Em maio deste ano (2023), o deputado estadual Fernando Braide apresentou um Projeto de Lei que autoriza o estado a ceder para empresas privadas, mediante pagamento, o direito de dar nomes a bens e equipamentos públicos, como estádios, ginásios, parques, praças etc.
A ideia é inovadora pras bandas de cá, e permite, de forma inteligente, ao estado gerar receita e à empresa ter seu nome divulgado como forma de publicidade.
Isso já se tornou comum na iniciativa privada entre, por exemplo, times de futebol e seus patrocinadores, que fecham contratos para batizar estádios por determinado período, ou até mesmo para dar nomes à equipes, como na Fórmula 1 e em alguns times esportivos.
Há casos também em que arenas de shows e casas de espetáculo levam nomes de grandes bancos ou de multinacionais A isso chama-se de naming Rights, que, em tradução livre é direito de nome.
Há também experiências exitosas entre entes públicos e privados em diversos países do mundo. A inciativa do deputado Fernando Braide, portanto, é algo inovador e altamente moderno para os padrões da legislação local. Basta imaginar que o caminho mais fácil sempre escolhido pelos governos para aumentar a receita é descarregar imposto sobre o cidadão.
Nesse particular, importante destacar que o próprio deputado deu voto contra o aumento de imposto proposto pelo governo do Maranhão e invocou, em discurso, a necessidade de exatamente buscar meios inteligentes para aumentar as receitas sem impactar o bolso do contribuinte.
Qual não foi a supresa quando, na última sexta-feira (01), o governador Carlos Brandão envia para a Assembleia Legislativa uma Medida Provisória para autorizar o Executivo Estadual a fazer concessões de direitos de nomes, tal qual o projeto do deputado Fernando Braide.
A iniciativa do governo é intempestiva e atropela o Projeto de Lei, que, observe, já estava datado para ser votado em segundo turno nesta terça-feira (05), após passar pelo trâmites naturais dentro da Casa Legislativa.
Uma Medida Provisória estabelece normas com força de Lei, e deve ser adotada pelo executivo em questões urgentes ou casos de grande relevância. Desse modo, passa a valer com maior brevidade. É, como já diz o próprio nome, provisória e carece de aprovação da Casa Legislativa para que se transforme em Lei.
Tendo como base o fato de que já há uma Lei tramitando, e não se trata de uma questão urgente, a mensagem enviada pelo governador à Assembleia é um verdadeiro atropelo que pode significar ou um ato doloso do executivo para se contrapor ao deputado ou um completo desconhecimento do que acontece no Poder Legislativo. Em qualquer dos casos, é grave, seja por má fé ou por incompetência.
Camaleão
Prestes a ser sabatinado no Senado, Flávio Dino mimetiza outra pele para chegar ao STF. De hora pra outra comedido nas palavras, ponderado e equilibrado, nem parece o ministro debochado e belicoso com “adversários” agora donos de votos para sua chegada à Suprema Corte. Se parece muito com o político que desejava chegar ao poder em 2014 no Maranhão, e com o Dino que precisou pedir apoio à candidatura do seu pupilo nas eleições de 2020 em São Luís para tentar não perder para Braide: um homem de voz mansa e olhar de gatinho do Shrek. Haverá nova troca de pele em breve.

O mundo capota
Como o destino é debochado. Pouco mais de 1 ano após as eleições de 2022, quando Flávio Dino e Weverton Rocha estiveram em lados opostos, com trocas de “afagos e carinhos”, destino de um foi parar nas mãos do outro. Tá, escrever desse jeito é meio que forçar a barra, mas a situação é que Werverton é o relator da indicação de Dino ao Supremo, e poderia até, sei lá, criar algum atrapalho. No entanto, a “briga” da eleição está superada e Rocha tem aparecido ao lado de Dino e defendido sua aprovação para o novo cargo.

Sem almoço grátis
Não por acaso Weverton foi escolhido pelo presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Davi Alcolumbre, relator da indicação de Dino. O movimento ajuda muito mais Weverton do que Dino. De algum modo, Rocha espera poder construir um caminho melhor para seu futuro político, notadamente na eleição de 2026 no Maranhão. Mas, isso é assunto que merece mais espaço e atenção da coluna. Em breve.
Encosto
Visto como um atrapalho para planos políticos petistas e alguns movimentos de Lula, a “retirada” de Dino da política é um alívio para o presidente e para o PT. Flávio, na verdade, está sendo tirado do caminho. O comportamento beligerante do ministro da Justiça interfere na aproximação do governo com algumas figuras do Congresso. A presença de Dino até mesmo constrange Lula de fazer negociações políticas vistas como não muito republicanas, mas que o petista entende que devam ser feitas. Espaçoso e midiático, Dino causa mal estar em outros membros do governo e faz sombra para o presidente, que não quer nem precisa de alguém para dividir protagonismo.

