Briga
Governador do Maranhão e prefeito de São Luís estão há semanas numa guerra fria, mas que acabou se materializando numa briga (quase) pública, provocada por Eduardo Braide, ao se adiantar e anunciar que faria o carnaval no mesmo local onde é o governo quem faz há quase uma década. E quando o governo começou a instalar a comunicação visual na Beira-Mar, o prefeito mandou retirar. A prefeitura, do ponto de vista legal, tem legitimidade sobre o logradouro em questão, e poderia agir para disciplinar a instalação feita pelo governo. Mas, sequer teria moral de reclamar pra si tal direito ao passo em que está realizando obras em vias de jurisdição do governo sem “pedir licença”, atropelando o ente estadual, como é o caso da avenida dos Holandeses.
Sonso
Com a reação do governador Carlos Brandão, que atropelou o prefeito, mandou reinstalar os balões de comunicação e ainda colocou vigilância, Eduardo Braide recuou, arranjou outro local e gravou vídeos dizendo que “quem me conhece, sabe que eu não sou de briga”. A verdade é que o prefeito provocou, não aguentou, não tem força pra vencer essa briga, e recuou. As brigas que Braide sabe que pode ganhar, ele briga, sim. Então, esse papinho de “não sou de briga” é apenas sagacidade dissimulada. Ele sabe que essa soncisse funciona com a massa. É o tipo de apelo emocional que o Braide usa muito bem. “Olha como eu sou coitadinho, bom moço injustiçado”.
Sonso 2
Depois de abandonar o carnaval tradicional de São Luís desde o primeiro ano de mandato, neglicenciando, por exemplo, o circuito Madre Deus – Deodoro, privando os ludovicenses das tradicionais manifestações, Braide tentou, na maior cara de pau, roubar pra si o mérito do circuito criado pelo governo do estado, para gozar do sucesso da Beira-Mar em face do ano eleitoral e tirar algum dividendo político.
Fantasia
Enquanto Brandão e Braide protagonizam a disputa pela concentração do carnaval no Centro, avenida Litorânea, em região nobre, com grandes atrações, policiamento e grandes produções, outras regiões da cidade ficam sem praticamente nada. Áreas com grande densidade populacional não têm o mesmo prestígio, aliás, prestígio algum. Quem mora no Cohatrac, Anil, São Cristóvão, Cidade Operária, Divinéia, por exemplos, precisa atravessar a cidade para ver o “grande carnaval” que se orgulham em dizer que fazem na cidade. É grande, bonito e pomposo, mas é fantasia achar que é pra todo mundo.
Coronelismo
A briga carnavalesa de Braide e Brandão serve para escancarar o tipo de política a qual estamos submetidos. Transformaram a capital do Maranhão numa arena típica de cidadelas do interior onde reina a disputa de coronéis e prevalece a força de revólveres e pistolas nas mãos de jagunços. Neste caso, homens da PMMA usados como jagunços para vigiar os balões instalados pelo governo.

Deboche e ataque
A comunicação do governo Brandão by Sérgio Macedo lançou deboche para o prefeito Eduardo Braide após imbróglio e demonstração de força do governo na “briga” pelo circuito Beira-Mar. Um vídeo com assinatura oficial lançado em rede social mostra um Fofão caminhando pelo local ainda vazio, ele olha para um lado e para o outro e diz: “…fui eu que cheguei primeiro”. Já outros vídeos apócrifos foram lançados com ataques ao prefeito, acusando-o de querer tirar proveito, em ano de eleição, do circuito carnavalesco do governo. O material, mesmo anônimo, pode ser facilmente identificado pela linguagem adotada – conhecida há décadas – e, claro, pelo fato de ter um único beneficiário: o governo. Mais cedo do que nunca, todo mundo sacou de onde partiu.

Na seca
No final do ano passado, Braide e Brandão tiveram um encontro com desfecho nada agradável. Na esperança de que pudesse haver qualquer tipo de aproximação ou contribuição para a eleição deste ano, Braide quebrou a cara com o governador, que, no encontro, deixou claro que isso não ocorreria, assim como ainda cobrou do prefeito as contas de água da prefeitura em atraso com a Caema. Para além, o governador ameaçou que o fornecimento seria interrompido. Desse modo, a companhia de água procedeu com o corte em diversos órgãos do município no último dia 04. Braide conseguiu, em 24h, na Justiça, a religação, sob a alegação de que ainda está renegociando a dívida de mais de R$ 170 milhões acumulada desde gestões passadas até a sua.

Predição
Os últimos fatos envolvendo o governo do estado e prefeitura de São Luís enquanto instituições explicitam o tom da disputa eleitoral que se avizinha, e mais ainda a forma como a máquina estadual será usada por Brandão para atropelar o prefeito em sua tentativa de reeleição. Pior, o próprio Eduardo Braide se comporta de modo a legitimar ou justificar a investida dos Leões que querem devorar sua carne. Brandão nem precisa de uma desculpa, mas Braide parece estar dando ao provocar o rugido dos heráldicos felinos vizinhos.
Dois gumes
A imposição de força da máquina estadual liderada por Carlos Brandão contra Eduardo Braide, pode resultar em um massacre eleitoral ao prefeito? Sim. Pode até não impedir sua reeleição, mas trazer um custo político altíssimo para ele. Por outro lado, o limão pode virar uma doce limonada. Braide pode sair como o “perseguido”, o homem “contra o sistema”, mesmo sendo ele parte do sistema e também agindo politicamente, só que nas sombras, no mesmo modo que Brandão. No entanto, vale para o público aquilo que “parece ser”. O episódio da “briga” pelo circuito Beira-Mar é um exemplo. Foi Braide quem provocou; mas foi Brandão quem reagiu e impôs força; Braide recuou e disse que não é de briga, enquanto o governo debocha publicamente do prefeito. Quem é a vítima e quem é o algoz aos olhos do público?

