilidade, legenda pela qual tenho admiração e lealdade. É a que mais se aproxima dos anseios e ideais que julgo pertinentes defender para o país e o planeta. A Rede é um partido pequeno que precisou se juntar a outro para tentar continuar existindo, haja vista a legislação aprovada no Brasil que intenta extinguir de forma nada salutar e até antidemocrática mais de uma dezena de pequenas agremiações partidárias.
Essa junção com outra legenda, no entanto, acabou por trazer insegurança dentro do caminho que construímos antes da composição, e várias questões que julgo importantes ainda não foram sanadas nessa relação. Talvez sequer se resolvam até a convenção que homologará as candidaturas.
Diante desse fato principalmente, e de outros não expostos aqui, tomei a decisão pessoal de declinar da ideia de candidatura a deputado federal ou a qualquer outro cargo nas eleições deste ano. Persiste em minha mente a convicção de que não serei candidato de qualquer maneira.
Não tenho vaidade por mandato, porque acredito que há outras contribuições a dar dentro da política mesmo sem um, e tenho me esforçado pra isso, ainda que com a incompreensão de muitos. Evidentemente que muita coisa seria mais fácil de avançar tendo a força de um mandato, que seria exercido com honra, não tenho dúvidas.
Aqueles que, na política, fazem de tudo para alcançar o poder, também farão de tudo para manter o poder, sem escrúpulos, sem limites, sem vergonha. Para esses, o caminho é mais fácil, infelizmente. Na prática, temos visto que esse é o tipo que mais prospera na política.
Pra quem age diferente, o caminho é mais difícil. Mas é essa a minha escolha.
Obrigado a todos que confiam nessa ideia e, mesmo aqui do “lado de fora”, seguem lutando por um país mais justo, por uma política mais honesta e limpa, de verdade, não de discurso.
Sigamos na guerra, há muitas batalhas a serem lutadas. As lutarei de outros modos. Como candidato, este ano não.
Jeisael Marx
Na média brasileira, a parcela da população que vive em situação de pobreza é 29,62%, enquanto no Maranhão é quase 60%
Os dados foram levantados em um estudo realizado pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV Social) divulgados nesta quarta-feira (29).
O assunto foi tema de reportagem na imprensa e ganhou destaque no Jornal Nacional, da TV Globo.
Das 27 unidades da federação, catorze têm mais de 40% da população na pobreza, e em quatro Estados o percentual ultrapassar metade da população, sendo o Maranhão o campeão da pobreza com 57,90% da população nessa situação, seguido por Amazonas (51,42%), Alagoas (50,36%) e Pernambuco (50,32%).
A menor taxa de pobreza no país, segundo o estudo, é de Santa Catarina, com 10,16% da população vivendo com menos de R$ 497 por mês – linha de corte considerada no estudo -, seguido do Rio Grande do Sul (13,53%) e Distrito Federal (15,70%).
Com relação ao Maranhão, dados do último censo do IBGE já davam conta de que no Estado estão as 40 cidades mais pobres do país. Já segundo o estudo do FGV Social, a pobreza no Maranhão atinge mais de 4 milhões de pessoas, de uma população de pouco mais de 7 milhões.
Batizada de Hamartía*, a operação foi realizada pela Delegacia de Polícia Federal de Caxias/MA, com a colaboração da Coordenação-Geral de Inteligência Previdenciária e Trabalhista (CGINT) do Ministério do Trabalho e Previdência.
A ação da Política Federal conta com 60 (sessenta) agentes, que cumpriram 20 (vinte) mandados judiciais, sendo 07 (sete) de prisão temporária e 13 (treze) de busca e apreensão nas cidades de Coelho Neto/MA e Teresina/PI.
Desde 2020, a PF iniciou a investigação que identificou um esquema criminoso onde pelo menos 7 agenciadores cooptam pessoas com a promessa de concessão de benefícios de aposentadoria por idade e pensão por morte de forma mais rápida. O esquema conta ainda, segundo as investigações, com 2 servidores do INSS, responsáveis pela concessão ilegal dos benefícios.
Após a concessão do benefício previdenciário, os agentes do esquema, que também são proprietários de empresas especializadas em empréstimos financeiros e, realizavam empréstimos consignados no nome dos beneficiários.
O montante da fraude chega a 2,9 milhões de reais, com a concessão de 88 benefícios fraudados.