Sem novidade
Desde antes da eleição de Lula já se falava que Dino poderia ser indicado para o STF, e ele fez o jogo para isso acontecer, mesmo tendo negado publicamente o interesse. Relembro o que disse o Colunaço em 18/06/23

Vale tudo
Como já aconteceu noutras oportunidades, Dino recorreu a José Sarney para articular junto a alguns senadores mais votos favoráveis para sua indicação. Imediatamente, o velho oligarca acionou alguns contatos e garantiu de pronto o apoio de senadores que rezam sua cartilha. É mais um favor que Flávio fica devendo a José, tão combatido e esculhambado por Dino num passado recente.

Mais uma
Flávio Dino enviou “Carta Compromisso” para o Senado prometendo “atuação técnica e imparcial”. Em 2021, o Dino governador do Maranhão também inventou uma “Carta Compromisso” que visava o diálogo e o entendimento para a escolha dos candidatos majoritários do grupo político por ele liderado para disputar a eleição de 2022. Pouco tempo depois, Dino rasgou a Carta e impôs sua “escolha pessoal” que precisou ser engolida. Com esse histórico, a Carta ao Senado pode ser apenas mais uma. O tempo dirá.

Duarte contra Dino
É bem verdade que os afilhados políticos de Flávio Dino não estão satisfeitos com a orfandade precoce, mas ninguém manifesta contrariedade à ida do seu líder ao STF. O deputado Duarte Jr., entretanto, achou um jeito de contrariar o discurso de Flávio. Enquanto o ministro promete “atuação técnica e imparcial”, Duarte “ameaça” colega de parlamento sugerindo que, ao chegar no Supremo, Dino vai perseguir políticos adversários dos “seus”. Em sessão nesta quinta-feira, o deputado maranhense direcionou fala ao colega André Fernandes: “Chora, pode chorar, porque o ministro agora virou supremo e a tua hora vai chegar”.

Vade Retro
O presidente Lula vetou a possibilidade de o atual secretário-executivo do Ministério da Justiça, Ricardo Cappelli, assumir interinamente o comando da pasta após a indicação de Flávio Dino ao STF. O veto foi dado por Lula durante a reunião com Dino e outros ministros do governo, na segunda-feira (27/11), no Palácio da Alvorada, quando o presidente anunciou ter escolhido o ministro da Justiça para a Corte.

Viagem no tempo
Num pomposo evento realizado na última sexta-feira (01), o MDB maranhense ressurge sob comando do irmão do governador Carlos Brandão no volante do Delorean. À bordo da máquina do tempo estão Roseana Sarney, João Alberto e outras figuras de um recente passado quase esquecido. Nem mesmo Marty McFly e o doutor Emmet Brown poderiam imaginar esse futuro.

Raios
Ao acelerar o Delorean, deixar um rastro de fogo no asfalto e rasgar o espaço-tempo Marcus Brandão foi até os anos 90, embarcou os Sarneys na máquina e ressurgiu com o brilhoso veículo inoxidável no estacionando do Centro de Convenções dando ao velho grupo renovado as boas vindas do “futuro”.