Quem mente?
Blogueiro escreve que Prefeitura de São Luís, através da SMTT, está usando câmeras de monitoramento para multar veículos com licenciamento atrasado. Executivo Municipal nega e classifica a informação como fake news. Só que já tem condutor postando notificações da SMTT que seria exatamente as que a prefeitura nega. Tem alguém faltando com a verdade.

Falando nisso
Na avenida São Luis Rei de França, em frente ao Shopping Rio Anil, é comum ver motoqueiros passando em alta velocidade pela faixa sem dar preferencia aos pedestres na travessia. No mesmo local, o rebaixo no canteiro central para a passagem de pedestres é usado por motoqueiros para fazer o retorno. Bora usar o vídeo monitoramento para multar esses infratores?
Silêncio
Mais uma vez, o silêncio de deputados em torno do ataque à educação promovida pelo governo Brandão. Professores do estado contratados tiveram seus pagamentos suspensos. Silencia também do Ministério Público, comandado pelo procurador Eduardo Nicolau. Acostumado a barrar festas de prefeituras do interior do Maranhão, Nicolau sempre alega que se não tem dinheiro para Saúde e Educação, prefeito não pode gastar dinheiro pagando banda e fazendo festa. E agora? Vai entrar na Justiça contra o governo do estado?

Tigrinho
O deputado estadual Dr. Yglésio não dá um bramido sobre os problemas oriundos do governo do estado ou que deveriam ser resolvidos pelo governo Brandão. Não se ouve, nem se vê, nem se lê uma crítica, nem que seja pra ajudar o governador. Também não tem se ocupado muito em discutir assuntos relevantes, como segurança pública, educação, a não ser só pra cumprir tabela e depois poder dizer “ah, eu falo sim, tu que não vê”. Pré-candidato a prefeito, o deputado prendeu-se ao modus bolsonarus operandi e tem se limitado à lacração em rede social contra influencers de joguinhos digitais, e orgulha-se do grande alcance. Só que São Luís precisa é de um prefeito não de um blogueirinho. Contra influencer, Yglésio é um tigrão feroz, mas é um tigrinho “intimalia, mamãe” com o governo.

Milícia digital
A turma do deputado Duarte Jr. está em campo cooptando páginas e perfis em diversas redes sociais para formar seu exército “choquei” em São Luis para as eleições de 2024. Tudo “organicamente” regado à “boa vontade” e “ideiais”. Saiba que quando você olhar por aí nesses perfis e páginas o prefeito Eduardo Braide sendo detonado e Dudu sendo exaltado, não há nenhum dinheiro envolvido nisso. É só amor. Quando você ler blogs e editoriais de jornais nesse mesmo rumo, desconfie. Há também um exército de perfis fakes comandados até mesmo por funcionários de órgãos públicos que se prestam ao papel de bots na campanha eleitoral.


Ridículo
Um disparo em massa, às vésperas do aniversário do 08/01, tá chegando pelo WhatsApp. A mensagem com um puxa-saquismo vergonhoso, que na verdade revela narcisismo, tenta exaltar em tom heróico a suposta atuação do secretário executivo do Ministério da Justiça, Ricardo Cappeli, cuja “coragem espelha o melhor do nosso povo”. Quem patrocinou essa ação? Ele usou dinheiro público? Quem teve essa iniciativa? Talvez as respostas sejam respondidas com outra pergunta: quem é o único beneficiário dessa ação? Pronto. Já se sabe quem é o canalha.

Pra encerrar
Flávio Dino deixa o Ministério da Justiça com índice de transparência pior do que antecessores. Os dados da Controladoria Geral da União mostram que gestão Dino foi a que mais negou pedidos feitos via Lei de Acesso à Informação, face o comparativo com os ex-ministros Moro, André Mendonça e Torres. Tem algumas desculpas pra tirar o corpo dessa responsabilidade? Tem. Sempre tem. Porém, nenhuma muda o fato: gestão Dino no MJ foi a menos transparente. Ponto.

Caiu
Aprovação do governo Lula cai após 1 ano de gestão. Antes em 52%, agora 46%, a aprovação do governo é pior entre mulheres e pessoas mais pobres. Outro dado do levante é que, desde o início do mandato, é a primeira vez que a avaliação negativa (35%) de Lula supera numericamente a positiva (32%).