Foi determinado o bloqueio de contas bancárias dos envolvidos, o sequestro de bens e valores de origem criminosa, além do afastamento dos servidores do INSS do exercício de suas funções.
*O nome da Operação é um termo de origem grega que significando erro ou falha. Trata-se de uma referência à decisão dos investigados de realizar a conduta criminosa, mesmo sabendo de sua consequência.
Abatido pelos problemas de saúde, governador licenciado não tem liberação de médicos, mas aliados pressionam por seu retorno antes do início do período vedado
A informação de que o chefe do executivo estadual voltaria ao Maranhão nesta terça (28) foi espalhada a partir de dentro do Palácio dos Leões, mas não passa de desejo e de estratégia composta por uma teia de mentiras para manter engajamento em torno da pré-candidatura de Brandão.
O desejo pelo retorno imediato do governador, mesmo que com o sacrifício de sua saude, se dá em razão da proximidade do período vedado, quando não poderão mais fazer atos de lançamento e entrega de obras, assinar convênios e realizar outros atos eleitoreiros sob o pretexto de estar realizando atos de governo.
Havia, inclusive, a ideia por parte de alguns de que Brandão reassumisse o governo apenas para cumprir o papel de assinar o que fosse necessário antes do período vedado e, em seguida, entrasse em licença novamente para retomar o tratamento de saúde. Completa loucura, sem nenhum respeito à vida.
Com mais de 35 anos de idade, a balsa José Humberto foi transformada em ferry boat, levou uma “mão de tinta” e agora faz sua primeira viagem após ser reprovada várias vezes pela Capitania
Apresentada pelo governo Brandão como “nova” e de “alto padrão”, a embarcação oriunda do estado do Pará, ficou mais de 30 dias passando por reparos e adequações até poder fazer sua primeira viagem na manhã desta terça (28).
Reprovada em diversas vistorias e fiscalizações, a embarcação faz a travessia com metade da capacidade como parte dos testes para finalmente ser colocada em plena operação.
Havia oferta de bilhetes grátis para os passageiros, que ainda não se sentem seguros com o ferry.
Há ainda muitas dúvidas sobre a real situação do ferry José Humberto, pois a embarcação haveria de passar ainda por mais uma vistoria antes de ser liberada para o transporte de passageiros. A MOB, Agência de Mobilidade do governo, no entanto, afirma que foi autorizada pela Marinha iniciar as operações.
A Marinha deve lançar Nota ainda hoje sobre o assunto.
Levantamentos de intenção de voto têm sido utilizados muitas vezes como ferramenta para tentar influenciar a decisão do eleitor e/ou para manter o ânimo dos aliados
Justamente nesta terça (28), quando está previsto o retorno do governador Carlos Brandão (PSB) ao Maranhão, está sendo divulgado o resultado de um pesquisa de intenção de votos que o coloca distante 7 pontos percentuais em 1º lugar. É esquisito? É.
É preciso entender que qualquer pesquisa deve ser olhada com desconfiança pois, invariavelmente, pode refletir o desejo do contratante. Não deveria, mas é o que acontece. Então, como saber se dá pra acreditar nos números apresentados?
É preciso questionar se os dados guardam alguma relação com o fatos da realidade. Por exemplo: o governador licenciado, longe do estado, sem participar de nenhum ato de pré campanha há mais de 30 dias, cresceu, segundo a pesquisa divulgada nesta terça. Isso faz sentido pra você?
Enquanto todos os outros pré-candidatos mantém uma agenda de movimentação política – com eventos, com novas alianças e agregando apoio – o pré-candidato que está longe do estado sem fazer pré-campanha passou na frente de todo mundo? Faz sentido?
Isso poderia realmente acontecer? Poderia, se existisse algum fenômeno extraordinário, algo que não existe. Logo, a pesquisa divulgada precisa ser vista com mais desconfiança.
Em geral, esse tipo de pesquisa, feita com o intuito de ludibriar o eleitor, distoa completamente dos levantamentos de outros institutos. Por isso, compare com outras pesquisas de outros institutos, mas tenha cuidado
Porque para dar algum verniz de credibilidade, quem utiliza essa estratégia também contrata um segundo instituto para parecer que o cenário apresentado é verdadeiro. E, assim, duas pesquisas com o mesmo viés são divulgadas em um pequeno intervalo de dias.
Ao eleitor cabe ficar atento, desconfiar e observar se os números da pesquisa tem relação com os fatos políticos. A desconfiança é o farol que guia o prudente.