Sobrevivência
No evento emedebista, estavam alguns órfãos do dinismo, quem diria. Sem um malvado favorito pra chamar de seu – com Dino no STF – os mínions comuno-socialistas precisam se movimentar na tentativa de pertencer ao bando de patos sem o pato manco. Presentes no evento, gente como Felipe Camarão, Duarte Jr., Ricardo Cappelli e outros remanescentes do governo Dino. É, parece que, hora ou outra, todo mundo faz coisas ruins pra sobreviver.
Sabe quem é mamãe?
Um dos programas de maior sucesso para os políticos é o “Meu Primeiro Emprego”. Não aquele criado no governo Roseana, mas aquele em que filhos e filhas de políticos conseguem garantir como primeira ocupação na vida um carguinho, eletivo ou não, na estrutura pública. Pra ficar apenas em alguns nomes conhecidos, lembremos Rubens Pereira Jr., André Fufuca, Eduardo Braide, Amanda Gentil… E vem muito mais por aí com filhos de deputado(a)s e de outros políticos, mal saídos da adolescência ou ainda nela, disputando prefeituras ou cadeiras em câmaras municipais em 2024. Se ainda tem eleitrouxa pra votar, tem malandro pra se candidatar.
Trânsito Livre
Mas somente para carros. Obras da prefeitura de São Luís visando melhorar a “mobilidade” na capital diminui calçadas, ignora acessibilidade e a existência de ciclistas nas avenidas, além de derrubar inúmeras árvores e suprimir áreas verdes no entorno das obras. Sem melhoria no transporte público e sem considerar outros meios de locomoção, inclusive a pé e de bicicleta, o “Trânsito Livre” não é uma obra de mobilidade urbana, mas de elitização do tráfego, privilegiando quem tem carro, e, pior, contribuindo para uma cidade com mais emissão de poluentes, mais quente e menos aconchegante. É possível desenvolver com sustentabilidade, mas isso tem sido ignorado no projeto da Prefeitura. Não é projeto, é obra a toque de caixa visando o período eleitoral.
Falando nisso
Quando o prefeito Eduardo Braide colocará em prática a prometida “Patrulha Ambiental”? Áreas que se transformam em lixões irregulares dentro da cidade e até em bairros considerados nobres não têm nenhuma ação para coibir o descarte irregular de resíduos. A coluna volta a citar a rua Timon, no Jardim Eldorado, onde a única providência da Prefeitura é de retirar, de vez em quando, o lixo acumulado em plena via, quando quase interditada.

Julgue
Fato 1: há alguns dias, foi anunciado na imprensa que a filha do presidente do TJMA, desembargador Paulo Velten, tem emprego na Prefeitura de São Luís.
Fato 2: Paulo Velten tem tomado decisões favoráveis à Prefeitura de São Luís em ações que chegam até ele no Tribunal de Justiça. Por último agora, a respeito de um pregão com indícios de irregularidades para compra de asfalto. Antes, Velten já havia favorecido a Prefeitura na derrubada de uma liminar.

Embalagem
Nesta semana tem a entrega da reforma do Hospital da Criança. De embalagem nova, mas sem ter oferecido nenhum treinamento aos profissionais, sem implantação de protocolos clínicos, sem novidade na Gestão de Pessoas, Gestão Material ou Gestão de Patrimônio. Deveria haver um Seletivo ou Concurso para contratação/regularização dos trabalhadores excluídos da proteção da CLT. Houve uma contratação em massa, mas apenas com a lógica de tentar um saldo eleitoral para um pretenso candidato a vereador em 2024.
Faz o “L”
Vice-presidente Geraldo “Xuxu” Alckmin informou que, na sanha de arrecadação, o próximo passo do Governo Federal é oficializar a taxação de todas as compras internacionais, mesmo aquelas inferiores a 50 dólares, que o governo na cara de pau classifica como “importação”. Isso mesmo, você comprador de bugigangas de 5 dólares é considerado importador pelo governo. Em verdade, a taxação de compras de qualquer valor já está em prática, o anúncio, portanto, apenas escancara a sede arrecadatória.

Não é piada (ou é!)
O governador do Amazonas, Wilson Lima, tem a pretensão de cobrar o bilionário Jeff Bezos pelo uso do nome “Amazon”, empresa multinacional de tecnologia situado nos EUA. Ele acredita que o ricaço faz uso indevido do nome do estado do Amazonas sem nenhuma compensação financeiramente. “A Amazon usa o nome do Amazonas, usa o nome da Amazonia, quanto é que a gente ganha por isso?”, questiona. Já estamos preocupados se o prefeito de Uberlândia não vai cobrar a Uber; ou o governador de Brasília processar a Volkswagen; e o governador que vai processar a Casas Bahia? E se o Biden encrencar com as Lojas Americanas? Como diria o João Kleber: “vamos rrrir, vamos rrrrir”.