Subiu
A mesma pesquisa, no entanto, revela que a maioria dos eleitores, tanto os que votaram em Lula quanto em Bolsonaro estão otimistas. 51% dos que votaram no petista em 2022 e 54% dos que optaram pelo “Mito” na eleição acreditam em melhora na economia nos próximos 6 meses. Já 49% dos entrevistados acham que o governo Lula é melhor do que foi o governo Bolsonaro. A pesquisa foi realizada entre 16 e 18 de dezembro.
Falando nisso…
O prefeito de São Luís, Eduardo Braide, segue na dianteira das pesquisas de intenção de voto para 2024. Sem dependência de projetos junto ao Governo Federal, sem necessidade de “parcerias” com o Governo do Estado, sem amarras com vereadores sugadores e com arrecadação acima do esperado, Braide tem “caixa” para tocar obras pela cidade de forma independente e, assim, tenta pavimentar o caminho para a reeleição.
Tá avisado
Ainda batendo cabeça e sem perspectiva real de desbancar o prefeito de São Luís, o grupo que se forma em torno da candidatura de Duarte Jr. para 2024 pode funcionar como um antibiótico administrado de forma errada que torna a bactéria mais forte. A aposta alta pode trazer uma derrota acachapante. Braide pode colocar no mesmo balaio da derrota o governador, a presidente da Assembleia, o presidente da Câmara, uma senadora e um monte de gente “grande” alinhada ao projeto do rebento de Flávio Dino, que, como ministro do STF, só poderá avistar de longe, sem sequer poder comentar mais uma derrota para Braide. Criarão um “monstro” para devorá-los.

Sentiu
A Prefeitura de São Luis reagiu às críticas que vêm sendo manifestadas por conta do corte de árvores e supressão de vegetação nas áreas onde estão sendo realizadas as obras do projeto “Trânsito Livre”. Depois de retirar as árvores de copa, que produzem sombra, frescor e beleza, Eduardo Braide tá mandando plantar palmeiras não nativas. O tiro saiu pela culatra. Só quem tá aplaudindo é babão e detentor de contracheque.
Cidade Cinza
A capital maranhense é vítima de uma série de ações irresponsáveis das últimas gestões no quesito ambiental. Desde Castelo, passando por Edivaldo e chegando a Braide, São Luís sacrifica o que resta de córregos e rios na Zona Rural, perde áreas verdes, que dão lugar à construção de empreendimentos residenciais e comerciais com a licença do município. A população vê sumir árvores das praças e avenidas a cada intervenção urbana. O verde é substituído por concreto e aço. Fingir que está repondo o que foi retirado é só parte do problema. Sem planejamento, São Luís até avança, mas cresce cada vez mais cinza, calorenta e sem aconchego. Malucos batem palma.
Falhou
O ministro das Comunicações do governo Lula, o enrolado Juscelino Filho, passou aperto ao participar pela internet de entrevista em uma TV local. Enquanto tentava dizer que o sinal de internet no Braisl melhorou, a transmissão de som e imagens falhava. Mais raso do que um Pires emborcado, o nepobaby da política oligárquica do interior do estado até que se esforçou pra tentar parecer que entende alguma coisa da pasta que comanda, mas, que ironia, a internet não deixou sequer que ele se “comunicasse” a contento na entrevista. Casa de ferreiro…

Finalmente
Movimentos de bastidores (ou nem tanto) dão conta do “surgimento” de um bloco político de oposição ao governo do estado. Não era sem tempo. Em 1 ano de gestão, o governador Carlos Brandão não precisou se preocupar, por exemplo, como nenhum contraponto mais incisivo na tribuna da Assembleia, com nenhuma ação na Justiça contra iniciativas equivocadas do governo, com nenhuma crítica pública por parte de detentores de mandato. No entanto, já se vê a formação de um grupo que pode se colocar assertivamente do outro lado da mesa. 2024 promete.

Acordou
O deputado federal Márcio Jerry, através do PCdoB, ingressou na Justiça contra uma Lei sancionada pelo governador Carlos Brandão, após provocação dos deputados que compõem a bancada comunista na Alema. O advogado que assina a ação é irmão de Flavio Dino. Os fatos são esses. Então, por mais que Jerry negue, o movimento indica que o partido caminha para se estabelecer, em breve, como oposição ao governo eleito com o apoio comunista. Conhecendo bem os atores e nomes envolvidos, sabe-se que a negativa de Jerry faz parte do jogo de poder que se joga nas sombras.

Fim do calote?
Boatos de que a secretaria de Cultura do governo Brandão começou a providenciar os pagamentos dos grupos e artistas que estão sem receber pelos serviços prestados nos eventos do governo, principalmente do “maior São João do Mundo”. Mas tem calote desde 2022, viu? “Por que que tu não me paga, sacana? Por que que tu não me paga?”
Passado que condena
Um pouco do passado do caloteiro ex-secretário de Comunicação e atual número 2 do Ministério da Justiça. Em 2008, Ricardo Cappeli era candidato a vereador no Rio de Janeiro pelo PCdoB quando foi acusado de uso eleitoral do Programa Segundo Tempo, do Ministério do Esporte. A denúncia feita por líderes comunitários é de que o programa foi cortado das suas comunidades porque as associações locais não apoiavam a candidatura de Cappeli. Lembra muito o modus operandi de quando era secretário de Dino no Maranhão, quando perseguia jornalistas e ameaçava retirar verbas dos veículos que não rezavam a cartilha do governo. Mesma coisa. É esse canalha que Flávio Dino quer deixar em seu lugar no MJ.

Pra encerrar
Desistimos de publicar a lista de “Capachos do ano” para evitar conflitos desnecessários, face de a maioria dos nomes sugeridos se tratar de colegas jornalistas e blogueiros, que, convenhamos, alguns são extremamente merecedores do título. Desse modo encerramos a última coluna do ano. Em silêncio me deito, sem processos me levanto. Heheheh Feliz 2024.
Caiu
Aprovação do governo Lula cai após 1 ano de gestão. Antes em 52%, agora 46%, a aprovação do governo é pior entre mulheres e pessoas mais pobres. Outro dado do levantamento é que, desde o início do mandato, é a primeira vez que a avaliação negativa (35%) de Lula supera numericamente a positiva (32%).

