Anúncio feito por Brandão tenta passar a ideia de que está diminuindo o ICMS, quando na verdade a alíquota do imposto permanece intocável acima de 30% no MA
O governador Carlos Brandão usou as redes sociais para informar redução de 21,30% do novo preço médio da gasolina para cálculo do ICMS, veja:

A mensagem é uma aposta na falta de conhecimento da maioria dos consumidores, que não sabe como se dá o cálculo do imposto. Ninguém é obrigado a saber. Mas isso não pode ser usado pelos governantes pra tentar enganar o cidadão.
O governo do Maranhão não baixou a alíquota do ICMS, e, na verdade, está brigando na Justiça para não ter de se adequar à Lei Complementar 194/2022, que fixa em no máximo 18% o ICMS sobre combustíveis, gás, energia, celular e internet em todos os estados.
Como vem sofrendo pressão popular, o governador resolveu anunciar a mudança no cálculo do imposto para a gasolina sem mexer em nem um pontinho dos mais de 30% que cobra sobre o combustível.
Entenda que o governo utiliza um valor de referência para a cobrança do imposto, que é um preço médio ponderado de acordo com o praticado nos postos em determinado período de tempo. Encontrado esse preço de referência, o valor passa a servir de base de cálculo, sobre o qual incidirá 30,5%, que é o ICMS (28,5% + 2% de Fumacop – Fundo Estadual de Combate à Pobreza).
Quando Brandao anuncia redução de 21,30%, não significa que o imposto vai baixar de 30,5% para 21,30%. Nem que o preço da gasolina na bomba vai reduzir em 21,30%. O que há, na verdade, é uma redução nesse percentual apenas no valor de referência que o governo usa pra aplicar o imposto, que vai continuar sendo 30,5%.
Com isso, é possível sim que os postos repassem alguns centavos de desconto no preço da gasolina para o consumidor. Mas isso é apenas um cambalacho para fazer crer que o governo está alterando o ICMS. Não está. Ademais, a redução do imposto de acordo com a nova Lei em vigor trará benefício não só para o preço do combustível, mas também para a conta de energia, de celular, de internet… Só que sobre isso ele não fala.
Tentei aqui explicar do modo mais simplista possível. O importante é saber que o chefe do executivo estadual ou age de ma fé ao fazer o anúncio, numa tentativa de confundir o consumidor; ou não teve competência para comunicar o “desconto”.
O Observatório funcionará como uma ferramenta de esclarecimento à população e também servirá como canal para denunciar possíveis fraudes no processo eleitoral
A inciativa da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Maranhao OAB-MA, faz parte de um conjunto de ideias que visa integrar-se à atuação de outros atores durante o período eleitoral, como o poder Judiciário, a Imprensa e o Ministério Público.
Nesse sentido, haverá também o lançamento, nos próximos dias, da Comissão de Comunicação e Liberdade de Expressão, que pretende agir em defesa da atuação dos profissionais de imprensa e da liberdade de expressão dos jornalistas.
O Observatório de Comunicação e Combate às Fake News é uma iniciativa inédita no estado, que vai funcionar por meio digital a ser disponibilizado pela OAB-MA, e, a julgar pelo que propõe, poderia se estender para além do período eleitoral.
A escolha do advogado Ted Anderson para presidir o Observatório se deu na última segunda-feira (27), quando foi nomeado pelo presidente do Conselho Seccional da OAB-MA, Kaio Saraiva.
Ted Anderson é professor universitário, consultor jurídico de vários veículos de imprensa, especialista em Direito Constitucional e Eleitoral, e comanda seu próprio programa de entrevistas, o “Saudações”, onde aborda diversos aspectos sociais, jurídicos e políticos, na TV Banda MA.
O caos no sistema de transporte aquaviário maltrata a população da baixada maranhense e qualquer cidadão que precisa utilizar o serviço de ferry
Logo abaixo, um vídeo gravado na tarde desta sexta-feira (01) deixa nítido que o caos no sistema de transporte aquaviário do Maranhão, notadamente o transporte de ferry boat, está muito longe de chegar ao fim.
O registro dá conta de uma fila quilométrica de veículos grandes e pequenos no Cujupe à espera de oportunidade de embarque para a Ponta da Espera em São Luís.
Quem precisa fazer a travessia tanto num sentido quanto no outro, precisa ter muita paciência. O governo do estado rescindiu há poucos dias os contratos com empresas habilitadas para o serviço, que, agora, conta com apenas uma em operação.
Todo o caos teve início quando o governo decretou, em 2020, intervenção na Servi-Porto, uma das empresas que operava a travessia, e assumiu a operação.
É bem verdade que até aquele momento o serviço sempre foi ruim e precário. Mas, com a intervenção do estado, apenas piorou. As embarcações foram abandonadas. Sem manutenção, se transformaram em sucata, e, com o tempo, o sistema colapsou.
Foi realizada uma licitação cheia de suspeitas e contratada uma empresa em meio a inúmeras irregularidades. O contrato foi cancelado recentemente junto com o certame.
Nos últimos dias, o governo anunciou como nova uma embarcação de mais de 35 anos, vinda do Pará, uma balsa chamada José Humberto, projetada para navegação em rio, que acabou reprovada pela Capitania dos Portos em mais de uma centena de itens nas primeiras vistorias de segurança.