Ironicamente
A Amazon anunciou na COP28 que fará investimentos da ordem de US$ 16,3 milhões para projetos na floresta amazônica. O anúncio, no entanto, nada tem a ver com a viagem na maionese do governador Wilson. O aporte atende a planos elaborados pelo estado do Pará para conter desmatamento na Amazônia Brasileira.
Corte rápido
O saldo do encontro de Braide e Brandão não foi bom para o prefeito de São Luís. Saiu do Palácio dos Leões sem nenhum sinal de que terá o apoio, ainda que velado, do governador, com uma cobrança para que pague o débito que a Prefeitura tem com a Caema e uma ameaça de corte no fornecimento de água no prédio do executivo municipal. Logo no início da conversa, o prefeito “brincou” com o governador sobre a eleição de 2024, mas tomou um “chega-pra-lá”: “A gente tá aqui somente para tratar das obras e de questões administrativas, e não de eleição”, cortou Brandão. Azedou.

O primeiro hospital maranhense para tratamento e prevenção do câncer fora da capital foi inaugurado em Pinheiro, nesta sexta-feira (1). Defensor da luta contra o câncer, o deputado estadual Fernando Braide (PSD) participou da entrega e se comprometeu a colaborar para o funcionamento do Hospital Dr Antonio Dino, que irá descentralizar os atendimentos e aproximar serviços essenciais da população do interior do estado.
Ao lado de colaboradores e voluntários da fundação Antônio Dino e do presidente em exercício da instituição, o deputado estadual Fernando Braide conheceu as instalações da nova unidade hospitalar, na baixada maranhense, e destacou a importância da iniciativa para o fortalecimento do combate ao câncer no Maranhão.
“Esse é um investimento para a nossa população no que diz respeito ao combate ao câncer. Descentralizar a prestação dos serviços de saúde é uma forma de alcançar os cidadãos com mais rapidez, proporcionando ações efetivas de prevenção no interior do estado e possibilitando que o diagnóstico de novos casos aconteça de forma precoce”, destacou o parlamentar que tem a luta contra o câncer como uma das bandeiras de seu mandato.
Durante a cerimônia de entrega, que contou, também, com a presença de autoridades e da população de Pinheiro, Antônio Dino Tavares reforçou os benefícios do hospital especializado em tratamento oncológico que irá beneficiar mais de 40 municípios da baixada e litoral Norte maranhense.
“Com o Hospital Dr. Antonio Dino em Pinheiro, pacientes que se deslocam, atualmente, para receber o atendimento em São Luís, poderão ser atendimentos em sua região. Assim, economizarão tempo, dinheiro e terão mais conforto em seus tratamentos”, frisou o presidente em exercício da fundação.
Ainda de acordo com Antônio Dino Tavares, a Fundação Antonio Dino desenvolve vários projetos de combate e prevenção, e trata da importância da descentralização do tratamento oncológico no estado. O hospital em Pinheiro dá início a esse processo e a expectativa é de que, em breve, novas cidades recebam novos hospitais.