Subiu
A mesma pesquisa, no entanto, revela que a maioria dos eleitores, tanto os que votaram em Lula quanto em Bolsonaro estão otimistas. 51% dos que votaram no petista em 2022 e 54% dos que optaram pelo “Mito” na eleição acreditam em melhora na economia nos próximos 6 meses. Já 49% dos entrevistados acham que o governo Lula é melhor do que foi o governo Bolsonaro. A pesquisa foi realizada entre 16 e 18 de dezembro.
Falando nisso…
O prefeito de São Luís, Eduardo Braide, segue na dianteira das pesquisas de intenção de voto para 2024. Sem dependência de projetos junto ao Governo Federal, sem necessidade de “parcerias” com o Governo do Estado, sem amarras com vereadores sugadores e com arrecadação acima do esperado, Braide tem “caixa” para tocar obras pela cidade de forma independente e, assim, tenta pavimentar o caminho para a reeleição.
Tá avisado
Ainda batendo cabeça e sem perspectiva real de desbancar o prefeito de São Luís, o grupo que se forma em torno da candidatura de Duarte Jr. para 2024 pode funcionar como um antibiótico administrado de forma errada que torna a bactéria mais forte. A aposta alta pode trazer uma derrota acachapante. Braide pode colocar no mesmo balaio da derrota o governador, a presidente da Assembleia, o presidente da Câmara, uma senadora e um monte de gente “grande” alinhada ao projeto do rebento de Flávio Dino, que, como ministro do STF, só poderá avistar de longe, sem sequer poder comentar mais uma derrota para Braide. Criarão um “monstro” para devorá-los.

Sentiu
A Prefeitura de São Luis reagiu às críticas que vêm sendo manifestadas por conta do corte de árvores e supressão de vegetação nas áreas onde estão sendo realizadas as obras do projeto “Trânsito Livre”. Depois de retirar as árvores de copa, que produzem sombra, frescor e beleza, Eduardo Braide tá mandando plantar palmeiras não nativas. O tiro saiu pela culatra. Só quem tá aplaudindo é babão e detentor de contracheque.
Cidade Cinza
A capital maranhense é vítima de uma série de ações irresponsáveis das últimas gestões no quesito ambiental. Desde Castelo, passando por Edivaldo e chegando a Braide, São Luís sacrifica o que resta de córregos e rios na Zona Rural, perde áreas verdes, que dão lugar à construção de empreendimentos residenciais e comerciais com a licença do município. A população vê sumir árvores das praças e avenidas a cada intervenção urbana. O verde é substituído por concreto e aço. Fingir que está repondo o que foi retirado é só parte do problema. Sem planejamento, São Luís até avança, mas cresce cada vez mais cinza, calorenta e sem aconchego. Malucos batem palma.
Falhou
O ministro das Comunicações do governo Lula, o enrolado Juscelino Filho, passou aperto ao participar pela internet de entrevista em uma TV local. Enquanto tentava dizer que o sinal de internet no Braisl melhorou, a transmissão de som e imagens falhava. Mais raso do que um Pires emborcado, o nepobaby da política oligárquica do interior do estado até que se esforçou pra tentar parecer que entende alguma coisa da pasta que comanda, mas, que ironia, a internet não deixou sequer que ele se “comunicasse” a contento na entrevista. Casa de ferreiro…

Finalmente
Movimentos de bastidores (ou nem tanto) dão conta do “surgimento” de um bloco político de oposição ao governo do estado. Não era sem tempo. Em 1 ano de gestão, o governador Carlos Brandão não precisou se preocupar, por exemplo, com nenhum contraponto mais incisivo na tribuna da Assembleia, com nenhuma ação na Justiça contra iniciativas equivocadas do governo, com nenhuma crítica pública por parte de detentores de mandato. No entanto, já se vê a formação de um grupo que pode se colocar assertivamente do outro lado da mesa. 2024 promete.

Acordou
O deputado federal Márcio Jerry, através do PCdoB, ingressou na Justiça contra uma Lei sancionada pelo governador Carlos Brandão, após provocação dos deputados que compõem a bancada comunista na Alema. O advogado que assina a ação é irmão de Flavio Dino. Os fatos são esses. Então, por mais que Jerry negue, o movimento indica que o partido caminha para se estabelecer, em breve, como oposição ao governo eleito com o apoio comunista. Conhecendo bem os atores e nomes envolvidos, sabe-se que a negativa de Jerry faz parte do jogo de poder que se joga nas sombras.

Fim do calote?
Boatos de que a secretaria de Cultura do governo Brandão começou a providenciar os pagamentos dos grupos e artistas que estão sem receber pelos serviços prestados nos eventos do governo, principalmente do “maior São João do Mundo”. Mas tem calote desde 2022, viu? “Por que que tu não me paga, sacana? Por que que tu não me paga?”
Passado que condena
Um pouco do passado do caloteiro ex-secretário de Comunicação e atual número 2 do Ministério da Justiça. Em 2008, Ricardo Cappeli era candidato a vereador no Rio de Janeiro pelo PCdoB quando foi acusado de uso eleitoral do Programa Segundo Tempo, do Ministério do Esporte. A denúncia feita por líderes comunitários é de que o programa foi cortado das suas comunidades porque as associações locais não apoiavam a candidatura de Cappeli. Lembra muito o modus operandi de quando era secretário de Dino no Maranhão, quando perseguia jornalistas e ameaçava retirar verbas dos veículos que não rezavam a cartilha do governo. Mesma coisa. É esse canalha que Flávio Dino quer deixar em seu lugar no MJ.

