Irmão do prefeito de São Luis já apareceu em pesquisa de intenção de votos na frente de vários deputados
Movimentações intensas, visitas à vários bairros da capital, diálogo com lideranças no interior do estado. Essa tem sido a rotina do irmão caçula do prefeito da Capital Maranhense que já o faz aparecer como forte concorrente para conquistar uma vaga de deputado estadual.
E a conta é que se uma cadeira for conquistada por ele, é menos uma vaga para os outros concorrentes. Isso tem causado preocupação para alguns deputados de mandato que têm sentido a dificuldade na busca da reeleição.
Com isso, até o prefeito da capital virou alvo de algumas críticas que vinculam os dois irmãos na tentativa de atingir a pré-candidatura do Braide caçula.
Isso não é uma boa estratégia dos adversários, considerando que a aprovação do prefeito Eduardo Braide está acima de 60%, segundo levantamentos junto à população, e Fernando Braide, que deve sim desfrutar da aprovação do irmão mais velho, já apareceu em 4º lugar em pesquisa de intenção de votos para a deputado, numa disputa de 42 vagas. Posição privilegiada.
Certamente, o pré-candidato será cada vez mais transformado em alvo, especialmente tendo o próprio irmão usado pelos concorrentes para atingi-lo.
Mas, como já escrevi aqui em outra postagem, não se pode negar que Fernando está fazendo o dever de casa, e os números estão mostrando resultado. A continuar assim, pode preparar o terno.
Continua envolvida em polêmica a embarcação trazida do Pará e apresentada pelo Governo como “nova” à população do Maranhão.
Neste segunda-feira (26), passou a circular um vídeo que mostra a embarcação soltando muita fumaça. Há muita especulação em torno do que teria ocorrido com a balsa fluvial vinda das águas do Amazonas que foi transformada em ferry boat para navegar na baía de São Marcos.
Alguns comentários na internet dão conta de que o motor da embarcação teria pegado fogo, e os mais afoitos declararam que o casco teria rachado. Mas, a verdade é que nenhum dessas informações pode ser considerada verdadeira.
Assim como também é verdade que não se sabe exatamente o que ocorreu, pela completa falta de transparência com que trata o caso o Governo do Maranhão através da Agência Estadual de Mobilidade Urbana – MOB, abrindo espaço para especulações e medo.
Nenhuma nota, nenhuma manifestação oficial. Resta apenas uma suposta informação que teria sido dada informalmente pelo presidente da MOB, Celso Borgneth, de que a embarcação estaria “parada na boia para manutenção desde cedo.”
Ora, o ferry José Humberto foi liberado novamente para circular há apenas uma semana. Que manutenção já seria necessária, haja vista a liberação por parte da Capitania dos Portos, alegando que todas irregularidades técnicas haviam sido sanadas?
Fato é que, sim, o ferry foi flagrado soltando muita fumaça. E o fato pode até estar ligado a alguma manutenção que estivesse sendo realizada, mas dizer que é fake news é, além de cara de pau, mais uma tentativa de enganar a população maranhense em torno de todo o caso envolvendo essa embarcação.
Veja o vídeo:
A prisão virou motivo de preocupação para muitos políticos maranhenses pela estreita relação com o “empresário”
Preso na última quarta-feira (20), Eduardo José Barros Costa, conhecido com Eduardo DP, é apontado pela Polícia Federal como líder de um esquema de desvios de recursos públicos da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) no Maranhão, por meio de fraudes em licitações que benecifiavam a Construservice, do qual é ‘sócio oculto’.
Após pagar fiança no valor de R$ 121 mil, DP foi colocado em liberdade por decisão da justiça Federal, com restrições. O empresário fará uso de tornozeleira eletrônica e está impedido de gerir materialmente ou formalmente empresas. Ele também não deve manter contato com os demais investigados ou pessoas que tenham relação com as suspeitas. E deve se recolher em casa à noite e aos finais de semana.
Eduardo guarda estreitas ligações com políticos e com o Governo do Maranhão, visto em fotos com filho de ex-secretário do governo Dino, e com faturamento alto na Gestão Estadual. As empresas do investigado já abocanharam mais de R$ 800 milhões nos governos Dino/Brandão.
É de Eduardo DP aeronaves que cortam os céus do estado servindo aos movimentos de (pré) campanha de candidatos a governador, senador e deputados em várias eleições. Seria ele também fonte de apoio e recursos para campanhas desses políticos.
Em face dessa estreita relação que guarda com essas figuras, muitos estavam apreensivos com sua prisão. Em geral, nesses casos, o preso, de dentro da cadeia, faz pressão para que os “amigos” influentes a quem serve façam algo para ajudar a colocá-lo em liberdade. Esse é o tipo de sujeito que se torna um arquivo vivo, que pode derrubar muita gente se abrir o bico.
Há também rumores nos bastidores da política de que a prisão de Eduardo DP comprometeria ainda o andamento de algumas campanhas no Maranhão. Muita gente que dependeria da logística de recursos que poderia ser promovida pelo empresário. A soltura do empresário foi um alívio para esses políticos.
Para sacramentar a volta da oligarquia familiar, a adesão de Roseana Sarney ao projeto de Brandão, escolha pessoal de Flávio Dino.
Na noite desta quinta-feira (21), na convenção do MDB, a ex-governadora Roseana Sarney, liderança do partido, declarou oficialmente apoio à candidatura de Carlos Brandão (PSB) ao governo do estado.
O governador-tampão participou do ato e assumiu o compromisso de dar continuidade às ações desenvolvidas pela filha de José Sarney, o último dos oligarcas representante do modelo coronelista de política do Brasil, no qual Brandão também sempre esteve inserido.