O jornalista e radialista João Filho receberá o Título de “Cidadão Ludovicense” em Sessão solene, que será realizada no próximo dia 07 de dezembro, às 14h, no Plenário Simão Estácio da Silveira, na Câmara Municipal de São Luís.
A honraria é de iniciativa da vereadora Fátima Araújo (PCdoB) e foi aprovada, por unanimidade, pela Casa de Leis por meio do Decreto Legislativo n.º 0109/2023.
“Como Vereadora, entendo que o Título de Cidadão Ludovicense é o reconhecimento daqueles que deixaram sua cidade natal e, com residência no município de São Luís, de forma comprometida, contribuem para o crescimento desta cidade e do nosso Estado. Pessoas diferenciadas que empregam força, determinação, coragem e conhecimentos significativos para a realização de ações que suscitam a esperança de uma sociedade mais justa e uma população mais assistida”, afirmou Fátima Araújo ao defender a homenagem.
João Benedito Pereira, popularmente conhecido como João Filho, nasceu na comunidade Floresta, zona rural do município de Bequimão, na baixada maranhense, em junho de 1975. É filho do agricultor/pescador Benedito Pereira (Bitão) e da agricultora e servidora pública aposentada Joana Pereira.
João Filho, assim como várias crianças que nascem no interior do Maranhão, enfrentou diversas dificuldades, mas sempre lutou para conquistar o sonho de ser jornalista.
“Eu percorria quilômetros de estrada de barro a pé e atravessava rios cheios no período de inverno para chegar à escola mais próxima, Atanásio Martins, localizada no povoado Barroso, que fica a três quilômetros da comunidade onde morava. A minha vida nunca foi tarefa fácil, sempre foi de luta, de batalhas, incentivado por poucos e desmotivado por muitos”, relembra o agora jornalista.
Em 1995 concluiu o tão sonhado segundo grau e em 1997 deixou a família na zona rural de Bequimão em busca de trabalho em São Paulo, mas retornou para o Maranhão três meses depois e foi morar na casa de parentes no bairro Liberdade, em São Luís. Dias após chegar na capital maranhense começou trabalhar na obra do elevado do Calhau e de lá, convidado pelo mestre de obra da construção, foi trabalhar em Belém do Pará.
Em 1998 João Filho retorna para São Luís para trabalhar como zelador em um hospital particular da capital maranhense. Mesmo fazendo cursos na área de saúde, o grande sonho era ser jornalista. “Cheguei a me interessar pela enfermagem e radiologia. Inclusive, fiz o curso de técnico em enfermagem, mas o sangue que pulsava em minhas veias era radialismo e jornalismo”, conta o comunicólogo.
Depois de cinco anos trabalhando no hospital, João Filho foi demitido. Porém na demissão surgiu uma oportunidade e o ex-auxiliar de serviços gerais se encontrou com jornalismo em 2003. “Minha saída desse hospital abriu novos caminhos. Comecei a trabalhar na rádio Cultura FM do Maiobão aos domingos, onde conheci Stênio Kawasaki, profissional que me deu a primeira oportunidade de falar em uma rádio FM”, diz ele – muito alegre .
Após a primeira experiência trabalhando em um veículo de comunicação, o agora jornalista deixou o Maranhão e viajou, em 2005, para o Rio de Janeiro. Por lá trabalhou nas rádios Carioca AM, Rádio 1440 AM, Rádio Fluminense AM 540 e rádio Opção News FM.
Ainda na capital carioca, João deu mais um passo em busca de formação na área de comunicação social: iniciou o curso de jornalismo na Unicarioca. Voltou para o Maranhão a convite do empresário e radialista Léo Felipe, e, em 2015, aos 40 anos de idade, concluiu a formação superior em jornalismo na Faculdade Estácio, em São Luís.
No Maranhão João Filho trabalhou nas rádios Mais FM 99,9 MHZ, Cidade FM 99,1 MHZ, Nova FM 93,1 MHZ, Maracú FM 93,9 MHZ, Educadora AM 560 KHZ, Difusora AM 680 KHZ, Timbira AM 1290 KHZ e Capital AM 1180 KHZ. Atualmente é editor do Portal G7 (www.g7ma.com) e, também, tem um blog (www.joaofilho.com).
A Sessão solene de entrega do Título de Cidadão Ludovicense ao bequimãoense João Filho será transmitida, ao vivo, pelo canal da Câmara no YouTube.
O senador Weverton Rocha (PDT-MA), relator da indicação de Flávio Dino ao Supremo Tribunal federal (STF), vai apresentar na próxima semana o seu parecer. A expectativa é de que a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ocorra no dia 13 de dezembro.
“Irei apresentar o relatório falando sobre o pleno saber jurídico que hoje a maioria dos ministros do Supremo que estão tanto no exercício de suas funções ou como aposentado os têm. Temos muita tranquilidade em levar um relatório com a indicação para aprovação do nosso sabatinado”, destacou o parlamentar.
Weverton acompanhou Dino em uma série de visitas a diversos senadores na Casa Legislativa. O ministro da Justiça tem conversado com os parlamentares para apresentar suas posições jurídicas nos dias que antecedem a sabatina na CCJ e a votação no plenário.
“Eu acho que vamos sair com no mínimo 50 votos, que é um número tranquilo para passar no plenário”, ressaltou o senador.
Os relatores das indicações de autoridades devem manifestar se o indicado cumpre ou não os requisitos e geralmente o fazem antes da sabatina. No caso do STF, algumas das exigências são ter “notável saber jurídico e reputação ilibada”, mas Weverton decidiu já manifestar publicamente seu apoio ao candidato a uma das 11 cadeiras na suprema Corte.
“Geralmente o relator aguarda a sabatina para fazer a sua declaração de voto, mas um caso como esse, que está tendo muita especulação, é importante você sair e já falar que eu irei apresentar o relatório falando sobre a sua vida vitoriosa, dos plenos saberes jurídicos”, destacou.
Depois de passar pelo crivo da comissão, Dino ainda precisa dos votos favoráveis de pelo menos 41 dos 81 senadores no plenário do Senado.
Dino foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta segunda-feira (27) para ocupar vaga na Corte Suprema, aberta com a aposentadoria compulsória de Rosa Weber, que completou 75 anos no início do mês.
Formado em direito pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), com mestrado na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Flávio Dino foi juiz federal por 12 anos, período no qual ocupou postos como a presidência da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e a secretaria-geral do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Inevitável?
Até o momento, os indicativos são de que o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, tem mais possibilidades de se reeleger do que não se reeleger. A principal questão é a forma como isso vai acontecer. Se no 1º turno ou no 2º; se num processo eleitoral mais fácil ou mais difícil; se contra muitos oponentes de uma vez ou vários oponentes separados etc. A construção desse caminho gira em torno das escolhas dos seus principais adversários que orbitam em torno da candidatura de Duarte Jr. Há inúmeros caminhos pra se chegar ao inevitável. As escolhas definem os caminhos.
Erro
A busca por unir em torno de Duarte todos os possíveis concorrentes do campo dinobrandonista e transformar a disputa num plebiscito é uma aposta alta, onde essa turma só vislumbra o sonho da vitória sobre o prefeito, ignorando o fato de que quanto maior a aposta maiores os riscos em torno dela. A vitória pode ser grande, a derrota maior ainda, sem chances de redenção, com consequências a longo prazo inestimáveis.
Monstro
Ao vencer uma possível disputa plebiscitária contra Duarte Jr., sem chances de segundo turno, Braide estará colocando no bolso, com uma mãozada só, o ex-governador Flávio Dino e o governador Carlos Brandão; o vice-governador, Felipe Camarão; a presidente da Alema, Iracema Vale; os satélites do dinismo Rubens Jr., Bira do Pindaré, Carlos Lula, Ricardo Cappeli, além de todos aqueles ligados ao dinobrandonismo, direta ou indiretamente envolvidos com a campanha de Duarte ou em oposição ao prefeito, como o presidente da Câmara, vereador Paulo Victor. Estarão criando um monstro político, com consequências para 2026, 2028 etc.