Pra encerrar
Desistimos de publicar a lista de “Capachos do ano” para evitar conflitos desnecessários, face a maioria dos nomes sugeridos se tratar de colegas jornalistas e blogueiros, que, convenhamos, alguns são extremamente merecedores do título. Desse modo encerramos a última coluna do ano. Em silêncio me deito, sem processos me levanto. Heheheh Feliz 2024.
Precoce
Não durou muito a declaração do governador Carlos Brandão de quem não se envolveria nas eleições de 2024. Ele que não se envolva, pra ver o que acontece. Foi só correr o risco de perder poder de mando partidário que o chefe do Executivo Estadual se movimentou no tabuleiro eleitoral. Jogador que não joga o jogo não tem como ganhar a partida. Esse negócio de dizer que não vai se envolver em processo eleitoral é burrice, e Brandão pode ser qualquer coisa, mas não é burro.

Me paga, sacana
Então é natal, e o que você fez? O ano termina, tem calote outra vez. Os fazedores de cultura que trabalharam no “maior São João do mundo” estão até agora na maior pindaíba do mundo. Grupos, artistas, prestadores de serviço, reclamam e protestam na esperança de receber da secretaria de Cultura do governo Brandão os pagamentos por apresentações no São João do Maranhão. O governo se faz de surdo enquanto a galera, só de fazer cobrança, já está mais cansada do que um gago depois de declamar Faroeste Caboclo.

Falando nisso
Quem apareceu na mídia nos últimos dias, acusado de dar calote em contrato de aluguel, foi o ex-deputado e ex-secretário estadual no governo Dino, Rogério Cafeteira. O apartamento localizado em área nobre tem o valor de locação em R$ 15.000,00, que não foi pago nem o primeiro mês pelo sobrinho do ex-governador do Maranhão, Epitácio Cafeteira. A empresa locatária entrou com processo para despejar o inquilino indesejado. Rapá, quem não pode com o pote, não pega na botija.

Gado burro
Bolsonaristas estão dizendo que o aplicativo do Governo criado pra bloquear celular em caso de roubo servirá, na verdade, para acessar dados pessoais e vigiar quem instalar. Kkkkkkk. Imagina, o Governo é quem “faz” teu CPF, RG, Imposto de Renda, cartão do SUS, passaporte, certidão de nascimento, CNH, Título de Eleitor, mas vai ter que inventar um aplicativo pra poder ‘roubar’ teus dados, né? Cara, não dá pra ser mais imbecil.
De grego
Os EUA presentearam – e o Brasil aceitou – câmeras de segurança para serem usadas no corpo dos policias da PRF do Rio e da PM da Bahia. Não só isso. Os equipamentos vêm também com software de gerenciamento. Isso mesmo. Hardware e software de monitoramento das ações dos policiais brasileiros doados pelo país que não invariavelmente vigia e espiona os países que bem entende mundo afora.

Piada boa
E a primeira-dama brasileira que teve o seu Twitter “hackeado” afirmou que, durante os 90 minutos em que seu perfil ficou em poder do “hacker”, o dono da plataforma ficou mais “milionário”. Isso mesmo, Janja Lula afirmou literalmente que Elon Musk ganhou muito dinheiro e aumentou seu patrimônio em milhões por causa do ataque ao perfil dela no “X” / Twitter. Não é piada (ou é). É isso mesmo. Na verdade, a coluna acha que até então, o Elon não passava de um mendigo.

Homofobia do “bem”
O vice-presidente do PT, deputado Washington Quaquá, partiu pra cima do colega de parlamento Nikolas Ferreira, na última quarta-feira, após aprovação da Reforma Tributária. Além de ter dado um tapa na cara de “Nikole”, Quaquá, antes, “xingou” o colega de “viadinho”. Como a “ofensa” verbal e a agressão física partiram de um petista, são consideradas “do bem”. Logo, não se vê manifestações da militância esquerdista condenando o comportamento. Na verdade, houve um movimento articulado para incitar a cassação da vítima, Nikolas, que, no episódio, foi agredido após chamar Lula de ladrão.

Imagem da semana
Obra do “Trânsito Livre” da Prefeitura de São Luís causa enorme congestionamento no bairro da Cohab. Antes de melhorar, primeiro piora. Tomara que fique bom mesmo.

Nos trilhos
O presidente da Argentina, Javier Milei, tá fazendo um grande esforço para colocar o país nos trilhos. Entre as iniciativas, Milei implantou o escambo. Agora, banana, leite, arroz, podem ser usados como moeda para pagamentos de trabalhadores. Dizem que já tem gente querendo também usar espelhos e miçangas.