Após reparos e adequações, a Marinha liberou o Ferry José Humberto para as primeiras viagens de teste na baía de São Marcos. É com essa embarcação que o governo tem contado nos últimos dias para tentar remediar a situação caótica no sistema.
Veja o vídeo gravado na tarde desta sexta no Cujupe
Peixes distribuídos de forma eleitoreira em eventos do governo Brandão aparecem estragados em vídeos que começam a pipocar nas redes sociais
Na última quarta-feira (29), apareceu o vídeo de uma moradora da cidade Porto Franco denunciando que o pescado distribuído em evento eleitoreiro disfarçado de ato institucional do governo estado estava impróprio para consumo.
Já nesta sexta-feira (01), circula outro vídeo onde o cidadão reclama que enfrentou longa fila na cidade de Pirapemas durante toda a manhã desta quinta (30) para também receber alguns quilos de peixe podre congelado. A forma como ele faz o relato, deixa claro o objetivo eleitoreiro da distribuição de pescado, pois o cidadão entende que o peixe está sendo doado “pelo candidato a governador”.
MARANHAO MISERÁVEL
Quase 60% da população maranhense vive em situação de pobreza, segundo levantamento do FGV social divulgado na última quarta (29); dentre as 50 cidades mais pobres do Brasil, 40 são do estado do Maranhão, de acordo com o IBGE. A distribuição de pescado e cesta básica promovida pelo governo do maranhao é o atestado do fracasso no enfrentamento ao problema.
Como se não bastasse, trata-se de um ato puramente interessado em angariar votos para a tentativa de reeleição do governador. Para além da tristeza e humilhação da falta do que comer, da falta de uma vida digna, a população maranhense tem sua miséria explorada por quem está apenas interessado em se manter no poder.
Quem tem fome, tem pressa. Claro que quem tá de barriga vazia vai festejar o recebimento de um bocado de comida para se alimentar.
Só que quem dá a alguém um peixe, lhe garante a alimentação apenas por um dia. No entanto, se ensinar for ensinado a pescar, se alimentará por toda a vida.
No Maranhão, não ensinaram a pescar. Boa parte do povo permanece na miséria. Agora, distribuem peixe pra ganhar voto. E até peixe podre. Triste.
Veja os relatos
Assis Ramos contou sobre a situação suspeita envolvendo policiais militares à disposição do Ministério Público do MA numa operação sem explicação em um sítio de sua propriedade
Em entrevista ao Jornal da Difusora 1ª Edição, o prefeito da segunda maior cidade do estado narrou que estava reunido com a família nesta quarta-feira (29) para uma missa junina em um sítio localizado na zona rural quando foi alertado pelo caseiro sobre a presença de homens em atitude suspeita dentro dos limites da prioridade.
Os três suspeitos estavam fazendo filmagens e fotos quando foram observados pelo funcionário do local. O prefeito, que é delegado de carreira, fez a abordagem dos indivíduos e registrou o momento em vídeo. (Veja ao final do post) De posse das identidades dos invasores, Assis Ramos fez indagações e identificou contradições nas explicações.
Incialmente, os elementos disseram estar no local a serviço da Universidade Estadual do Maranhão – UEMA realizando uma espécie de pesquisa. A versão não se sustentou durante muito tempo, mesmo porque não apresentaram identidade funcional ou qualquer documento que comprovasse o vínculo com a instituição.
Em conversa com o titular deste site, Assis contou que a situação foi ficando cada vez mais tensa, e, por alguns momentos, ele temeu pela sua vida e de seus familiares, caso a situação descambasse para um confronto que resultasse em tiroteio.
Um dos elementos acabou revelando que trabalha no Ministério Público Estadual e apresentando uma carteira do órgão. Como estavam ali sem nenhuma ordem judicial, ou mandado, ou qualquer documento que justificasse legalmente alguma operação, Assis Ramos, recolheu os documentos de identidade dos elementos para posterior investigação.
Em pesquisa junto a um colega delegado, o prefeito constatou que se tratava de um trio de Policiais Militares lotados no Ministério Público Estadual.

“Nunca imaginei que [o Ministério Público] pudesse mandar Policiais Militares invadirem uma propriedade privada.”
Assis Ramos procurou, nesta quinta-feira (30), o chefe do Ministério Público do Maranhão, Eduardo Nicolau, para relatar o caso e buscar explicações. O procurador geral de Justiça disse que nada sabia, e que o prefeito fizesse uma representação na Justiça se quisesse alguma providência.
Assis se disse surpreso e decepcionado com a resposta de Eduardo Nicolau. Mas que vai levar o caso adiante, inclusive buscando explicações junto ao Comando da PMMA.
Veja um trecho da entrevista
O governador licenciado tuitou que nesta sexta-feira (01) estará de volta ao Estado, exatamente no momento em que finda a licença concedida pela Assembleia para seu afastamento
Após mais de 50 dias afastado para tratamento de saúde, tendo sido submetido a um procedimento cirúrgico, realizado em um hospital na cidade de São Paulo, Carlos Brandão (PSB) retoma o posto de governador tampão.
Durante o período de afastamento, a chefia do executivo estadual ficou a cargo de Paulo Velten, desembargador presidente do Tribunal de Justiça do Maranhao.
