O Guarda Municipal Marcelo Arruda morreu minutos depois da família cantar os parabéns e ele apagar as velas do bolo pela comemoração de 50 anos de idade
Um homem identificado como Jorge José da Rocha Guaranho invadiu o local, interrompeu o evento e disparou 3 vezes contra o aniversariante. Caso aconteceu no Paraná.
Após ser atacado, a vítima busca proteção embaixo de uma mesa e revida disparando 5 vezes contra o agressor, que era simpatizante do presidente da República.
A família de Marcelo conta que o atirador, que era da polícia penal, entrou gritando que ia matar todos os petistas, gritava palavras de ordem e “aqui é Bolsonaro”.
“O cara teve que entrar na associação (local da festa) e adentrar mais de 100 metros em direção aos fundos. Aí ele começa a gritar Lula ladrão, e a xingar a todos da festa. A gente achou que era brincadeira, pois tinha bolsonaristas na festa. Aí uma pessoa foi chamar o Marcelo na cozinha para receber o cara, que a gente achava que era mais um convidado, uma visita”.
Contou André Arruda, presente na festa
Na sequência, o homem, que estava acionando da esposa no carro, saiu do local mas prometeu que voltaria para matar todos ali. Ninguém acreditou que isso fosse, de fato, acontecer. Marcelo, no entanto, foi buscar sua pistola por precaução.

Em seguida, o bolsonarista volta e freia bruscamente o carro, desce e dispara contra o guarda municipal, que foi atingido primeiro na perna e depois no peito.
Ao reagir, Marcelo dispara várias vezes contra José da Rocha. A polícia havia informado que ambos tinham morrido, mas a nova informação dá conta de que o assassino está internado.
O vídeo abaixo pode causar desconforto em pessoas mais sensíveis. Se este for o seu caso, não assista.
Fernando Braide tem se esforçado para se tornar conhecido pelo eleitor e ser lembrado nas eleições
Filiado ao PSC, o irmão do chefe do Executivo Municipal espera poder ocupar uma cadeira no Legislativo Estadual a partir de 2023, assim como já fez o atual prefeito.
Fernando Braide tem sido visto pelos arraiais juninos da Capital maranhense conversando com populares, distribuindo abraços e posando para fotos. Ele já disse que pretende ser “um parceiro da nossa cultura dentro da Assembleia Legislativa”.
Neste sábado (09), Fernando foi visto acompanhado do irmão prefeito no arraial montado pela prefeitura na praça D. Pedro II, no centro da cidade, mas também visitou outros eventos juninos na mesma noite.
O pré-candidato tá se movimentando, buscando ser conhecido do eleitor. E pode até se beneficiar da imagem do prefeito Eduardo Braide, não só pela semelhança física, como também pelo fato de o irmão ter até o momento, apesar de inúmeras dificuldades na gestão, uma boa aprovação, acima de 60% como prefeito da Capital.
Em vez de simplesmente editar um Decreto regulamentando a matéria já tratada em Lei Federal, o governador enviou projeto de Lei à Assembleia Legislativa.
O advogado Charles Dias explica tecnicamente porque a decisão do governador Carlos Brandão é equivocada. Segundo o causídico, quem estudou Direito Tributário sabe que “a Lei Geral regula a matéria, e, a competência do estado é apenas regulamentar”.
Já existe a Lei Complementar 194/2022 que inclui combustíveis, gás, energia, serviços de telefonia e celular como produtos e serviços essenciais ou indispensáveis, logo, sujeitos ao máximo de 18% de tributação de ICMS.
Ao decidir por enviar um projeto de Lei para Assembleia Legislativa, o governador acaba, segundo o advogado, criando confusão, pois não precisa de Lei estadual para estabelecer alíquota, além de “criar uma confusão maior ainda com uma explicação de que o ato normativo não foi concluído”. E foi. A Lei foi aprovada e está vigente.
Caberia ao governador apenas regulamentar a alíquota, que nem precisaria ser de 18%, poderia até ser menor, mas o estado optou por cobrar o máximo do que é permitido pela Lei federal.
E ainda cria problemas futuros, pois deixa engessada qualquer possibilidade de diminuir a alíquota, a não ser por um novo projeto enviado à Assembleia. Ou seja, o Governo do Maranhão está complicando o que poderia ser simples.
Veja a explicação do advogado Charles Dias
O Governo chegou a entrar na Justiça para não ter de cumprir a Lei Federal que obriga os estados a cobrar no máximo 18% de ICMS sobre combustíveis, gás, internet, celular e energia.