E agora?
Com a inclusão de cassinos virtuais no projeto de Lei que regulamenta apostas esportivas no Brasil, o deputado Yglesio Moisés pode perder o palco que armou para seu espetáculo contra influenciadores que divulgam joguinhos online. Estando amparado por Lei, resta saber que tipo de regulamentação virá sobre a publicidade desse tipo de produto que, descaradamente, rouba dinheiro de quem joga. Mas, se engana e rouba quem joga, por que o governo quis aprovar? Porque agora parte do dinheiro vai pro governo. Só isso.
Acabou
Governo Brandão enterrou o projeto de BRT iniciado por Flávio Dino em São Luís. Não que fosse um primor de projeto, ao contrário. A execução dos serviços ao longo da avenida no bairro Araçagy mostraram o equívoco. Mas, é necessário pontuar que Brandão vem enterrando pouco a pouco (ou não) tudo que Dino concebeu. Cadê o Expresso do Trabalhador? Não existe mais. Cadê as Escolas Dignas? Não se ouve mais falar. Cadê as ações do Mais IDH? Ninguém lembra. Dar continuidade à essas ações era parte da tal “Carta Compromisso” inventada para definir quem seria o candidato de Dino em 2022. Como o ex-governador foi o primeiro a rasgar a Carta, não seria Brandão a cumprir com o que assumiu ao assiná-la.
Lula igual Bolsonaro
Diferente dos primeiros mandatos, Lula não respeitou a lista tríplice ao escolher Paulo Gonet como Procurador Geral da República. A lista é elaborada pela associação que reúne a categoria de procuradores. Assim, Lula se igualou a Jair Bolsonaro, que foi o presidente que quebrou a tradição de respeitar a lista tríplice.

Pra finalizar
Vem aí, “Capachos do Ano”. A lista de babões elaborada em pareceria com os leitores. Uma iniciativa que copia descaradamente a lista de “Chatos do Ano” feita pela tradicional coluna semanal que inspirou o Colunaço do Cappêta. Te segura, Pequeno. Sugestões devem ser enviadas para o titular desta coluna pelas redes sociais. Vamos eleger os maiores Capachos de 2023. Gente que baba político, que escreve babações em troca de tostões, eleitor que é gado de político. Vale qualquer indicação. Aguardo.

Precoce
Não durou muito a declaração do governador Carlos Brandão de quem não se envolveria nas eleições de 2024. Ele que não se envolva, pra ver o que acontece. Foi só correr o risco de perder poder de mando partidário que o chefe do Executivo Estadual se movimentou no tabuleiro eleitoral. Jogador que não joga o jogo não tem como ganhar a partida. Esse negócio de dizer que não vai se envolver em processo eleitoral é burrice, e Brandão pode ser qualquer coisa, mas não é burro.

Me paga, sacana
Então é natal, e o que você fez? O ano termina, tem calote outra vez. Os fazedores de cultura que trabalharam no “maior São João do mundo” estão até agora na maior pindaíba do mundo. Grupos, artistas, prestadores de serviço, reclamam e protestam na esperança de receber da secretaria de Cultura do governo Brandão os pagamentos por apresentações no São João do Maranhão. O governo se faz de surdo enquanto a galera, só de fazer cobrança, já está mais cansada do que um gago depois de declamar Faroeste Caboclo.

Falando nisso
Quem apareceu na mídia nos últimos dias, acusado de dar calote em contrato de aluguel, foi o ex-deputado e ex-secretário estadual no governo Dino, Rogério Cafeteira. O apartamento localizado em área nobre tem o valor de locação em R$ 15.000,00, que não foi pago nem o primeiro mês pelo sobrinho do ex-governador do Maranhão, Epitácio Cafeteira. A empresa locatária entrou com processo para despejar o inquilino indesejado. Rapá, quem não pode com o pote, não pega na botija.

Gado burro
Bolsonaristas estão dizendo que o aplicativo do Governo criado pra bloquear celular em caso de roubo servirá, na verdade, para acessar dados pessoais e vigiar quem instalar. Kkkkkkk. Imagina, o Governo é quem “faz” teu CPF, RG, Imposto de Renda, cartão do SUS, passaporte, certidão de nascimento, CNH, Título de Eleitor, mas vai ter que inventar um aplicativo pra poder ‘roubar’ teus dados, né? Cara, não dá pra ser mais imbecil.
De grego
Os EUA presentearam – e o Brasil aceitou – câmeras de segurança para serem usadas no corpo dos policias da PRF do Rio e da PM da Bahia. Não só isso. Os equipamentos vêm também com software de gerenciamento. Isso mesmo. Hardware e software de monitoramento das ações dos policiais brasileiros doados pelo país que não invariavelmente vigia e espiona os países que bem entende mundo afora.

Piada boa
E a primeira-dama brasileira que teve o seu Twitter “hackeado” afirmou que, durante os 90 minutos em que seu perfil ficou em poder do “hacker”, o dono da plataforma ficou mais “milionário”. Isso mesmo, Janja Lula afirmou literalmente que Elon Musk ganhou muito dinheiro e aumentou seu patrimônio em milhões por causa do ataque ao perfil dela no “X” / Twitter. Não é piada (ou é). É isso mesmo. Na verdade, a coluna acha que até então, o Elon não passava de um mendigo.

Homofobia do “bem”
O vice-presidente do PT, deputado Washington Quaquá, partiu pra cima do colega de parlamento Nikolas Ferreira, na última quarta-feira, após aprovação da Reforma Tributária. Além de ter dado um tapa na cara de “Nikole”, Quaquá, antes, “xingou” o colega de “viadinho”. Como a “ofensa” verbal e a agressão física partiram de um petista, são consideradas “do bem”. Logo, não se vê manifestações da militância esquerdista condenando o comportamento. Na verdade, houve um movimento articulado para incitar a cassação da vítima, Nikolas, que, no episódio, foi agredido após chamar Lula de ladrão.

