• Jeisael
  • 8 de julho de 2022

Brandão voltará a São Paulo para “revisão de rotina” pós cirurgia

Governador usou as redes sociais para informar que está “plenamente recuperado”, e deu a entender que volta aos médicos faz parte de procedimento de acompanhamento

Exatamente uma semana após retornar ao Maranhão e reassumir o governo, Carlos Brandão volta ao estado de São Paulo para reencontrar com a equipe médica responsável pelo tratamento a que precisou ser submetido recentemente.

O governador-tampão se ausentou do Maranhão no dia 17 de maio, quando, na época, informou que faria uma “pequena cirurgia, fruto de uma recomendação médica”. Segundo ele, “havia a possibilidade de realizar a cirurgia futuramente, mas decidi fazer logo”.

O que deveria ser um “procedimento simples”, conforme tuitou o próprio Brandão, acabou afastando o governador por mais de 40 dias do território maranhense, ensejando a necessidade de concessão de licença por parte da Assembleia Legislativa do Maranhão ao chefe do executivo estadual.

O afastamento de Brandão foi tratado sem muita transparência, envolto, desde seu anúncio, em incertezas e especulações geradas em torno do fato. Por se tratar da maior autoridade pública do estado, o tema sobre sua saúde deixa de ser simplesmente particular e passa a ser de interesse público. Mas não havia informações claras, nem sequer nos boletins médicos que só foram emitidos após pressão social.

Quando anunciou que seria um procedimento breve e simples, não parecia que o governador-tampão precisaria ficar tanto tempo fora do estado. Portanto, o que sucedeu não fora conforme informado.

E agora, é diferente?

Esperamos que sim. Que o governador esteja de fato plenamente recuperado, com boa saúde, sob as bençãos de Deus. E que sua ida a São Paulo seja breve e lhe projete boas novas.

Saúde, governador!

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  • 7 de julho de 2022

MPF recomenda suspensão imediata da operação do Ferry José Humberto

A embarcação vem apresentando diversos problemas desde que chegou ao Maranhão anunciada pelo Governo do Estado como “nova” e “moderna”

Em razão da falta de segurança, o Ministério Público Federal expediu recomendação para que o veículo marítimo, que era uma balsa fluvial e foi adaptada como ferry, deixe de circular imediatamente.

Desde o dia 28 de junho, o José Humberto navega com 100% de sua capacidade, após ser reprovado em vistorias e passar por procedimentos corretivos, sobre os quais pouca informação foi repassada de forma transparente.

Envolto em omissões por parte da Marinha e do Ministério Público Estadual, o caso conta com vozes solitárias denunciando e lutando pela moralidade do serviço, como a promotora do consumidor, Litia Cavalcante, e a deputada estadual Thaísa Hortegal.

Em operação há cerca de 10 dias, o ferry José Humberto já teria atrasado e cancelado viagens, e também teria passado por problemas durante navegação transportando passageiros.

A vistoria realizada pelos agentes do MPF, no dia 28 de junho aponta 24 graves deficiências na embarcação que prejudicam a segurança da navegação, da vida humana e do meio ambiente. Mesmo assim, foi nessa data em que a embarcação foi liberada para navegar com capacidade máxima.

O MPF comunicou, nesta quarta (06), a Capitania dos Portos do Maranhão, representada por seu Capitão de Mar e Guerra, Alexandre Roberto Januário, para que promova a imediata suspensão da autorização concedida para início da operação.

E também emitiu ofício ao Procurador Geral da Justiça para cientificar o MP/MA, a respeito da recomendação e para pedir a adoção das providências cabíveis em relação aos atos comissivos e omissivos praticados pelo estado do Maranhão, principalmente através da atuação da Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB), que estão causando sérios e inúmeros transtornos à população maranhense usuária do serviço de ferry boat.

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  • 6 de julho de 2022

Governador joga para plateia com anúncio sobre diminuição de ICMS de combustíveis no MA

Carlos Brandão usou as redes sociais para informar que enviará à Assembleia projeto de Lei para diminuir o ICMS sobre os combustíveis para 18%. Bastaria cumprir a Lei Federal.

O anúncio feito pelo governador-tampão é apenas uma manobra para fazer o consumidor ter a impressão que o estado está agindo para atuar na diminuição do imposto no Maranhão.

Se quisesse realmente agir de modo correto e prático para que rapidamente o consumidor sentisse o impacto da redução do ICMS nas bombas, bastaria se adequar, assim como outros estados da Federação, à Lei Complementar 194/2022 aprovada pelo Congresso e já em vigor.

Ao anunciar o envio de um projeto de Lei à Assembleia Legislativa, Brandão retarda uma possível redução do ICMS, enquanto passa a ideia de que está agindo pela diminuição do imposto.

Outrossim, poderia, inclusive, fazer jogo combinado com os deputados alinhados ao seu projeto político para retardar a apreciação do projeto, ganhar tempo até a eleição, e tirar dos ombros a responsabilidade passando-a para a Casa Legislativa.

Outro ponto é que a Lei Federal aprovada em Brasília versa sobre a limitação do ICMS em no máximo 18% não apenas para combustíveis, mas também para energia elétrica, gás, transporte, internet e telefonia.