Erro 2
Imaginar que uma eleição de dois nomes, neste caso o prefeito e um opositor, é uma eleição de escolha entre um nome e outro é também um erro. O eleitor não irá pra urna escolher se quer Braide ou Duarte. A escolha do eleitor é entre “sim” e “não” para o prefeito, se quer que Braide continue ou se quer interromper sua estada na prefeitura. . Tendo sido aprovada a gestão, a regra é que o eleitor opte por SIM, continuar com o prefeito. Se reprovada a gestão, o eleitor escolhe NÃO continuar. A escolha do NÃO pode invariavelmente beneficiar o opositor, seja ele quem for, Duarte, Neto; mas a escolha do eleitor é entre o SIM e o NÃO. Em regra, esse é o drive. Considerar a exceção é ingenuidade.
Estratégia
Sem outras candidaturas no processo eleitoral capazes de discutir de forma ampla questões sensíveis e mostrar ao eleitor de forma desnuda a gestão municipal, seus erros, as promessas não cumpridas, a tendência é de que não sobre outro nome senão de Eduardo Braide, submetido ao SIM e NÃO num cenário de alta aprovação, resultando numa reeleição relativamente tranquila contra um único adversário “pesado” e avaliado pelo opositor, por todo esse cenário, como o melhor a ser batido.
Rabo de olho
Os nomes que se apresentam no grupo dinobrandonista como possíveis candidatos são vistos com desconfiança por aqueles que pensam a candidatura de Duarte Jr.. É de se considerar que, primeiro, ninguém “engole” Duarte Jr.. Depois que quando um deles estiver na 3ª posição é hora de vaca desconhecer bezerro. Vislumbrando a possibilidade de chegar ao 2º turno, aquele que ocupa o 3º lugar mira no próximo acima dele, formando um duelo entre 3º e 2º lugar, deixando livre e limpo o céu para o voo de quem está na 1ª posição. Recorra ao passado recente e lembre da disputa de 2020 com Neto Evangelista partindo pra cima de Duarte Jr. Diz o ditado que passarinho não come pedra porque sabe o c* que tem. A turma em torno de Duarte teme exatamente esse cenário, por isso, quer tirar “aliados” da disputa. Falta confiança. Braide agradece.

Lote 10
Depois de dar de ombros para partidos durante todo o mandato, o prefeito de São Luís abre o pregão e começa a leiloar os espaços da gestão municipal com vistas à eleição do ano que vem. Braide é do tipo just in time, faz e desfaz as coisas na hora certa. Hora certa pra ele. Até agora contando apenas com seu próprio partido, o PSD, o prefeito entregou ao Republicanos o comando da SEMCAS. Anote, no entanto, que na “hora certa”, Braide vai tomar a secretaria. Mas, só depois da eleição.