Imagem da semana
Obra do “Trânsito Livre” da Prefeitura de São Luís causa enorme congestionamento no bairro da Cohab. Antes de melhorar, primeiro piora. Tomara que fique bom mesmo.

Nos trilhos
O presidente da Argentina, Javier Milei, tá fazendo um grande esforço para colocar o país nos trilhos. Entre as iniciativas, Milei implantou o escambo. Agora, banana, leite, arroz, podem ser usados como moeda para pagamentos de trabalhadores. Dizem que já tem gente querendo também usar espelhos e miçangas.

E agora?
Com a inclusão de cassinos virtuais no projeto de Lei que regulamenta apostas esportivas no Brasil, o deputado Yglesio Moisés pode perder o palco que armou para seu espetáculo contra influenciadores que divulgam joguinhos online. Estando amparado por Lei, resta saber que tipo de regulamentação virá sobre a publicidade desse tipo de produto que, descaradamente, rouba dinheiro de quem joga. Mas, se engana e rouba quem joga, por que o governo quis aprovar? Porque agora parte do dinheiro vai pro governo. Só isso.
Acabou
Governo Brandão enterrou o projeto de BRT iniciado por Flávio Dino em São Luís. Não que fosse um primor de projeto, ao contrário. A execução dos serviços ao longo da avenida no bairro Araçagy mostraram o equívoco. Mas, é necessário pontuar que Brandão vem enterrando pouco a pouco (ou não) tudo que Dino concebeu. Cadê o Expresso do Trabalhador? Não existe mais. Cadê as Escolas Dignas? Não se ouve mais falar. Cadê as ações do Mais IDH? Ninguém lembra. Dar continuidade à essas ações era parte da tal “Carta Compromisso” inventada para definir quem seria o candidato de Dino em 2022. Como o ex-governador foi o primeiro a rasgar a Carta, não seria Brandão a cumprir com o que assumiu ao assiná-la.
Lula igual Bolsonaro
Diferente dos primeiros mandatos, Lula não respeitou a lista tríplice ao escolher Paulo Gonet como Procurador Geral da República. A lista é elaborada pela associação que reúne a categoria de procuradores. Assim, Lula se igualou a Jair Bolsonaro, que foi o presidente que quebrou a tradição de respeitar a lista tríplice.

Pra finalizar
Vem aí, “Capachos do Ano”. A lista de babões elaborada em pareceria com os leitores. Uma iniciativa que copia descaradamente a lista de “Chatos do Ano” feita pela tradicional coluna semanal que inspirou o Colunaço do Cappêta. Te segura, Pequeno. Sugestões devem ser enviadas para o titular desta coluna pelas redes sociais. Vamos eleger os maiores Capachos de 2023. Gente que baba político, que escreve babações em troca de tostões, eleitor que é gado de político. Vale qualquer indicação. Aguardo.

Vitória
A indicação e aprovação de Flávio Dino para o STF é um feito histórico. É a primeira vez em 30 anos que um senador ocupa a mais alta corte do país; é a primeira vez na história que um maranhense ascende a esse posto; é o primeiro comunista ministro supremo; junta-se às quebras de recordes da vida de Dino o fato de que nenhum outro brasileiro vivo ocupou os 3 Poderes da República. O maranhense, que já foi do Judiciário, de onde saiu para entrar na política via Legislativo, também ocupou cargos no Executivo, e, agora, retorna ao Judiciário pela via política. Não precisa gostar de Flávio Dino para reconhecer que o homem deixará registrado seu nome na história.

Derrota
Flávio Dino recebeu a pior votação no Senado para um ministro do STF. Ao lado do “terrivelmente evangélico” André Mendonça, Dino entra pra história com apenas 47 votos favoráveis. Mendonça só foi pior que Dino nos votos contra, com 32 registros ante 31 do maranhense. Para o vaidoso Dino, homem que gosta de quebras de recordes, de ser considerado o melhor, o maior, esse resultado é, sim, uma derrota. Assim como enche a boca para dizer que foi o senador mais votado da história do Maranhão, ou de que foi aprovado em 1º lugar para juiz aos 26 anos etc etc etc, Dino não vai poder dizer que foi para o STF com a melhor votação. Quem o conhece, sabe o quanto isso o incomoda e será colocado na ala reservada ao esquecimento na sua biografia.
Reprovado
Levantamento popular mostra que o brasileiro rejeita Flávio Dino no STF. Na prática isso não faz diferença nenhuma. Mas, essa é mais uma informação que, jamais admitindo, incomoda aquele que sempre almeja ser venerado. Segundo pesquisa do Instituto Real Time, 55% dos brasileiros dizem ser contra Dino no STF. Entre os fatos motivadores de rejeição, 36% alegam seu desempenho como governador do Maranhão.
Amigo comunista
Após indicar Dino para o STF, o presidente Lula discursa comemorando a aprovação do “primeiro ministro comunista na Suprema Corte”. Ministro mais chegado do presidente, Flávio Dino é aliado canino, amigo histórico e fiel do petista, apesar de todas as “facadas nas costas” dadas em Dino por Lula no histórico da política do Maranhão.