O governador do Maranhão Carlos Brandão finamente encaminhou, conforme já havia anunciado, projeto de Lei que limita a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS que incide sobre itens considerados essenciais.
Assim que aprovada a Lei na Assembleia Legislativa do Maranhão, o imposto, hoje em 30,5% sobre os combustíveis, cairá 12,5 pontos percentuais, limitando-se a 18%, incidindo ainda esse teto em serviços de energia elétrica (consumidores residenciais com consumo mensal de 500 kilowatts/hora) e serviços de comunicação.
Atualmente, dentro dos 30,5% cobrados pelo governo, 2% são do Fundo Maranhense de Combate à Pobreza (Fumacop), que deixarão de incidir após aprovação da nova Lei, que deve ser apreciada e aprovada na próxima semana na Assembleia Legislativa do Maranhão. Veja a íntegra do projeto de Lei:

Lítia Cavalcanti já teria sofrido, inclusive, uma tentativa, por parte da MOB, de afastamento do caso, além de que teria sido proibida de se manifestar sobre o assunto junto à imprensa
Os fatos envolvendo o caos no sistema de transporte aquaviário são públicos e notórios, sentidos na pele por quem precisa fazer uso do serviço de travessia dos ferry boats. São fatos inegáveis, ocupando todos os dias o noticiário.
Assim como também é inegável que se não fosse a atuação de parte da imprensa e a atuação da promotora Litia Cavalcanti, a situação estaria sendo colocada para debaixo do tapete pelo governo e pela autoridades marítimas, de forma intencional ou não.
E é exatamente por não conseguir se contrapor aos fatos que resta aos agentes do governo a tentativa de calar a promotora do Consumidor e afastá-la do caso, conforme já denunciou o deputado César Pires na tribuna da Assembleia.
Durante alguns dias, sequer declarações à imprensa foram dadas por Litia, levando a crer que ela teria recebido ordem ou orientação nesse sentido por parte da chefia do Ministério Público Estadual, sob comando de Eduardo Nicolau, Procurador-Geral de Justiça, que, por vezes, age como advogado do estado, em total contramão à atribuição de sua função.
Sem sucesso na tentativa de frear a atuação da promotora do Consumidor, a missão dos agentes do governo agora é atacá-la pessoalmente usando a atuação profissional do filho dela para tentar desqualificar seu trabalho como membro do MPMA, fazendo crer que há interesses pessoais escusos sobre o caso dos ferrys.
No entanto, apesar de figurar como principal promotora a atuar no caso, há outros promotores envolvidos, inclusive do Ministério Público Federal, que foi o responsável por recomendar a suspensão da operação do ferry José Humberto.
Necessário ainda ressaltar que a atuação de Litia tem se dado em ação contra todos os envolvidos, incluindo as empresas que sempre operaram o serviço, como a internacional Marítima e a Servi Porto, já suspensas.
A perseguição contra a promotora é um reflexo do incômodo causado por ela atuar fazendo o que o cargo exige: em favor do consumidor.
Quem não tem argumento contra a mensagem, prefere atacar o mensageiro.
O desembargador comandante da corte estadual foi governador durante o afastamento de Carlos Brandão
Nos últimos dias de interinidade como governador do Maranhão, o desembargador Paulo Velten assinou crédito suplementar no valor de R$ 110.978.000,00 para os cofres do Tribunal de Justiça do Estado, do qual é presidente.
O fato administrativo foi realizado no dia 28 de junho, mas só foi publicado no Diário Oficial do Estado em 04 de julho, após o magistrado ter deixado o exercício temporário como chefe do Executivo Estadual, e dois dias após o início de período vedado.
O fato foi destacado pela imprensa, naturalmente, por se tratar de um caso clássico de atuação nos dois lados do balcão, de uma lado como pagador e do outro como recebedor. Ou seja, Paulo Velten governador enviando dinheiro para Paulo Velten Presidente do TJ.
No entanto, o desembargador esclareceu que o montante destinado ao Judiciário já era recurso do próprio Judiciário que havia retornado aos cofres do Estado.
Segundo o magistrado, o crédito financeiro do Tribunal aconteceu em virtude de ter havido uma sobra financeira ao final do exercício de 2021, porque algumas ações não foram realizadas pelo Tribunal na pandemia. Sobrou dinheiro.
“Quando o órgão não consegue executar todo o valor destinado para o orçamento do período financeiro, esse dinheiro retorna para a conta única do Estado. Como ele já foi destinado anteriormente ao Poder Judiciário, ele é devolvido na forma de suplementação orçamentária”.
Paulo Velten