A denúncia foi feita pela deputada Thaísa Hortegal, que afirma ter recebido a informação com muita tristeza
No mesmo dia em que a promotora de Defesa do Consumidor, Lítia Cavalcanti, convocou a imprensa para falar sobre os eventos envolvendo sua atuação no caso que envolve o caos no sistema de transporte aquaviário que atende a baixada maranhense, o Governo do Maranhao pediu seu afastamento do caso.
Já houve várias tentativas de frear o trabalho da promotora. Durante alguns dias, Lítia sequer concedeu entrevistas ou deu declarações, o que teria ocorrido em razão de ordem superiores do Ministério Público Estadual, enquanto havia um movimento de bastidores da Agência de Mobilidade Urbana para afastá-la, segundo denunciou à época o deputado César Pires.
Outro movimento contra a promotora foi a tentativa de constrangê-la divulgando informações sobre a atuação de seu filho como advogado para fazer crer que haveria possível conflito de interesses na atuação dela.
No último dia 12, Lítia Cavalcanti falou na entrevista coletiva à imprensa sobre as perseguições que tem sofrido.
A promotora disse que mesmo com o encerramento do Inquérito Civil Público, deve dar andamento nas investigações e encaminhá-las à Polícia Federal, por conta dos últimos acontecimentos envolvendo os ataques e denúncias que chegaram recentemente ao conhecimento da promotoria.
Ao denunciar o pedido de afastamento da promotora, a deputada Thaísa Hortegal classifica a atitude do Governo do Maranhao como um “ato covarde, perseguidor e desrespeitoso, com uma mulher que já atua há 29 anos em sua carreira, sem nenhum fato que manchasse sua imagem”.
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Irmão do prefeito de São Luís é pré-candidato a deputado estadual e tem sido visto em eventos pra cima e pra baixo
É muito comum que parentes de políticos, especialmente aqueles detentores de mandato, também se aventurem a conquistar seu espaço na política. É legítimo. É da democracia. E quem tem o dever se fazer o filtro é o eleitor.
Um dos nomes que que tenho visto com atenção nesses últimos dias é o irmão do prefeito de São Luís. Fernando Braide quer repetir o caminho de Eduardo em um assento na Assembleia Legislativa do Maranhão.
O fato de ser irmão do gestor municipal não o qualifica imediatamente para exercer qualquer cargo; mas o contrário também é verdadeiro: o fato de ser irmão do prefeito não pode servir como pretexto para tentar desqualifica-lo. É até esperado que, mesmo que ele não queria, o prestígio do parente o beneficie como candidato.
Mas o que tenho observado é que Fernando, apesar de algumas aparições junto com o irmão, tem buscado trilhar seu caminho. este final de semana, o pré-candidato manteve agenda intensa no interior do estado, especialmente em Brejo, por época do aniversário de emancipação da cidade.
E a julgar pelas imagens divulgadas nas redes sociais, e pelas informações que vi, o rapazinho tá fazendo o dever de casa. Parece que não tá se apoiando no fato de ser irmão de quem é, não. Tem ido a campo pra fazer contato com eleitor, ouvir as demandas, para construir sua relação diretamente com a população. Resta saber se vai conseguir passar pelo filtro do eleitor.
Não estão na lista as entregas de cestas básicas e pescados em eventos políticos.
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É isso!
O senador conseguiu reunir em torno de sua candidatura a maior quantidade de partidos, mas talvez não consiga traduzir isso em resultado prático
Roberto Rocha (PTB) é hoje o pré-candidato a senador de uma coalisão de partidos que se juntaram em oposição ao ex-governador Flávio Dino (PSB), principal concorrente à única vaga para o senado pelo Maranhão este ano.
Aliás, esse era um feito que Dino é quem esperava alcançar: ser o candidato de todos. Não deu. Foi Roberto quem conseguiu aglutinar as maiores forças em torno de si. Mas, nem sempre força política consegue ser transformada em força eleitoral. Esse é o grande desafio de Rocha.
Apesar de contar com o apoio declarado de mais de 10 partidos que se reuniram para enfrentar Flávio Dino e reeleger Roberto Rocha, figuras importantes dessas legendas resistem, silenciosamente ou não, ao nome do senador. E o maior responsável é o próprio Roberto.
Um partido é feito de pessoas. E no processo eleitoral, as figuras mais importantes nos partidos passam a ser os candidatos. E dos candidatos, o que ganha mais peso é o candidato majoritário. É com ele que o eleitor cria vínculo, é nele que o eleitor confia, é ele que o eleitor terá em mente em frente à urna. Não o partido. O candidato.
Se Roberto espera conquistar os eleitores que votarão em Lahésio Bonfim, não basta ter o apoio do PSC; se espera ter os votos do eleitores de Edivaldo Jr., não basta ter apoio do PSD. Isso pra ficar somente nesses dois exemplos.
Edivaldo até agora mantém silêncio em relação a Roberto, não fez nenhum gesto ou ato que tenha servido para alavancar a pré-candidatura do petebista; já Lahésio até chegou a conversar com Rocha, mas tem externado insatisfação com o senador. Inclusive tem feito agendas públicas com outro pré-candidato, o pastor Bel (AGIR). “Eu vou andar com quem não tem vergonha de andar comigo”, desabafou Bonfim.
A continuar assim, a frente ampla em torno de Roberto servirá apenas para inflar seu próprio ego. Se não descer do pedestal e encarar o desafio de pedir ajuda a todos, dos maiores aos menores, dos mais importantes aos menos importantes no processo eleitoral, Roberto corre o risco de ser engolido pela própria empáfia.
Governo do Estado havia entrado com Mandado de Segurança e pedido de Liminar para que a embarcação voltasse a operar mesmo com os riscos de segurança alegados pelo MPF
O ferry José Humberto teve suspensa sua operação por recomendação do Ministério Público Federal em razão da falta de segurança, mas o governador Carlos Brandão informou que o Governo do Maranhão ingressou na Justiça para que o ferry voltasse a navegar.
Ação movida pela Agência Estadual de Mobilidade Urbana – MOB alegava “ato supostamente ilegal atribuído ao Capitão de Mar e Guerra Comandante dos Portos do Maranhão”, que atendeu recomendação do MPF e retirou o ferry de circulação.
O juiz federal Arthur Nogueira Feijó, da 5ª Vara Federal SJMA, entendeu, entre outras coisas, que o Mandado de Segurança não é o instrumento adequado para se discutir a questão, pois não permite a produção de provas para se determinar se está certa ou errada a decisão da Marinha.
Ademais, o magistrado não acatou a alegação do Governo do Estado de que teria direito à defesa prévia antes da suspensão das operações da embarcação. O juiz entende que a decisão cabe estritamente à Capitania dos Portos, sem a necessidade de consultar o governo antes, pois o que está em jogo é a vida dos usuários.
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O ferry José Humberto teve operação suspensa por recomendação do MPF após vistoria que identificou 24 irregularidades graves
O governador Carlos Brandão (PSB) informou que o governo entrou com pedido na Justiça para que haja a liberação da balsa adaptada como ferry, vinda do Pará e anunciada como “nova”.

Diferente do que foi dito pelo governador, o ferry José Humberto passou sim por problemas durante o período de quase 10 dias em que navegou transportando usuários.
De acordo com testemunhas e com relatos que estão de posse da Promotoria de Defesa do Consumidor, a embarcação passou por problemas durante uma viagem na última segunda-feira (04). Reveja abaixo