No anúncio feito pelo governador, esses itens não são tratados, e, pelo que se entende, não seriam alcançados pela diminuição do imposto no MA, contrariando a nova legislação nacional.

Como se pode ver, o anúncio do governador não passa de manobra para se esquivar de fazer o que os outros estados já estão fazendo. Aliás, o estado do Maranhão é um dos 9 estados que ingressaram na Justiça para não ter de cumprir a Lei Federal. E agora, vai desistir da ação?

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  • 6 de julho de 2022

Ferry velho José Humberto deu pane no meio da baía de São Marcos

Na última segunda-feira (04) a embarcação ficou parada por algum tempo durante a travessia da baía de São Marcos em razão de uma pane durante a viagem

Os passageiros embarcados no ferry boat José Humberto na última segunda-feira (04) tiverem que aguardar por alguns instantes para continuar a travessia.

A embarcação apresentou problemas, que alguns passageiros passaram a classificar como sendo uma pane, e os relatos já chegaram ao conhecimento do Ministério Público Estadual.

No entanto, a Agência Estadual de Mobilidade Urbana do Governo do Maranhão – MOB alega que não há nenhum registro de intercorrências desde que a balsa adaptada para navegar como ferry começou a operar há 10 dias.

A Capitania dos Portos também diz que não tem conhecimentos de ocorrências dessa natureza envolvendo o José Humberto.

Só que quem estava fazendo a travessia, como o caminhoneiro João de Deus, conta que foi preciso intervenção no meio da viagem para resolver um problema mecânico antes de continuar. Veja:

Motorista João de Deus relata problemas no ferry José Humberto

A promotora de defesa do consumidor, Lítia Cavalcante, confirmou à reportagem do Jornal da Difusora 1ª edição que já chegou ao conhecimento do Ministério Público os relatos sobre a pane nessa embarcação ocorrida no começo da semana, onde a embarcação teve problemas mecânicos, perdeu controle e rapidamente ficou desgovernada. Assista:

Promotora de defesa do Consumidor, Lítia Cavalcante

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  • 6 de julho de 2022

Por que o Procon contratou o fornecimento de cestas básicas?

Órgão de defesa do consumidor poderia, mais uma vez, estar sendo usado politicamente em favor de uma candidatura nas eleições deste ano

É de causar estranheza o fato de, às vésperas do início do período vedado, em pleno período de pré-campanha, o Instituto de Promoção e Defesa do Consumidor do Estado do Maranhão (Procon) fazer a contratação da empresa D’Lord Comércio LTDA para o fornecimento de cestas básicas.

O valor do contrato é de R$ 368.854,40, publicado apenas nesta terça-feira (05) no Diário Oficial do Estado, mas tendo sido realizado no dia 17 de junho.

Enquanto fecha os olhos para problemas graves sobre os quais deveria atuar – como a crise no serviço de ferry boat e os preços dos combustíveis agravado pela não redução do ICMS no Maranhão -, o Procon, presidido pela advogada Karen Barros Duarte, poderia estar servindo politicamente a um projeto eleitoral.

Talvez isso explique o silêncio do órgão em relação a algumas questões que poderiam, caso atuasse com o rigor que lhe cabe, causar algum tipo de desgaste político a alguns interessados.

Talvez isso explique ainda o fato de o órgão abrigar tantos funcionários que atuam como cabos eleitorais do marido da presidente do Procon, o deputado estadual Duarte jr. (PSB).

Talvez isso explique o fato de o Procon adquirir cestas básicas às vésperas do período eleitoral, quando as cestas são utilizadas de forma eleitoreira e descarada na conquista de eleitores.

Talvez isso explique o fato da criação de mais 37 cargos comissionados no órgão, artifício muitas vezes utilizado para conquistar e abrigar aliados para as eleições.

Mas tudo isso, talvez. Porque o próprio deputado Duarte Jr. já foi acionado na Justiça sob acusação de usar o Procon com fins de se promover politicamente à época em que era presidente do Instituto.

Talvez todos os fatos sejam apenas fatos isolados. Só talvez.

Registro da contratação de cestas básicas pelo Procon

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  • 5 de julho de 2022

Costa Rodrigues: Justiça encerra ação contra Weverton Rocha

Decisão da desembargadora do TJMA Graça Duarte pôs fim a uma ação contra o pedetista a pedido do senador que já havia obtido liminar suspendendo a ação

A Justiça maranhense extinguiu a ação penal contra o Weverton por considerar que o Ministério Público usou provas anuladas, portanto ilícitas, para sustentar a acusação de peculato e fraudes à Lei de Licitação.

O caso Costa Rodrigues é famoso na história política do Maranhão, usado por adversários do senador pedetista há muito tempo como instrumento de ataques para tentar desqualifica-lo e desgasta-lo diante da opinião pública.

Com a decisão da Justiça, os adversários do pré-candidato a governador devem, a partir de agora, adotar algum discurso que possa questionar a decisão judicial para poder continuar a usar o caso como instrumento de narrativa política.

O senador Weverton Rocha reagiu à decisão dizendo que o judiciário reconheceu o que ele sempre afirmou:

“O inquérito teve motivações políticas”

A decisão da desembargadora Graça Duarte em favor do político maranhense foi destaque no Jornal Nacional, da Rede Globo.

Notícia foi dada por Willian Bonner na bancada do JN

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