Falando nisso
Qual destino foi dado à vice-prefeita Esménia Miranda? Foi apenas mais uma uma mulher negra da periferia usada na “hora certa” como amuleto para a eleição de Braide? Alçada ao cargo de secretária municipal de Educação, na “hora certa” foi retirada do cargo e relegada ao anonimato na gestão municipal. Até parece que a cidade nem tem vice-prefeita. O protagonismo de Esmênia foi apenas utilitário.

E nisso
De volta à normalidade, sem a necessidade de fingimentos de ideais, o pragmatismo político faz Eduardo Braide escolher o vice padrão. Pensando em disputar o governo em 2026, o prefeito deixará a prefeitura nas mãos do vice a ser eleito com ele em 2024. Desse modo, David Coldebella, titular da Semosp, amigo de confiança do prefeito, deve compor a chapa.

Elite
Alguém aí já notou que todo prefeito de São Luís faz “intervenções e melhorias” na avenida dos Holandeses? A cada mandato, a via é recapeada, asfaltada, sinalizada, ampliada. Localizada em área nobre, a Holandeses faz parte do trajeto do prefeito, ex-prefeitos, deputados, membros do judiciários e outros ricos da sociedade que mantém residências, escritórios e negócios na avenida ou em seu entorno. Talvez essa seja a melhor explicação par tanta “preocupação”, a ponto de até o governador mandar fazer um viaduto sem real necessidade de prioridade na via, enquanto bairros afastados das áreas consideradas nobres enfrentam esgoto a céu aberto, pontes de madeira (ou nem isso), asfalto de papel…

Elite 2
Compare o tipo e qualidade na execução de obras nos bairros quando os gestores decidem assim fazer para dar a ideia de que também trabalham na periferia. Compare o Parque do Rangedor com a APA Itapiracó, compare coisas simples como o calçamento, a sinalização e a cerca. Compare a Praça do Foguetinho com qualquer pracinha na Cohab. Feitas de qualquer maneira, obras nos bairros são assim porque julgam os gestores que onde não tem nada qualquer coisa serve. E, pior, é exatamente assim que povo desses locais recebe. Pra quem não tinha nada, ter uma pracinha, ter um calçamento ou local de atividades ao ar livre, por mais meia boca que seja, é melhor que não ter. Triste.

Falando nisso
A Prefeitura de São Luís tem feito intervenções importantes nas avenidas da Capital. Mesmo que sejam obras já visando a eleição, não se pode negar sua importância. A ampliação de avenidas criando novas faixas só ainda não alcançou a avenida São Luís Rei de França, uma das piores vias. Será que Braide ainda não enxergou? Talvez se fosse um logradouro de moradia, de escritórios e de negócios de políticos e de suas famílias, já tivesse recebido inúmeros benefícios. E olha que a necessidade aumentou a partir da construção do Hospital da Ilha. É, quem nasceu pra ser Rei de França nunca será Holandeses.
Mistério no ministério
Quem é o servidor do alto escalão do governo Lula que pode ter cometido crime de falsidade ideológica ao declarar ter formação acadêmica que não tem? Segundo homem de um importante ministério petista, não há registro em nenhuma faculdade do país que possa comprovar que ele tenha diploma de nível superior, apesar de exibir o título de pós-graduado. Instado a apresentar comprovação de que seja formado, o tal diabo foge desesperadamente dessa cruz. Mesmo após protocolado um pedido via Lei da Informação, o ministério não apresentou, até o momento, cópia do diploma do servidor. Dizem que o ministro, seu chefe imediato, anda com o c* na mão com essa história, porque já haveria reincidência, já vista o pupilo já ter passado por outro cargo sob sua tutela cometendo o mesmo suposto crime. Eita, eita, eita. Que haja justiça nesse ministério. Au au.
Plantio
Uma foto do deputado Dr. Yglésio ao lado de Jair Bolsonaro em Brasília foi a semente para que jornalistas e blogueiros menos atentos divulgassem a informação de que o Dr. tem declarado o apoio do ex-presidente. Não tem não. A única declaração é do próprio deputado que escreveu na postagem que “com o apoio do presidente Bolsonaro, nossa pré-candidatura (…) segue firme”. Cadê a declaração do “Mito”? Não tem. Mas, isso pouco importa para o deputado, que conhece o funcionamento limitado da cabeça do eleitor que pretende atingir. Nessa relação, há sempre um esperto e um otario. Yglésio sabe quem é quem.

