Não há anúncio oficial sobre o fim da licença do governador, mas a informação sobre seu retorno foi dada pelo secretário-chefe da Casa Civil
Afastado desde o dia 17 de maio, o governador Carlos Brandão se submeteu a uma cirurgia em São Paulo. Anunciado como simples, o procedimento resultou em um tempo de afastamento maior do que o previsto, obrigando o pedido de licença à Assembleia Legislativa por parte do governador.
A chefia do executivo estadual ficou a cargo do presidente do Tribunal de Justiça do Maranhao, desembargador Paulo Velten, terceiro na linha sucessória, em razão de o presidente da Assembleia, deputado Othelino Neto, segundo na linha de sucessão, ter apresentado escusa temporária para não assumir.
Do começo ao fim das apresentações, o telão ao fundo do palco exibe imagens do governador licenciado
Quem frequenta os arraiais montados pelo Governo do Maranhão tem notado a exibição ostensiva da imagem do governador licenciado Carlos Brandão (PSB), pré-candidato à reeleição.
Além disso, os artistas e brincadeiras que se apresentam nos eventos se veem obrigados a mencionar os nomes do governador e do secretário de Cultura, em clara promoção pessoal, ferindo princípios da administração pública determinados por Lei, como a impessoalidade.
Há vários questionamentos possíveis, inclusive o fato de que o governador está afastado e não responde legalmente pelo cargo, portanto, sem legitimidade, pelo menos enquanto perdurar a licença, para falar como governador.
Ex-governador foi questionado sobre a miséria no Maranhão, estado que tem as 40 cidades mais pobres do Brasil
Conhecido pelo apelido de Chumbo Grosso, o repórter se aproximou de Flávio Dino (PSB) no momento em que o ex-governador chegava à cidade de Timon-MA, vizinha à capital do estado vizinho, o Piauí, para mais um ato de pré-campanha ao Senado.
Seguranças de Dino tentam impedir que o repórter entreviste o ex-governador, enquanto Dino procura disfarçar para se livrar do questionamento.
O profissional da imprensa insiste e formula a pergunta, mas é puxado e empurrado de um lado para o outro, alem de agredido pela equipe de Flávio Dino após uma assessora acusar Chumbo Grosso de ter batido nela, o que não é possível dizer com base no vídeo.
Parece ter sido apenas um pretexto para justificar a agressão ao repórter e ao seu trabalho, que se iniciou desde o momento em que ele se aproxima do pré-candidato a senador.
A Justiça entendeu que houve ilegalidade do político na distribuição de marmitas, cestas básicas e peixes, assim como a promessa de emprego para servidores, e o condenou a multa e inelegibilidade por oito anos
Fred Campos, candidato derrotado nas eleições para prefeito de Paço do Lumiar, na Ilha de São Luís, foi condenado pelo Juiz Carlos Roberto Gomes de Oliveira Paula, da 93ª Zona Eleitoral, por abuso de poder econômico com compra de votos, na Ação de Investigação Eleitoral Nº 0601339-71.2020.6.10.0093, e não poderá concorrer a nenhum cargo eletivo por 8 anos, ou seja, pelo menos mais duas eleições de prefeito.
A Ação elenca vários fatos que ocorreram no período de pré-campanha e durante a campanha eleitoral. Entre as ações, a distribuição de marmitas de alimentos para a população carente, cestas básicas durante a pandemia de Covid-19, títulos de propriedade de terra em área de regularização fundiária e peixes nas dependências da Igreja Assembleia de Deus do Maiobão; e, já na condição de candidato, Fred Campos teria realizado pesquisa de intenção de voto não registrada, além de ter prometido manter o emprego dos servidores públicos municipais através de carta compromisso amplamente divulgada, ou seja, oferta pública de emprego em troca de voto.
O juiz entendeu que houve ilegalidade na distribuição de marmitas, de cestas básicas e de peixes, assim como a promessa de emprego para servidores não efetivos e na distribuição de títulos de propriedade de terra sem que sequer Fred Campos tenha qualquer cargo público que o autorizasse a realizar tal feito.
Em entrevista na manhã desta quinta (23) o prefeito da Capital maranhense pôs fim à expectativa em torno do rumo que tomaria nas eleições para governador
Eduardo Braide (sem partido) justificou sua decisão de apoio ao pedetista Weverton Rocha dizendo que “o Maranhao precisa de um governador que tenha capacidade de dialogar com todas as forças políticas de Brasília pra ajudar o estado”.
O apoio a Weverton ja era, de certo modo, esperado. Foi com o apoio do PDT em 2020 que Braide venceu a eleição. Entretanto, o prefeito preferiu aguardar para fazer o anúncio.
Em seu segundo ano de gestão, Eduardo Braide tem caminhado sem ajuda do governo do estado, que, pelo contrário, em vários oportunidades buscou tensionar situações com o executivo municipal.
Sem ajuda do governo estadual, Braide destacou que o município de São Luís tem recebido ajuda através de recursos do senador Weverton.
Veja o trecho da entrevista
Milton Ribeiro, ex-titular do Ministério da Educação, e o pastor Arilton Moura, alvos da PF, assim como outros pastores
Pastor Gilmar Santos e o ex-ministro Ribeiro foram presos
Operação da Política Federal desencadeada na manhã desta quarta-feira (22), tem como alvo suspeitos de operar um esquema de tráfico de influência e corrupção na liberação de verbas do Ministério da Educação e do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação). Mesmo sem cargos no governo, os pastores formavam uma espécie de “gabinete paralelo” dentro do Ministério da Educação, com livre acesso.
Um dos casos relatados por prefeitos que mais chamou atenção foi o pedido de ouro como forma de propina por um dos pastores.
Em áudio revelado pela imprensa, o ex-ministro Milton Ribeiro revelou que dava prioridade aos amigos dos pastores lobistas a pedido do próprio presidente da República.
A PF cumpre, na manhã desta quarta, mandados de busca e apreensão em endereços do ex-ministro do MEC, Milton Ribeiro, e dos pastores Arilton Moura e Gilmar Santos,
Ao todo, são cumpridos 13 mandados de busca e apreensão e cinco de prisões em Goiás, São Paulo, Pará e Distrito Federal.