Incoerência
Apostando na curta memória do brasileiro, políticos não se envergonham de praticar contrariamente àquilo que apregoam. Em referência à indicação de André Mendonça para o STF feita por Bolsonaro, Lula disse, durante debate na campanha de 2022, que “não é democrático um Presidente querer ter os ministros da Suprema Corte como amigos. Tentar mexer na Suprema Corte pra colocar amigo, companheiro ou partidário é um retrocesso”.

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Registro histórico
Para chegar ao STF, Flávio Dino precisou de 3 “desafetos” que fez ao longo da sua carreira. O relator da indicação foi Weverton Rocha, a quem Dino preteriu e boicotou na disputa eleitoral de 2022; o ex-presidente José Sarney, classificado por Dino como responsável pela miséria no Maranhão, arregimentou votos para o comunista; o ex-juiz Sérgio Moro, detratado inúmeras vezes por Dino, garantiu um dos 47 votos da aprovação.
Exílio
O STF pode funcionar apenas como um descanso político para Flávio Dino. Esta coluna já havia levantado a possibilidade de ele voltar à política novamente, especialmente quando Lula “passar”, cedo ou tarde. A reação de alguns leitores foi de escárnio com esta possibilidade. No entanto, o próprio Flávio externou, em discurso após aprovação pelo Senado, sua paixão pela política e a vontade de retorno. Querer, ele quer; planejar, a coluna acredita que planeja; vai acontecer? Só o tempo dirá.
Dificuldade
Não existe lacuna na política. O espaço de Dino será ocupado, e, se quiser voltar, terá que manter minimamente uma agenda política, o que não é compatível com o cargo para o qual foi indicado e aprovado. O ministro entretanto já deu a senha: vai continuar a receber políticos como ministro do STF. Numa “democracia relativa” pode ser que caiba um ministro da mais alta corte fazendo isso, afinal recentemente tivemos até um ministro do STF participando de lançamento de programa de governo, né?
Cachimbo da paz
Muita gente “comemorou” a aprovação de Dino em um convescote na casa do senador Weverton Rocha em Brasília. Comunistas se embebedaram e, sob efeito do álcool, fizeram juras de amor ao senador. Quem diria. Órfão político de Dino, Márcio Jerry chegou a fazer mea-culpa pela campanha contra Weverton em 2022 e, num abraço etílico com Erlânio Xavier, elegeu, implicitamente, Rocha como seu líder daqui em diante. O comunista foi visto saindo da festa as 5h da manhã.

Mistério
Direto do Maranhão para Brasília, um famoso “operador” da então Secom comunista pode se enrolar operando “esquemas” na capital federal. Sem sequer ter cargo no Ministério da Justiça, o imperador romano já é alvo de levantamentos da imprensa nacional. A saída de Dino do MJ acabaria derrubando o “lance”, que inclusive envolveria a aquisição de equipamentos e viaturas. O suposto esquema armado teria não apenas anuência do “chefinho” desde a época do edifício João Goulart, mas sua própria participação. Que coisa péssima, hein? Será que Flávio Dino tá sabendo? Esquema debaixo da sua barriga? Será que é por isso a insistência e a articulação até junto ao partido pra ocupar o cargo deixado por Dino?
Faz o “L”
Depois que o governo federal resolveu taxar comprinhas de brasileiros em sites internacionais, Shein e Shopee registraram queda de 54% nas vendas. Com “brusinhas” chegando a custar mais que o dobro, brasileiro desiste de comprar lá fora. Engana-se, no entanto, quem acha que se não compra lá vai comprar cá. Não vai, não. O dinheiro é o mesmo. E se tá curto pra pagar o dobro lá fora com as taxas, imagina para 4x mais aqui dentro. Há quem defenda a taxação. A estes dá-se o nome de “trouxas”, gado de político.

Um deputado, uma voz
O irmão do prefeito de São Luís é o único deputado que tem se ocupado de levantar discussões realmente necessárias na Assembleia Legislativa. Enquanto a guerra ideológica toma conta da tribuna, com questões de pouco ou nenhum impacto real sendo levantadas, Fernando Braide tem tocado em assuntos solenemente ignorados. É o caso, por exemplo, do funcionamento do Hospital da Ilha, concebido para ser um hospital “porta aberta”, mas funciona regulado, sem cumprir com a função de desafogar as unidades de saúde da capital, que seguem abarrotadas de pacientes da Ilha e vindos do Interior. Nem mesmo o ex-secretário de Saúde do estado, deputado Carlos Lula, para engrossar a cobrança ao governo para que cumpra com o objetivo do Hospital da Ilha.

Do bem
A Câmara Federal, em Brasília, abriu processo que pode resultar em cassação do deputado André Janones. Acusado por ex-assessores de seu gabinete de praticar “rachadinha”, Janones foi gravado pedindo que funcionários arcassem com despesas pessoais e débitos de campanha dele, e agora terá de enfrentar o Conselho de Ética da Câmara.

Imagem da semana

Pra encerrar
O registro de como uma obra completamente desnecessária está ultrajando o que era uma das mais belas paisagens da região de praias da capital maranhense. O viaduto da Ponta D’Areia nasce como um trambolho que violenta a paisagem urbana. Um projeto ultrapassado sendo executado de maneira açodada, sem levar nada em consideração, nem mesmo a escolha de um projeto em harmonia com o local. Em breve, a parede que tirou a ventilação, a visão das dunas e do mar, estará, no mínimo, suja e encardida, cheia de manchas. E poderá abrigar cartazes e propaganda irregular, além de pichações. Um legado deixado pelo governador Carlos Brandão.