Falando nisso
Apressaram-se em dizer que uma foto do deputado Duarte Jr. ao lado da presidente do PT teria sido uma reação à aparição de Yglésio com o Jair. Bobagem. Apenas uma coincidência no timing certo. Duarte não foi correndo fazer foto com Gleisi Hoffman, nem ao lado de Lula, por causa disso. Bobagem. Pura bobagem de quem já começa pensar em narrativa eleitoral de disputa entre bolsonarismo X Lulismo par 2024. Em São Luís, isso já se provou equivocado. Querem tentar de novo? Arrocha aí.

Cagada
Vice-prefeito da cidade de Parnarama, no inteiro do Maranhão, exibiu orgulhoso em suas redes sociais a entrega de um vaso sanitário para uma eleitora. Gilson fez questão de gravar um vídeo desse momento primoroso da política. Autopromoção e constrangimento de sobra.

Faz o “L”
Em um ano, governo Lula gastou R$ 1 bilhão com viagens.

Faz o “L” 2
Previsível
Conforme dito pelo Colunaço do domingo passado, a ação movida por PSD e PSDB, por suposta fraude à cota de gênero na eleição de 2022, que poderia anular votos e deixar alguns deputados sem mandato, não vai dar em nada. Com julgamento iniciado na última segunda-feira, o primeiro a escapar foi Neto Evangelista (UNIÃO), após o relator, desembargador José Gonçalo Filho, se manifestar contra a ação e a favor da manutenção do mandato. O sistema, ah! o sistema.
Faz o “L” 3
Sob o governo Lula, estatais federais voltam a ter déficit. O rombo projetado é de R$ 4,5 bi, e o governo diz que dinheiro sairá do caixa de empresas
Faz o “L” 4
Aos 93 anos de idade, José Sarney tem sido consultado por integrantes do Palácio do Planalto em diversos assuntos, como indicações para o Supremo Tribunal Federal (STF), para a Procuradoria-Geral da República e também para o Tribunal Superior Eleitoral. O velho oligarca maranhense, há muito esquecido, volta a ser como figura central em Brasília.

Destino
Familiares de Flávio Dino avaliam que a melhor escolha de vida do político é sua ida para o STF. Sob ameaças veladas, a vida do ministro da Justiça impõe uma rotina estressante e intranquila para si e sua família. Dino já nem cumpre mais seu “ritual” quando volta à capital maranhense nos finais de semana. Sem praia, sem shopping, Dino enclausura a si e àqueles ao seu redor numa redoma de medo. E com razão. Deformado pelo poder, Flávio não criou as melhores condições para se aceito pelo Senado numa indicado presidencial para a Alta Corte, mas agora precisa correr atrás e garantir que Lula possa indicá-lo sem o risco de ser rejeitado pela Câmara Alta.
Órfãos
Torcida contrária fazem os filhos políticos de Dino, que enxergam um caminho mais tortuoso sem a presença do padrinho. No entanto, a vontade da família de sangue deve prevalecer na preferência de Dino. Apesar de parecer inabalável, Flávio tem lá suas fraquezas, de saúde, inclusive, que lhe exigem daqui em diante uma vida menos instável. Certamente que se fosse apenas por si só o julgamento de suas escolhas, enfrentaria essa loucura. Mas, sua família não quer isso.
Eu avisei
A cobrança do Presidente do Coren feita à comitiva que visitava o Hospital da Ilha na última semana não pegou de surpresa o leitor mais atento do Colunaço do Cappêta. O alerta foi feito no última final de semana: o “Programa Cuidar de Todos” exclui do “cuidado” os trabalhadores que estão há sete anos sem reajuste salarial. Dr. Julinho, prefeito de São José de Ribamar, alertou em reunião da Famem que o Programa não passava de utopia e que existem coisas mais importantes a serem feitas. Parece que a razão persegue os sensatos.
Pra encerrar
Já estamos na última semana de novembro e não se vê, ainda, nada da “tradicional” decoração natalina pelas ruas e avenidas de São Luís. Tá na hora Prefeitura tirar do depósito aqueles “arames” em formato de adereços de natal com tubo de led, e cumprir com a brega decoração obsoleta de todos os anos, tipo aquelas nos postes da ponte Bandeira Tribuzi.