O interessante é que foi o ex-governador Flávio Dino o principal responsável pela derrota do Grupo Sarney em 2014, e, agora, é também o responsável pela volta dos Sarney, à medida que escolheu Brandão como companheiro de chapa em 2018, sabendo que precisaria entregar o governo ao vice, um tradicional político do campo oligárquico coronelista maranhense.
Brandão surge como a oportunidade esperada pelos Sarney para voltar ao poder no Maranhão. E quem deu essa oportunidade foi Flávio Dino.
Aqueles contra quem Dino combateu em 2014, hoje estão junto com ele no projeto de Brandão. Flávio já apareceu em foto ao lado de Adriano Sarney, já esteve com o próprio José Sarney em aliança para articular uma vaga na Academia Maranhense de Letras, e não será mais nenhuma supresa quando aparecer junto com Roseana na campanha deste ano.
Em 2014, ao vencer as eleições, Flávio Dino declarou que a oligarquia Sarney estaria “derrotada para sempre”.

Recentemente, para justificar sua aproximação com o grupo Sarney, o ex-governador declarou que suas diferenças com a oligarquia estavam superadas.
Sem conseguir avançar nos índices sociais do Maranhão, Brandão e Roseana seguirão unidos pelo atraso, com as bençãos de Flávio Dino.
É possível encontrar à venda no mercado varejista local cestas básicas de alimentos com os mesmos itens com preço mais em conta do que o Governo vai pagar no atacado
No edital de licitação da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social – SEDES para a aquisição por demanda de 500 mil cestas básicas há a descrição de 11 itens (com apenas 2 itens em dobro) que devem compor o pacote de alimentos, veja:
01 pacotes de 01 kg de açúcar;
02 pacotes de 01 kg de Arroz;
01 pacote de biscoito salgado;
01 pacote de café de 250 g;
01 kg de feijão Carioquinha;
02 pacotes de 500g de Macarrão Semolado:; 01 óleo de soja;
01 lata de Sardinha em conserva de 125g:
01 Kg de farinha de mandioca;
01 pacote de composto lácteo;
01 pacotes de flocos de milho;
O valor a ser desembolsado pelo Governo do Maranhão para a empresa Agile Corp Servicos Especializados LTDA, sediada no Rio de Janeiro, é de 37 milhões 995 mil reais, o que significa que o preço unitário de cada cesta é R$ 75,99.
Uma cesta de alimentos com exatamente os mesmos 11 ítens pode ser encontrada à venda no varejo do mercado local por apenas R$ 64,99.

Para que a comparação seja perfeitamente justa, acrescentamos uma unidade a mais de macarrão sêmola, no valor de R$ 4,49, à cesta do supermercado local para que fique na mesma quantidade (2 pacotes de macarrão) da lista que consta no edital do governo.

Desse modo, a cesta com 11 itens (açúcar, Arroz, biscoito, café, feijão, Macarrão, Sardinha, farinha, composto lácteo e flocos de milho) e 13 unidades, com dois itens em dobro (arroz e macarrão), se comprada no varejo no mercado local sai por R$ 69,48, contra R$ 75,99 comprada no atacado pelo Governo no Rio de Janeiro, uma diferença de R$ 6,51 em cada cesta.
Se fosse fazer a compra de 500 mil cestas ao preço mais barato mostrado aqui, o governo gastaria somente R$ 34 milhões 740 mil, uma economia de R$ 3 milhões 255 mil.
Ou poderia comprar 46.848 cestas de alimentos a mais para beneficiar outras milhares de famílias maranhenses.
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A PF apreendeu as armas na última quinta-feira (14), após cumprir três mandados de busca e apreensão na operação Ludíbrio em Minas Gerais
A investigação da Polícia Federal aponta que o homem, integrante da facção criminosa PCC – Primeiro Comando da Capital, conseguiu, em junho de 2021, obter junto ao Exército Brasileiro o registro de CAC (caçador, atirador e colecionador), mesmo com uma extensa ficha corrida de 16 processos criminais, incluindo cinco indiciamentos por crimes como homicídio qualificado e tráfico de drogas.
Com o registro em mãos, o criminoso adquiriu “legalmente” um fuzil, duas carabinas, duas pistolas, um revólver e uma espingarda.
Para obter o Certificado junto ao Exército é necessário comprovação de idoneidade, com a apresentação de certidões negativas de antecedentes criminais fornecidas pela Justiça Federal, Estadual, Militar e Eleitoral.
O homem, no entanto, apresentou apenas a certidão negativa de antecedentes criminais na 2ª instância, emitida pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, deixando de apresentar, conforme exige a legislação, a certidão negativa da Justiça de primeira instância, na qual o membro do PCC tem 16 processos. Mesmo assim, o Exército concedeu o registro de CAC ao criminoso.
As armas, no valor de mais de R$ 60 mil foram apreendidas pela Polícia Federal durante a Operação Ludíbrio, na cidade de Uberaba (MG), na quinta (14).
Armas adquiridas por CAC’s são inseridas no SIGMA (Sistema de Gerenciamento Militar de Armas), onde constam cerca de 1 milhão e meio registradas, mas o Exército já admitiu que não consegue produzir relatórios detalhados sobre os tipos de armas atualmente nas mãos do grupo.
Desde que o governo federal, por meio de novas portarias e decretos, tem flexibilizado o acesso a armas e munições no país, muitos dos novos registros de CACs vêm sendo usados em conjunto com a criminalidade, na compra legal de armas para abastecer o mercado ilegal de forma direta.